INFORME FOLHA
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A contragosto
O líder de Beto Richa na Assembleia Legislativa, Ademar Traiano (PSDB), não engoliu bem a notícia que a reunião de Taniguchi com os deputados estaduais será aberta também para os membros da oposição e para a imprensa. ''Não vou me opor ao presidente, mas do outro jeito é mais produtivo, o parlamentar tem mais liberdade'', disse Traiano. Nas últimas duas semanas, Traiano tratou de barrar pedidos de convite e convocação para que Taniguchi se explicasse no plenário, e duas solicitações de informação ao governo do Paraná.
Ignorância
Diante da terceira semana seguida de críticas ao Programa ''Tudo Aqui'', Ademar Traiano diz que o governo do Paraná é transparente, que ''não tem nada a esconder''. O líder da base aliada na Assembleia Legislativa atribui aos deputados do PT a série de críticas contra a Parceria Público-Privada que quer terceirizar a prestação de 171 serviços públicos no Estado. ''Para o PT, em Brasília, PPP vale. No Paraná, não. A ignorância dos deputados do PT impediu que eles tivessem acesso aos meios de comunicação em que as audiências públicas foram divulgadas'', lascou o tucano, referindo-se aos questionamentos de pouca publicidade na licitação.
Via judicial
O líder da oposição, Tadeu Veneri (PT), disse que ingressará ainda nessa semana com um pedido judicial para ter acesso a informações sobre o Programa ''Tudo Aqui''. Ele havia requisitado ao plenário da Assembleia Legislativa do Paraná apoio na solicitação de cópia do processo, das atas das audiências públicas e do cálculo que resultou na rubrica de R$ 2,9 bilhões. Contudo, os pedidos foram bloqueados pela base de apoio. ''O mais racional é cancelar o edital. O Judiciário, o Ministério Público e o Tribunal de Contas não podem aceitar que o Estado faça um determinado tipo de despesa sem que ele diga como essas despesas estão sendo constituídas'', argumentou o petista.
Pode voltar
A bancada do PMDB tem dado sinais de que aceitaria o deputado estadual Cleiton Kielse de volta, se ele demonstrasse o desejo de retornar ao partido. O político deixou a legenda em julho do ano passado, quando ingressou no Partido Ecológico Nacional (PEN) a convite do deputado federal Fernando Francischini. A sigla não deslanchou e agora surgem vários boatos de que os filiados estariam sendo chamados para outros partidos. O próprio Francischini estaria de malas prontas para voltar ao ninho tucano, mas pode ter deixado esse projeto de lado enquanto sonda uma filiação ao futuro partido Solidariedade, em processo de criação. A sigla reunirá membros da Força Sindical e dissidentes do PDT.
Cinco meses
A Fundação Ulysses Guimarães (FUG), órgão ideológico do PMDB, continuará sob o comando de Rafael Xavier no Paraná. A vaga era disputada por Orlando Pessuti e Caíto Quintana, mas, como não houve consenso em torno dessa indicação, o mandato de Xavier foi renovado por mais cinco meses. Eliseu Padilha, diretor nacional da FUG, vai ratificar essa decisão em Curitiba, dia 9 de abril, quando participa de evento na sede estadual do partido. Junto dele estará o senador Valdir Raupp, presidente nacional do PMDB em exercício, já que Michel Temer encontra-se afastado do cargo enquanto ocupa a vice-presidência da República.
Rapidinho
A equipe do deputado estadual Alceu Maron (PSDB) não gostou de equívoco cometido pela Casa Civil. Por alguns instantes o nome do parlamentar foi retirado da lista de autoridades e substituído pelo primeiro suplente do PPS, Felipe Lucas. Os dois brigam na Justiça Eleitoral pela vaga na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná. Decisão da Corte do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) tirou o mandato de Maron, acusado de infidelidade partidária pelo PPS. O político vai recorrer, mas antes aguarda que o presidente da AL, Valdir Rossoni, seja intimado por oficial de Justiça para realizar a mudança. Até que isso ocorra, Maron segue deputado. Inclusive, ele indicou Rossoni como sua testemunha de defesa no processo, mas o tucano não chegou a ser ouvido. O ''equívoco'' foi rapidamente corrigido.
Deu em nada
Não rendeu nenhuma reclamação ao Conselho de Ética, nem manifestação da Corregedoria da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, a troca ríspida de palavras entre os deputados Stephanes Júnior (PMDB) e Rasca Rodrigues (PV) na sessão plenária de terça-feira. O peemedebista queria promover mudanças em lei de iniciativa de Rasca, que trata da identificação de produtos originados do petróleo. O deputado verde pediu adiamento da votação por dez sessões, para discutir as alterações, e teve a solicitação aceita pelo plenário. Stephanes demorou para entender o acontecido e, quando pediu nova votação, foi avisado que era impossível reverter a apuração. Reclamou de Rasca com palavra fortes, e o deputado avançou na direção de Stephanes. Hermas Brandão Júnior (PSB) evitou o confronto, o peemedebista se desculpou, e Rasca disse ter aceitado.
Audiência sobre orçamento
A Prefeitura de Londrina realiza audiência pública hoje para apresentação e discussão do projeto de lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício de 2014. O encontro está marcado para 14 horas, no auditório da Sercomtel, que fica na Rua Fernão de Magalhães, número 383, Bairro Cervejaria.