INFORME FOLHA
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quarta-feira, 06 de fevereiro de 2013
Equipe da Folha com Agências<br>[email protected] 
Mudanças na Sercomtel
Anunciado como o novo presidente da Sercomtel, Carlos Alberto Adati pode não assumir o cargo no final do mês, quando será realizada a assembleia de acionistas, necessária para a transição. A informação foi confirmada pelo prefeito de Londrina Alexandre Kireeff (PSD). Embora tenha reforçado que Adati ''continua no time'', o prefeito disse que o balanço anual da telefônica e as mudanças na diretoria da Copel, sócia minoritária na Sercomtel, vão ser determinantes para a decisão. ''Vamos analisar se a opção será por um perfil mais conservador ou mais ousado.'' Classificado pelo próprio Kireeff no segundo perfil, Adati preferiu não comentar. ''Seguimos trabalhando juntos por um transição tranquila.''
Plano de Saneamento 1
Secretários municipais estiveram reunidos ontem de manhã na CMTU para tratar da Política Municipal de Saneamento de Londrina. Sancionada em 2010, a proposta ainda não saiu do papel. Elaborado a partir de quatro eixos principais - água, esgoto, resíduos sólidos e drenagem -, o plano de saneamento, como é mais conhecido, tem como base a legislação federal do setor e estipula regras para a concessão de serviços públicos, como o abastecimento de água, feito em Londrina pela Sanepar.
Plano de Saneamento 2
Complexo, um dos pontos do plano de saneamento que mais preocupa a administração é o prazo de três anos para que a prefeitura realize estudos sobre a viabilidade do modelo atual de abastecimento de água e tratamento de esgoto. ''Posso dizer que foi um primeiro encontro sobre o tema'', disse o secretário de Ambiente, Cleuber Brito, sobre a reunião de ontem na CMTU. ''A prefeitura precisa iniciar a implementação ainda neste ano.'' Segundo fontes ouvidas pela FOLHA, embora o plano exija a regulação dos serviços prestados ao município, a lei não determina a criação de uma agência reguladora, conforme previa projeto arquivado na Câmara no final do ano passado, que tratava da criação da Agência Reguladora de Água e Esgoto (Araes).
Novo site da Câmara
O novo site da Câmara de Vereadores de Londrina (www.cml.pr.gov.br) foi apresentado na tarde de ontem aos parlamentares, durante a primeira sessão ordinária da nova legislatura, pelo coordenador de internet, áudio e imagem da Casa, Jefferson Inácio. Segundo a assessoria de imprensa, a reformulação era necessária porque o site era de 2004, e precisava melhorar o visual, a navegabilidade e acessibilidade dos usuários. ''O site possui as mesmas informações que o anterior, em um novo visual'', explicou Inácio.
Milésima vez
Waldyr Pugliesi, ex-presidente estadual do PMDB, é pragmático com relação à adesão ao projeto político de Beto Richa (PSDB), ''candidato natural'' à reeleição. Ele adverte que o apoio em 2014 não pode estar atrelado à composição do primeiro escalão. ''Vou repetir isso pela milésima vez. A bancada estadual do partido é uma coisa, apoiar a reeleição é outra. Nós somos um grupo heterogêneo, cada cabeça vai em uma direção'', advertiu. Pugliesi lembra que a adesão dos políticos à base aliada na AL é um pedido dos prefeitos do PMDB, os quais ''tinham medo que as portas do Palácio Iguaçu se fechassem para eles''.
Matemática incerta
Pessoas comprometidas com a reeleição de Beto Richa (PSDB) esperam reverter a ''governabilidade'' oferecida pelos deputados estaduais do PMDB em votos para o tucano, apesar do PMDB ocupar a vice-presidência da República, coligado com o PT. ''Quero ver isso tudo entrar na cabeça do eleitor. Ele entender que política não é matemática, assim, certinha'', caçoa Anibelli Neto, deputado do PMDB que manteve postura independente em relação ao governo tucano. ''O partido pode apoiar o PSDB. Na última eleição fomos com o Osmar Dias, rival do Beto, mas quem decide é a convenção de junho de 2014'', adverte o peemedebista.
Regras para magistrados
Medida apresentada ontem no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e que conta com o apoio da maioria dos seus membros propõe proibir a participação de magistrados em eventos patrocinados ou custeados por empresas, que também não poderão mais doar aos juízes prêmios, brindes ou outros auxílios. A proposta, apresentada pelo corregedor nacional de Justiça, Francisco Falcão, veda também que os magistrados usem transporte ou hospedagem subsidiados por pessoa ou empresa, mesmo quando intermediado por associação de classe.
Apoio da maioria
A discussão sobre o tema, suspensa ontem por um pedido de vista, deve voltar ao CNJ no dia 19. Ao menos 8 dos 15 integrantes do órgão concordam com as medidas - logo, ela têm maioria para serem aprovadas. Os magistrados só estariam liberados para participar de eventos pagos com recursos públicos ou exclusivamente bancados por associações de classe ou por instituições de ensino do qual o juiz seja docente. Isso também valerá para seminários e cursos de conteúdo educacional.
Ser imparcial
''A Constituição é taxativa em proibir que magistrado receba qualquer título, qualquer contribuição, qualquer patrocínio da iniciativa privada. Juiz tem de ser imparcial, isento e se portar de forma a dar o exemplo para a sociedade'', disse Falcão. A resolução ainda determina a transparência nas contas dos eventos. Os gastos e receitas deverão ser divulgados previamente. Esses eventos realizados por órgãos subordinados ao CNJ sofrerão controle prévio do conselho.


