INFORME FOLHA
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terça-feira, 19 de março de 2013
Equipe da Folha com Agências<br>[email protected] 
Belinati na AL?
O diretor financeiro da Sanepar, Antonio Carlos Belinati (PP), pode assumir uma vaga na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, cargo que já ocupou entre 1999 e 2002. O filho do ex-prefeito de Londrina Antonio Belinati estaria contando com a nomeação de Plauto Miró (DEM) para a cadeira de conselheiro do Tribunal de Contas (TC) do Estado. ''Está tudo no campo das ideias'', disse o primo de Antonio Carlos, o vereador Marcos Belinati (PP), após o colega de partido Jamil Janene ter feito o ''anúncio'' na sessão ontem da Câmara de Vereadores de Londrina.
Cenário incerto
Mas o cenário ainda é incerto para Antonio Carlos. Outro parlamentar que deseja a vaga no TC, Fábio Camargo (PTB) está com a campanha na rua, movendo mundos e fundos para viabilizar sua candidatura. O conselheiro Hermas Brandão irá se aposentar esse ano e a indicação para sua cadeira será feita pela AL, em votação secreta, ainda nesse semestre. Antes da eleição de Clayton Camargo para a presidência do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná, era certa a candidatura única do deputado estadual Plauto Miró (DEM) para a vaga. Filho de Clayton, Fábio Camargo tem passado as sessões plenárias em campanha, falando um por um com os políticos da AL.
Licença prêmio
O ex-prefeito da Lapa Paulo Cesar Furiatti (PMDB) vai gozar de licença prêmio na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná. Publicação no Diário Oficial da AL confirma que ele é servidor estável da instituição e, ''por não haver se afastado do exercício de suas funções durante o quinquênio compreendido entre 21/12/1992 a 21/12/1997'', terá três meses de licença remunerada concedida pelo órgão. Segundo a AL, Furiatti é consultor administrativo da Diretoria de Pessoal. Ele esteve detido preventivamente no início do ano, após ter sido arrolado como suspeito de fraude em licitação pela Operação Quadro Negro, do Ministério Público.
'Tudo aqui' na mira
A oposição está de olho em edital bilionário lançado pelo governo do Paraná para a instalação e operação de nove unidades do Programa ''Tudo Aqui''. O deputado estadual Tadeu Veneri (PT) questiona os critérios para a implantação dessas ''centrais de serviços públicos'', onde seria possível ao cidadão emitir segunda via de contas (água, luz), fazer documentos, solicitar a carteira de habilitação. ''Em Curitiba, por exemplo, já existem as Ruas da Cidadania, que reúnem esses serviços. Como vai ser?'', questiona Veneri.
Conselho de Ética
Foi confirmada ontem a indicação do deputado estadual Caíto Quintana (PMDB) para a presidência do Conselho de Ética da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná. Luiz Accorsi (PSDB) foi reconduzido à Corregedoria da AL, na companhia de Nereu Moura (PMDB) e Raska Rodrigues (PV). No Conselho de Ética também estão os deputados Francisco Buhrer (PSDB), Pedro Lupion (DEM), Professor Lemos (PT) e Wilson Quinteiro (PSB).
Ulysses Guimarães
O ex-governador Orlando Pessuti disputa a indicação do PMDB para a representação regional da Fundação Ulysses Guimarães, entidade mantida pela sigla para lidar com a formação política e ideológica dos peemedebistas. Só que o deputado estadual Caíto Quintana também estaria interessado na vaga. Pessuti é o secretário-geral da legenda, mas tem passado por dificuldades para coupar um espaço mais vistoso dentro do PMDB. Na última reunião com a bancada estadual, por exemplo, percebeu a resistência dos políticos ao seu nome encabeçando a disputa pelo Palácio Iguaçu.
Presidente da AL
Sobre os crescentes boatos que Ratinho Júnior (PSC), hoje secretário estadual do Desenvolvimento Urbano (Sedu), seria candidato a deputado estadual, Ademar Traiano (PSDB) desconversa. O tucano quer ser presidente da Assembleia Legislativa (AL) se Beto Richa (PSDB) for reeleito. Dizem que Ratinho Júnior também, apoiado por até dez deputados estaduais do PSC (hoje a sigla tem apenas dois). ''Nós nunca conversamos sobre isso, não sei dessa possibilidade de ele ser candidato a deputado estadual'', respondeu Traiano.
Vídeo do Feliciano
Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, disse ontem que não viu ''direito'' o vídeo divulgado anteontem em sua conta no Twitter. Feliciano atribuiu a publicação a uma ação isolada de sua assessoria, que publicou o vídeo ''sem autorização''. ''Nós não fizemos o vídeo. Quando eu tomei conhecimento, já tinha explodido aí na mídia. A minha assessoria viu, achou interessante e divulgou. Eu preciso inclusive ver o vídeo direito, para ver o que tem de tão interessante nele'', disse.
'Rituais macabros'
Anteontem, o perfil de Feliciano no microblog divulgou um vídeo em que chama de ''rituais macabros'' os atos contra a sua indicação para o cargo. O título do vídeo de quase nove minutos é ''Pastor Marco Feliciano renuncia'', em referência às ''renúncias'' que teve de fazer para assumir o cargo, como passar menos tempo com a família. O material foi publicado na conta no Youtube da produtora Wap TV Comunicação, que tem, entre seus donos, Wellington Josoé Faria de Oliveira. Além de produzir os programas de Feliciano, Oliveira é funcionário do gabinete do deputado em Brasília. Ele nega que haja qualquer vínculo da sua produtora com o vídeo.
Divididos
A reunião da bancada do PSC de ontem serviu para que Feliciano prestasse esclarecimentos sobre a veiculação do material na internet. Divididos sobre sua permanência à frente da comissão, deputados da sigla avaliaram que endossar um discurso agressivo neste momento vai contra orientação da presidência da Câmara de buscar conciliação.


