Redução da tarifa
A redução de 18,12% na tarifa de energia cobrada pela Companhia Paranaense de Energia (Copel) foi lembrada, na sexta-feira, pelo deputado estadal Ênio Verri (PT). ''Os paranaenses devem comemorar. Mesmo com o governo Richa sendo contra, o governo federal garantiu a redução no preço da energia, proporcionando mais qualidade de vida para as famílias e uma diminuição importante no custo para o setor produtivo no Estado'', cutucou o político, atual presidente do PT no Paraná. É Verri quem comandará a batalha da Assembleia Legislativa (AL) pela oposição, de olho na candidatura de Gleisi Hoffmann (PT) ao Palácio Iguaçu em 2014.
Conta da luz
Durante o mês de janeiro, petistas e tucanos brigaram em torno da questão energética do Brasil. O governo federal, para renovar contrato com operadoras estaduais, pediu tarifas menores para o consumidor final e não foi atendida pela Copel, Cemig (Minas Gerais) e Cesp (São Paulo). Na época, Beto Richa (PSDB) disse que as novas regras federais impunham ''perdas enormes ao Estado''. Somente a queda na arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que incide sobre o consumo de eletricidade, chega a R$ 450 milhões, diz Beto. A Copel vai perder quase R$ 200 milhões por ano da receita de transmissão. ''Mas tudo isso em favor da redução da tarifa para os paranaenses'', afirma Beto Richa.
Só em março
Para o consumidor final, apesar da redução de 18,12% ter entrado em vigor no dia 24 de janeiro, o abatimento na fatura só será percebido em março. Na prática, a queda é decorrente do corte no preço do quilowatt-hora (kWh), que passou de 30 centavos para pouco mais de 24 centavos. É o menor valor desde 2003, quando o consumidor residencial pagava 22 centavos por quilowatt-hora.
As primeiras contas com a redução na tarifa, relativas ao mês de janeiro, já começaram a chegar às residências. De acordo com a Copel, entretanto, os clientes só devem receber o desconto integral na conta que chegar em março, pois é preciso fechar um ciclo tarifário de um mês com a tarifa reduzida.
Dinheiro devido
Caiu para R$ 160 milhões a dívida do governo estadual com a CR Almeida, empreiteira com contratos nas áreas da construção civil, concessões rodoviárias, logística e indústria química. É a segunda redução obtida pelo Paraná na mesma matéria, referente a trecho ferroviário entre Ponta Grossa e Apucarana, de 319 km, finalizada na década de 1970. A empreiteira originalmente pedia R$ 20 bilhões de indenização, por dificuldades no recebimento do valor contratado à época, mas a conta caiu para R$ 2 bilhões no governo Requião (PMDB) e agora, com Beto Richa (PSDB), para R$ 160 milhões. Decisão da 5 Câmara Cível do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná.
Nepotismo
O Ministério Público (MP) do Paraná está investigando o prefeito de Almirante Tamandaré (Região Metropolitana de Curitiba), Aldnei Siqueira (PSD), porque ele nomeou a esposa, o pai e o irmão como secretários municipais. A mulher do prefeito, Angela Siqueira, ficou na chefia da Secretaria de Família e Desenvolvimento Social; o pai do prefeito, Raimundo Prestes Siqueira, ocupa a Secretaria de Obras, e o irmão, Eduardo Henrique Siqueira, é titular da Secretaria do Trabalho. Em nota oficial, o prefeito rebateu as críticas sobre as nomeações. Ele ressalta que a súmula 13 do Supremo Tribunal Federal, que trata de nepotismo, permite a nomeação de parentes em comandos de secretarias. ''O prefeito de Almirante Tamandaré reitera que a conduta adotada nas nomeações obedece estritamente o estabelecido na legislação'', finaliza a nota.
Rato do Senado 1
Uma sobrinha do presidente do STF, Joaquim Barbosa, e uma colega dela foram demitidas do Senado por compartilharem na rede social Facebook foto de um rato encontrado na gráfica da Casa com a legenda: ''E a gente que achou que o único problema aqui fosse o Renan Calheiros''. As duas eram estagiárias no Senado. O Senado confirmou a demissão das duas jovens, mas manteve seus nomes em sigilo. Em nota, afirmou: ''O Senado agiu de acordo com as normas vigentes ao tomar conhecimento de um ato de indisciplina''. O Senado também afirma que as duas postaram as fotos no horário de trabalho ''usando ferramentas de trabalho'', o que diz ser uma infração às regras de estágio da Casa. O caso foi revelado pelo jornal ''Correio Braziliense''.
Rato do Senado 2
Ariadina Barbosa Gomes Oliveira é filha de uma irmã do ministro Joaquim Barbosa. Ela estagiava na Secretaria de Recursos Humanos, que fica nas mesmas dependências da gráfica onde o rato foi encontrado. ''Decidimos fazer em forma de protesto até porque o lugar está cheio de ratos de verdade'', afirmou Laura Meirelles, a outra estagiária. Segundo ela, as fotos foram postadas do celular e não do computador do Senado e no horário de trabalho porque o rato foi encontrado durante o expediente.

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