Repercute 1
Vereadores de Londrina cobraram na tarde de ontem, durante a sessão legislativa, mais qualidade no serviço oferecido pelas empresas que exploram o serviço de transporte coletivo no município. A cobrança é feita uma dia depois do anúncio do novo valor da passagem - que passou de R$ 2,20 para R$ 2,45.
Repercute 2
A vereadora Sandra Graça (PP) ressaltou que ''a análise, o estudo e a decisão sobre o aumento da tarifa são prerrogativas do prefeito, mas a Casa deve fiscalizar a qualidade dos serviços''. ''As pessoas têm que pagar a passagem que foi definida, mas nós, como representantes desse povo, temos que cobrar um transporte de qualidade, que não seja uma lata de sardinha, e exigindo a presença do cobrador nos ônibus, para agilizar o serviço'', afirmou ela.
Repercute 3
Lenir de Assis (PT) também criticou a manutenção do subsídio municipal concedido às empresas, para que a tarifa fique artificialmente menor para o usuário. Na quarta-feira, a Prefeitura de Londrina também anunciou a redução do subsídio, de R$ 0,15 para R$ 0,10. ''É um dinheiro líquido que sai dos cofres municipais e vai para o bolso das empresas. Dinheiro que poderia estar sendo investido em saúde, educação. Isso tem que ser reavaliado, e que bom que o prefeito conseguiu reduzir o valor do subsídio. Tem que reduzir mesmo'', afirmou em sua fala no plenário.
Cargos comissionados
O promotor de Justiça Hideraldo José Real, do Ministério Público (MP) em Rolândia (Região Metropolitana de Londrina), quer que a Câmara de Vereadores exonere um funcionário comissionado para haver proporcionalidade com o número de servidores concursados na Casa.
Desproporcional
Segundo a Procuradoria Jurídica da Câmara de Rolândia, são nove servidores efetivos e 10 comissionados. A procuradora Iris Soraia Inez disse que uma zeladora concursada, cedida à prefeitura, deve retornar ao Legislativo, o que tornaria igual o número de cargos. ''Porém, mesmo se ela não voltar, acredito que não há desproporcionalidade e nem é o caso de exoneração. É somente um cargo.'' A Mesa Executiva decidirá, nos próximos dias, se acata o parecer jurídico e, então, encaminhará o conteúdo da decisão ao MP.
Derrota
O ex-vereador de Londrina Joel Garcia (sem partido) sofreu nova derrota na Justiça. Desta vez, trata-se de sentença da 2 Vara da Fazenda Pública, que não acolheu a exceção de suspeição contra promotores de Londrina que o investigaram e denunciaram em 2009 e 2010 por atos ilícitos praticados como parlamentar. Joel considera suspeitos Cláudio Esteves, Jorge Barreto da Costa, Leila Voltarelli, Renato de Lima Castro e Yara Guariente, e alegava que tiveram postura ''absolutamente parcial e com dose muito excessiva de perseguição pessoal''. Porém, o juiz Emil Tomás Gonçalves entendeu, em sentença publicada ontem, que os fatos alegados pelo ex-vereador não se encaixam em nenhuma hipótese legal de suspeição ou impedimento.
Aifu
A promotora do Meio Ambiente de Londrina, Solange Vicentin, esteve na tarde de ontem na Câmara de Vereadores para conversar com os parlamentares sobre o trabalho da Ação Integrada de Fiscalização Urbana (Aifu), alvo de críticas de empresários e entidades. Ela reforçou que não adianta ir até o estabelecimento fora do horário de funcionamento, para ver documentos e alvará, como foi sugerido por entidades para evitar ''constrangimentos aos clientes''. ''O que precisamos é saber se eles estão cumprindo as regras de vigilância sanitária, se não tem menor no local, se o som está no volume correto, e isso só conseguimos fazer quando a casa está funcionando e não pela tarde'', afirmou. ''Às vezes um empresário pega um alvará de restaurante e transforma o estabelecimento em boate, e só conseguimos saber disso indo até o local'', completou.
Hospital Oeste
No meio desta semana, quando Beto Richa esteve em Londrina para entregar ambulâncias para os municípios da região, o deputado estadual Gilberto Martin (PMDB) grudou no secretário de Estado da Saúde, Michele Caputo. Ele levou o membro do primeiro escalão para ver as instalações do antigo Hospital Londrina (também chamado Golden Cross), abandonado faz uma década, mas que poderia abrigar o Hospital da Zona Oeste. Próximo da rodovia PR-445, ele atenderia Londrina, Cambé e outras cidades da região. É uma demanda defendida pela bancada ''pé vermelho'', composta por Martin, Cheida (PMDB) e Tercílio Turini (PPS).
Obras na PR-445
A trinca de deputados do Norte (Martin, Cheida e Turini) também assinou em conjunto o pedido para a duplicação da PR-445, solicitação já divulgada pela FOLHA, mas atribuída somente a Turini. Também foi divulgado que desses três, apenas Martin não preside nenhuma comissão permanente na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná. A assessoria do peemedebista entrou em contato com a FOLHA para afirmar que, apesar disso, ele é membro das comissões de Agricultura e Direitos da Mulher, além de suplente em outros seis colegiados. Está registrado.

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