Câmara discute certificados 1
Está prevista para a próxima quarta-feira uma reunião entre a Mesa Executiva da Câmara de Vereadores de Londrina e servidores efetivos da Casa. Na pauta está o novo Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) dos funcionários, com as mudanças no texto sugeridas pela Controladoria do Legislativo. Instituído por resolução em 2004, o PCCS em vigor permite aumentos salariais com a apresentação de certificados de cursos ''não-correlatos'' com a atividade parlamentar. Conforme a FOLHA mostrou no começo da semana, o presidente Rony Alves (PTB), que considerou o benefício ''imoral'', prometeu alterações.
Câmara discute certificados 2
Segundo apurou a reportagem, o PCCS em análise é resultado de estudo que começou em 2010 - apresentado aos vereadores daquela legislatura, porém, sem resultados práticos - e foi atualizado recentemente por uma comissão de servidores da Câmara. O relatório previa a extinção de progressões por cursos ''não acadêmicos'' e apontava redução de custos com o fim dos aumentos salariais por meio de cursos sem relação com o serviço parlamentar. O texto a ser discutido deve tratar de progressões com cursos de graduação e pós-graduação. A FOLHA tentou falar ontem com o presidente da Associação da Câmara Municipal de Londrina, Bartolomeu Lopes Sobrinho, mas ele não foi localizado.
Convenção do PMDB
O deputado estadual Caíto Quintana participa hoje, em Brasília, da convenção nacional do PMDB. A eleição do novo diretório nacional será realizada no Centro Empresarial Brasil 21, em Brasília, e manterá o vice-presidente da República, Michel Temer, no comando institucional do partido. O senador Valdir Raupp ficará na vice. Caíto é um dos 37 delegados paranaenses escolhidos para participar do ''conclave'' peemedebista.
Mais do mesmo
Para Romanelli, deputado estadual licenciado, a convenção não trará nenhuma novidade ao mundo político, ''mas é bom participar desse momento e discutir temas nacionais dentro do PMDB'', disse o atual secretário de Estado do Trabalho. Integrado ao governo Beto Richa (PSDB), Romanelli não confirmou o boato que durante a convenção será aprovada uma resolução indicando que a sigla deva, prioritariamente, bancar candidaturas próprias aos governos estaduais.
Contra pastor
As chances de o deputado federal e pastor Marco Feliciano (PSC-SP) assumir a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara fez com que internautas abrissem ontem uma petição como forma de protesto ao nome que encabeça a lista de candidatos da sigla para chefiar o colegiado. Até o final da tarde de sexta-feira, mais de 24 mil pessoas haviam aderido à manifestação. No abaixo-assinado, internautas pedem a destituição do pastor caso ele seja, de fato, nomeado para o cargo. Os protestos acontecem porque, em 2011, Feliciano protagonizou uma polêmica ao escrever, em seu perfil no Twitter, que o amor entre pessoas do mesmo sexo leva ''ao ódio, ao crime e à rejeição''. Ele disse ainda que descendentes de africanos são ''amaldiçoados''.
Minorias
''É inaceitável que a comissão fique nas mãos de alguém que irá lutar contra qualquer avanço em direção ao reconhecimento dos direitos humanos'', diz a petição. À Agência Estado, o atual presidente da Comissão de Direitos Humanos da Casa, deputado Domingos Dutra (PT-MA), afirmou em nota que Feliciano é desinformado e que ele pretende presidir um colegiado de minorias de forma ''preconceituosa, fundamentalista, externando ódio homofóbico e intolerância''. Na quinta-feira, o pastor disse que a comissão se tornou um espaço de defesa de ''privilégios'' de gays, lésbicas, bissexuais e transexuais. Sugeriu também que a última gestão gastou quase todo o tempo dedicando-se a assuntos relacionados à comunidade LGBT e deixou ''em segundo plano'' as outras minorias.
'Comodismo'
Também alvo de manifesto popular contra sua eleição à presidência do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) classificou como ''comodismo'' os protestos feitos fora âmbito partidário. Ao lado de integrantes da cúpula do PMDB, Renan participou ontem no Senado da eleição de Marco Antonio Cabral, filho do governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ), para presidente do PMDB Jovem. ''Se eu fosse jovem, não tenham dúvida, estaria participando destes protestos. Existem duas maneiras de ajudar o país: uma é ficando fora e outra é participando dos partidos. Vamos dar as melhores respostas aos que, diferentemente de vocês, ao invés de vir para os partidos como vocês fazem, ficam fora, na comodidade dos protestos, reclamando e, desta forma, não podem contribuir'', disse o senador, para a plateia formada em sua maioria de jovens.
Canções de apoio
Em vários momentos do discurso do senador, parte dos militantes ecoavam canções de apoio. ''Renan é nosso amigo, mexeu com ele, mexeu comigo.'' Em outros momentos, o senador José Sarney (PMDB-AP) também foi lembrado pelo grupo de jovens que empunhava a bandeira do Maranhão. ''Sarney, herói do povo brasileiro.''
Atos públicos
Uma série de atos contra a eleição de Renan ao comando do Senado foi realizada no último mês em diversas localidades do país. No dia 24 de fevereiro, cerca de 300 pessoas participaram de uma caminhada na praia de Copacabana, zona sul do Rio, para pedir a cassação do mandato do senador. No dia anterior, uma manifestação contra o peemedebista bloqueou parte da avenida Paulista, região central de São Paulo. Em outra ação, realizada no último dia 20 de fevereiro, o movimento ''Fora Renan'' entregou em ato no Congresso Nacional um abaixo-assinado com um 1,6 milhão de assinaturas exigindo a saída do político do Senado.

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