Correligionários
A vereadora de Londrina Elza Correia (PMDB), afinada com o ex-governador Roberto Requião (PMDB), fez ressalvas ontem ao ser questionada sobre a possível participação do deputado estadual Luiz Eduardo Cheida (PMDB) no governo do tucano Beto Richa. Para ela, se houver a confirmação de Cheida no Executivo, a decisão não deveria estar atrelada às eleições de 2014. ''Houve uma conversa com o deputado Cheida, mas ele disse que estava propenso a não aceitar. Depois disso o assunto não foi discutido com o partido, pelo menos na Executiva Municipal. O deputado tem todo o direito de aceitar, ele já foi secretário do Meio Ambiente, tem competência na área. Se são articulações para a próxima eleição só ele pode responder, mas eu espero que não'', disse a vereadora.
Candidatura própria
Elza, a única vereadora de Londrina do PMDB, alegou que o partido está pensando em lançar o senador Roberto Requião ou Orlando Pessuti como candidatos em 2014. ''Eu particularmente não apoiarei enquanto militante do PMDB que o partido apoie outro candidato que não do próprio partido. Quero que o PMDB tenha candidatura própria, porque isso fortalece o partido, e nós já temos nomes dos candidatos'', reforçou.
Sessão morna
As sessões ordinárias da Câmara de Vereadores de Londrina ainda não engrenaram. Na pauta de ontem, por exemplo, estavam previstos dois projetos de lei - protocolados na legislatura passada - em primeiro turno de votação e cinco pareceres contrários à tramitação de matérias. Já os 14 projetos que foram protocolados nessa nova legislatura ainda serão analisados pelas comissões permanentes da Casa, eleitas na última terça-feira, e portanto não possuem previsão para entrar em discussão.
Pauta leve
A vice-presidente da Comissão de Justiça, vereadora Lenir de Assis (PT), explicou que a pauta está ''leve'' porque na última sessão da legislatura passada a maioria dos projetos foram retirados por quatro ou cinco sessões - por isso ainda não voltaram à pauta - e as matérias da nova legislatura ainda estão sendo avaliadas pela assessoria jurídica da Casa. ''Mas nas próximas sessões mais de 100 projetos de leis devem entrar na pauta de votação. São projetos da última legislatura, de todos os anos, de vários vereadores'', explicou.
Fim de legislatura
Na última sessão da 15 legislatura os vereadores eleitos e reeleitos chamaram seus projetos que estavam parados para a pauta e pediram sua retirada, para que eles não fossem arquivados. ''Isso é regimental. Os vereadores reeleitos precisavam chamar e retirar os projetos, senão eles seriam perdidos. Já quem não foi reeleito pediu para os pares assumirem a autoria dos seus projetos.'' Um exemplo foi o polêmico projeto do ex-vereador Rodrigo Gouvêa, que obrigava a instalação de portais de raio-X e detectores de metais no Terminal Rodoviário de Londrina. A proposta agora é de autoria do vereador Roberto Fu (PDT).
Inelegível em Arapongas
A Justiça Eleitoral de Arapongas (Norte) declarou a inelegibilidade por oito anos do ex-vereador e candidato a prefeito nas últimas eleições Sergio Onofre (PSD), por suposto abuso do poder político durante a campanha. Ele teria participado de uma reunião de campanha numa escola municipal. Também foram condenados Edgar Vidoti (PSC), candidato a vice, Leandro José da Costa (PSC), candidato a vereador, e a esposa dele, Carla Tatiane Costa, diretora da escola. ''Não foi feita reunião para pedir votos em escola, portanto, não houve abuso'', disse Onofre à FOLHA. Ele vai recorrer. A sentença é da juíza da 61 Zona Eleitoral, Tatiane Garcia Silverio de Oliveira Claudino. A inelegibilidade passa a valer apenas quando não houver mais possibilidade de recursos.
Nova legenda
A legenda que servirá de apoio a candidatura de Marina Silva em 2014 não vai utilizar a palavra ''partido'' em seu nome, substituindo-a pelo termo ''rede''. O nome final, que pode ganhar um complemento, será definido até o dia 16 de fevereiro, quando um evento em Brasília marcará a fundação da sigla. ''Está se consolidando alguma variação em torno da ideia de rede'', disse o ex-presidente do Ibama Bazileu Alves.
Sonháticos
O site que convoca os militantes para o ato chama-se ''RedePróPartido''. De acordo com Bazileu, cerca de 600 já se inscrevem para participar do evento. As discussões sobre o nome da legenda aconteceram em um fórum do site do Movimento por uma Nova Política, que reúne aliados da ex-senadora. Os apoiadores de Marina se autodenominam de ''Sonháticos''. Inicialmente foram elencados cerca de 40 termos como ''Semear'', ''GAIA'', ''Plural'', ''Partido da Terra'' e ''Brasil Vivo''. Agora, uma comissão analisa os nomes mais votados para bater o martelo.
Verde
A palavra ''verde'' teria sido vetada para que não houvesse associação com o PV, partido que Marina deixou em 2011. Em 2010, Marina ficou em terceiro lugar na eleição para a presidência com 19,6 milhões de votos.

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