PR-445
A duplicação de 70 quilômetros da PR-445 (do bairro Jamile Dequech até Mauá da Serra) está sendo analisada pelo governo do Paraná. Segundo afirmação do coordenador da Região Metropolitana de Londrina (RML), Vitor Hugo Dantas, que fez um balanço dos investimentos do Estado em audiência ontem na Câmara de Vereadores de Londrina, o DER está licitando os projetos de duplicação de 10 quilômetros, de construção de faixas adicionais (terceiras faixas) em 17 quilômetros e de construção de seis viadutos. ''Me surpreendi com a informação, é uma boa notícia. Mas queremos a duplicação, vamos insistir nisso'', disse o deputado estadual Tercílio Turini (PPS), que, juntamente com os outros dois deputados estaduais da região, encaminhou requerimento ao governo estadual solicitando a duplicação dos 70 quilômetros.
- Hoje o trecho urbano da PR-445 está sendo duplicado. São 16 quilômetros entre Cambé e o Conjunto Jamile Dequech.
Agradecimento
Dantas falou por quase três horas sobre investimentos em saúde, educação, estradas, moradias, saneamento. Além dos vereadores, a plateia era composta por dezenas de servidores e comissionados do governo do Estado. Ao final, Gustavo Richa (PHS), autor do requerimento para a visita de Dantas, agradeceu não somente às informações, mas à ''família governo do Estado''.
Polêmicos certificados
A sessão da Câmara de Londrina de ontem começou efetivamente às 19h48. A tarde foi praticamente toda utilizada pelo coordenador da RML. Depois disso, por volta das 18 horas, os vereadores se reuniram secretamente. O tema da reunião não foi divulgado, mas, um dos tópicos foi a explicação do presidente, Rony Alves (PTB), sobre incrementos salariais a servidores que apresentam certificados de cursos sem qualquer relação com a atividade parlamentar, assunto trazido à tona pela FOLHA esta semana. Rony disse que o caso está sendo analisado por uma comissão e pela Mesa. Vereadores consultados pela reportagem preferiram não falar sobre os temas da reunião secreta.
Pedagiômetro 1
A exemplo do impostômetro, o deputado estadual Tercílio Turini (PPS) quer criar no Paraná o pedagiômetro: painéis eletrônicos que seriam implantados em todas as 27 praças de pedágio. ''Teríamos mais transparência sobre quanto as concessionárias arrecadam e quantos veículos trafegam nas rodovias pedagiadas do Paraná'', disse Turini, lembrando que os contratos entre o governo e as concessionárias foram assinados há 15 anos e vigoram até 2022.
Pedagiômetro 2
''Precisamos ter clareza do que é arrecadado porque a frota de veículos aumentou muito nesses últimos anos. Acho que triplicou.'' Ainda segundo o parlamentar, os contratos previam duplicação de quase 700 quilômetros das rodovias pedagiadas, mas até agora menos de 10% teriam sido duplicados. ''Na época, a propaganda dizia que com o pedágio sobraria dinheiro para o governo reformar as estradas não pedagiadas, o que não ocorreu. Não ocorreram as duplicações.''
- O projeto para criar o pedagiômetro deve ser apresentado na Assembleia Legislativa na próxima semana.
Pregão suspenso
Pedido da empresa Inforline ao Tribunal de Contas (TC) do Estado paralisou licitação da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). Ela diz que a exigência de laudos ergonômicos para a compra de R$ 248 mil em móveis apresentava risco de favorecimento no certame. ''Exigir laudo afasta interessados no certame, em razão do seu alto custo, e assim restringe a competição e onera a contratação'', argumentou a empresa. O conselheiro Ivan Bonilha concordou e suspendeu todo o processo até análise do caso pelo plenário do TC. Procurado pela reportagem, o presidente da Adapar, Inácio Kroetz, limitou-se a dizer que a denúncia ''não procede'' e que vai responder aos questionamentos do TC.
Cuidar da base
O marido da ex-vereadora Renata Bueno (PPS), Juliano Borghetti (PP), disse que permanecerá no Brasil enquanto ela exerce o mandato de deputada no parlamento italiano. ''Vou cuidar da base'', disse ele, brincando, antes da coletiva dada pela política ontem em Curitiba. Juliano também é ex-vereador de Curitiba, além de ser irmão da deputada federal Cida Borghetti (PP), cuja influência na comunidade italiana foi fundamental para a eleição de Renata. Na coletiva, Cida sentou à direita de Renata. À esquerda, estava o pai dela, o deputado federal Rubens Bueno, comandante nacional do PPS. Renata agradeceu o apoio do PPS e do PP na sua campanha, ''e de José Serra, do PSDB, em São Paulo''.
Souza em Curitiba
Aliado político de Orlando Pessuti (PMDB), o senador Sérgio Souza (PMDB) fez questão de comparecer, ontem, no evento de adesão do município de Curitiba ao Vale-Cultura. A cerimônia trouxe à Capital a ministra da Educação, Marta Suplicy (PT). Ela e o prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), assinaram o termo de adesão da cidade ao programa nacional de incentivo à aquisição de bens culturais (R$ 50 por mês, depositados numa espécie de ''cartão de crédito'' semelhante ao do Bolsa Família). Ladeados por petistas de todos os tipos, Souza discursou sem cerimônia. Ele é suplente de Gleisi Hoffmann (PT) no Senado, potencial concorrente de Beto Richa (PSDB) à reeleição. Nessa semana Pessuti recusou convite do tucano para assumir a Sanepar, coincidência ou não.
Ziraldo condenado
A 2 Vara Federal de Foz do Iguaçu condenou o ex-prefeito Paulo Mac Donald Ghisi (PDT), o cartunista Ziraldo Alves Pinto e o jornalista Rogério Romano Bonato por atos de improbidade administrativa no uso de verba federal, cometidos na realização do 3º Festival Internacional do Humor Gráfico das Cataratas do Iguaçu, em sentença publicada ontem.
R$ 200 mil
Juntos, Paulo Mac Donald Ghisi e Ziraldo Alves Pinto foram condenados ao ressarcimento integral do dano, avaliado em R$ 200 mil. Ambos tiveram os direitos políticos suspensos por oito anos, e ficaram proibidos de contratar com o poder público municipal, receber benefícios, incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, pelo prazo de cinco anos. No caso de Rogério Romano Bonato o prazo é de três anos, tanto em relação aos direitos políticos suspensos quanto em relação às demais penalidades. Os réus ainda não foram intimados. Cabe recurso ao Tribunal Regional Federal da 4 Região.

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