Candidatura própria
''O PMDB tem que ter candidato próprio ao governo do Paraná.'' A frase é do senador Sérgio Souza (PMDB), de passagem por Londrina ontem. Souza, que assumiu o cargo no Senado depois que a petista Gleisi Hoffmann foi comandar a Casa Civil do governo Dilma, minimizou o ''adesismo'' de correligionários ao Palácio Iguaçu, ampliando a base de Beto Richa (PSDB). Sobre a participação no governo do Estado, o senador disse que ''os cargos são dos deputados, é uma questão de governabilidade''.
Sem resultado prático
Eleitor declarado de Renan Calheiros (PMDB) para a presidência do Senado, Sérgio Souza afirmou que a movimentação da sociedade pelas redes sociais, cobrando a saída de Calheiros, ''não terá resultado prático''. Segundo o senador paranaense, Renan já foi julgado e nada ficou comprovado - o presidente teria falsificado notas fiscais para comprovar que não usou dinheiro público para pagar pensão alimentícia -, por isso não haveria como abrir nova investigação sobre o mesmo fato. Conforme Souza, ''o Renan teve a oportunidade de se redimir e por isso ele pode fazer muito mais, porque ele tem a necessidade de se redimir perante a sociedade''.
2012 no vermelho
Em 2011, início do governo Beto Richa (PSDB), a gestão do Estado teve resultado positivo de meio bilhão de reais. Só que no ano passado, segundo a Secretaria de Estado da Fazenda, o quadro mudou e o Paraná fechou 2012 ''no vermelho''. Em números totais as despesas superaram as receitas em R$ 658 milhões. Números negativos já haviam ocorrido no governo de Requião e Pessuti, em 2009 e 2010, mas foram menores, da ordem de R$ 100 milhões. Os números foram apresentados ontem, por Luiz Carlos Hauly, na Assembleia Legislativa do Paraná.
Arrecadação em alta
No ano passado, R$ 21,1 bilhões foram arrecadados pelo Estado, 7,33% a mais que no ano interior (descontada a inflação). A maior receita foi proveniente do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), responsável por 84% desse montante, seguido pelo IPVA (8,22%). A União repassou R$ 3,7 bilhões ao Paraná e a dívida pública ficou em R$ 18,2 bilhões, o menor valor dos últimos cinco anos.
Suplente à vista
Ontem o presidente da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, Valdir Rossoni (PSDB), comunicou o afastamento do deputado estadual Luiz Eduardo Cheida (PMDB), que deixou a AL para assumir a Secretaria de Estado do Meio Ambiente. Também foi formalizado o convite para que Luiz Carlos Martins (PSD), radialista da Capital, assuma a vaga na condição de suplente da coligação. Martins foi candidato pelo PDT em 2010, mas depois trocou de legenda. Ele será mais um membro da base de apoio de Beto Richa (PSDB) na AL.
Perdão do IPVA
Chegou na Assembleia Legislativa do Paraná projeto que ''perdoa'' dívidas do IPVA anteriores a 2007. Se aprovado, o Estado deixa de arrecadar R$ 11,2 milhões, beneficiando 33,4 mil veículos que estão em situação irregular. O argumento de Beto Richa (PSDB) é que o processo para cobrar essas dívidas (R$ 337 em média) é mais caro que simplesmente perdoá-las.
Creches e asilos
Será votado hoje na Comissão de Constituição e Justiça projeto de lei do deputado estadual Douglas Fabrício (PPS) que sugere a instalação de câmeras de vídeo em creches e asilos, para monitoramento da atenção dedicada a quem utiliza esse serviços. ''As câmeras custam barato e são fases da vida em que os maus tratos são inadmissíveis'', argumenta o político.
PEC do TJ
Com a audiência pública das finanças do governo do Paraná, ficou para esta terça-feira a leitura em plenário da Proposta de Emenda Constitucional que muda as eleições no Tribunal de Justiça do Paraná, ampliando o colégio de elegíveis. Hoje só pode ser presidente membro do Órgão Especial (25 desembargadores), mas a PEC quer ampliar para todos os 120 magistrados da segunda instância essa condição especial.
Pastor 1
Cogitado pelo Partido Social Cristão para presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, o pastor Marco Feliciano (PSC-SP) diz que não é homofóbico, mas é contra o ato sexual entre pessoas do mesmo sexo. A confirmação do nome do deputado para o colegiado deve ser feita hoje. A comissão recebe e investiga denúncias de violações de direitos humanos e discute e vota propostas na área. E é o presidente da comissão quem determina a pauta dos projetos que devem ser votados. ''Não vou recuar, e se meu partido recuar vai ser muito feio'', disse o pastor. Ele afirmou que foi alvo de ''infâmia, perseguição e até ameaça de morte'' depois que foi sondado para assumir o posto.
Pastor 2
Entre as polêmicas geradas está o histórico de declarações do deputado sobre os homossexuais. Questionado pela Folha de S.Paulo, Feliciano respondeu: ''Me desculpe se eu agredir os seus ouvidos, mas o reto não foi feito para ser penetrado. Não sou contra o homossexual, sou contra o ato homossexual. Todo cristão é contra o ato homossexual''. Em 2011 ele declarou no Twitter que os ''africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé''. Depois, disse que foi mal compreendido: ''Minha família tem matriz africana, não sou racista''.
Crítico à indicação do pastor, o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) teme pelas minorias: ''Uma pessoa com uma mentalidade dessas estar à frente da comissão (de direitos humanos) é o máximo do contrassenso''.

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