Honraria a árbitro
O presidente da Comissão de Árbitros da Federação Paranaense de Futebol, Afonso Vitor de Oliveira, é cidadão honorário de Londrina. O título foi concedido em março de 2008, por meio da Lei 10.460, cujo autor principal foi o vereador Jamil Janene. Oliveira absolveu o juiz Felipe Gomes da Silva, que não marcou três pênaltis para o Londrina no jogo contra o Coritiba, no último domingo. Especula-se que um grupo de vereadores poderia propor a revogação da honraria. A Lei 11.538, de abril de 2012, que disciplina a concessão de títulos e homenagens, prevê essa possibilidade no artigo 8º: ''A Câmara Municipal de Londrina, à vista de informações comprobatórios de ter o agraciado praticado ato que ofenda o Município ou qualquer de seus Poderes constituídos, poderá propor a revogação da lei de concessão da honraria''. Na sessão de ontem, nenhum vereador falou sobre o assunto, mas, nos bastidores, a hipótese estava sendo ventilada.

Comissionados
Atendendo pedido de dois vereadores que o apoiaram na eleição da presidência da Câmara de Londrina, Rony Alves (PTB) deu cargos comissionados a dois presidentes de diretórios partidários da cidade: Benjamin Zanlorenci Júnior (PMN) e Marcos Colli (PV). Os pedidos foram de Péricles Deliberador (PMN) e de Mario Takahashi (PV), que presidem respectivamente as comissões técnicas de segurança e de ambiente. Zanlorenci e Colli vão assessorar os trabalhos dessas comissões, explicou Rony. ''Não foi um acordo pela presidência. Nomeei cargos a pedidos desses vereadores para auxiliar as comissões, assim como outros cinco cargos da presidência vão assessorar outras comissões da Casa'', disse. Eles receberão salário de R$ 5.190.

Movimento baixo
A Justiça Eleitoral de Londrina informou ontem que nos três primeiros dias de cadastramento biométrico foram emitidos pouco mais de 2 mil títulos. O número é considerado baixo, diante da meta proposta. O menor fluxo de atendimento ocorre no período da tarde. A Justiça Eleitoral corre para recadastrar cerca de 360 mil eleitores de Londrina e 9 mil eleitores de Tamarana. A capacidade de agendamento tem sido aumentada diariamente e continuará até a meta de 3 mil agendamentos por dia. O eleitor que não comparecer ao cadastramento biométrico terá o título cancelado.

Tucanado
Após aderir ao governo Beto Richa (PSDB), o londrinense Cheida (PMDB) não tem economizado elogios ao tucano. Ontem ele soltou essa na internet: ''Beto Richa inicia duplicação Rodovia do Café. Menos acidentes, mais desenvolvimento. Na verdade ele iniciou hoje a duplicação do seu mandato'', escreveu o político no Twitter.

Substituições
Cheida foi o primeiro prefeito eleito pelo PT no Paraná, em Londrina, na década de 1990. Depois foi secretário de Estado do Meio Ambiente no governo Requião (2003-2006). Ontem a liderança do PMDB na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná anunciou os substitutos do londrinense, já que Cheida era titular em quatro comissões e suplente em outras sete.

Martin na Saúde
O médico de Cambé, Gilberto Martin (PMDB), foi indicado para a vaga de Cheida na Comissão de Saúde e na suplência da CPI dos Planos de Saúde. Caíto Quintana vai para o Meio Ambiente, onde Cheida era presidente. Waldyr Pugliesi fica na Comissão de Assuntos Metropolitanos e Teruo Kato vai para a Educação.

PEC 37
A Câmara de Londrina aprovou ontem moção de repúdio, de autoria do vereador Vilson Bittencourt (PSL), à Proposta de Emenda à Constituição 37, apelidada de ''PEC da Impunidade'', porque impede o Ministério Público de investigar crimes. Somente as polícias judiciárias (Civil e Federal) poderiam titularizar inquéritos. A moção será encaminhada aos presidentes do Senado, da Câmara Federal, aos deputados federais eleitos por Londrina e à Promotoria de Defesa dos Direitos Constitucionais da cidade. ''A pergunta que fica é a seguinte: a quem interessa que o MP seja proibido de investigar?'', termina a moção de repúdio à PEC 37.

Centro de Eventos
Entidades de Londrina, como Acil e Sociedade Rural do Paraná, estão financiando um estudo da consultoria Jones Lang La Salle sobre a viabilidade da instalação de um Centro de Eventos. Além da demanda, o estudo, que começou há cerca de seis meses, vai apontar o melhor local para o empreendimento. ''Acredito que perdemos pelo menos uns cinco eventos importantes por ano'', disse o presidente da Codel, Bruno Veronese, que explanou projetos e metas da companhia na sessão da Câmara de ontem. Um empreendimento para atrair grandes eventos deve ter um auditório com pelo menos dois mil lugares e salas de apoio, explicou Veronese. O estudo deve ficar pronto no final de março.

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