INFORME FOLHA
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 05 de fevereiro de 2013
Equipe da Folha com Agências<br>[email protected] 
Convite a Cheida
Faz quinze dias que o deputado estadual Luiz Eduardo Cheida (PMDB) foi convidado para ingressar no primeiro escalão do governo Beto Richa (PSDB). O político recebeu a notícia de Ademar Traiano (PSDB), líder do governo na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná. A pasta em questão seria a do Meio Ambiente, mas Cheida recusou preliminarmente a proposta. O político de Londrina queria permissão para trocar diretores em postos-chave e o comando do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), mas não recebeu o aval do Palácio Iguaçu. Outros membros da bancada insistem para que ele aceite. Ontem Teruo Kato assumiu a liderança da bancada, com Nereu Moura na vice.
Novo site
O novo site da Câmara Municipal de Londrina (www.cml.pr.gov.br) está no ar desde ontem, embora a apresentação oficial esteja marcada para a sessão de hoje à tarde. Segundo a assessoria de imprensa da Casa, o conteúdo é o mesmo de antes, porém, o objetivo com a atualização é dar mais agilidade de acesso às informações, através de links disponíveis já na primeira página. Por ter sido produzido pelos técnicos da Câmara, não houve custos adicionais.
Eleição em Joaquim Távora
Termina hoje às 18 horas o prazo para apresentação de candidaturas para a eleição suplementar em Joaquim Távora (Norte Pioneiro). A nova disputa está marcada para o dia 7 de abril. O prefeito eleito no ano passado, Wilson Walter Ovçar (PSC), mais conhecido como Vatão, teve o registro cassado por reprovação nas contas referentes ao período em que chefiou o Executivo. Segundo a Justiça Eleitoral, por enquanto apenas Emílio Calil Neto (DEM), que era vice-prefeito na última gestão, se apresentou para a eleição. Poderão votar somente os eleitores que fizeram a sua inscrição ou transferência até o dia 8 de novembro. Joquim Távora está sendo administrada pelo vereador Sebastião Aparecido Lopes (PSDB), o Tião Paulista, eleito presidente da Câmara.
Cianorte
O Ministério Público Eleitoral (MPE) de Cianorte (Noroeste) deve se manifestar nos próximos dias na investigação sobre suposta compra de votos praticada pelo prefeito Claudemir Bongiorno (PMDB). Ele e testemunhas já foram ouvidos em audiência. A ação de investigação judicial contra o prefeito foi apresentada pela coligação ''Cianorte para Todos'' - formada pelos partidos PDT, PT, PTB, PSC, PR, PPS, DEM, PHS, PRP e PSDB -, que apoiou o candidato Flávio Vieira (PSC). O peemedebista venceu o pleito por 1.112 votos de diferença. A FOLHA procurou o advogado de Bongiorno ontem, mas ele não atendeu o celular.
Choque de gestão
O prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), usou o seu primeiro discurso na Câmara Municipal para reclamar de R$ 446 milhões em restos a pagar e despesas não empenhadas ''herdadas'' da gestão anterior. ''Através da contenção de gastos, estamos trabalhando para evitar que esses valores comprometam o orçamento 2013 e todo nosso mandato'', disse. Segundo Fruet, a equipe de transição trabalhava com um valor próximo de R$ 130 milhões, com a maior parte prevista em orçamento. Contudo, o quadro encontrado foi outro: dos R$ 446 milhões, apenas R$ 174,6 milhões foram empenhados pela administração anterior, e as dívidas ''ameaçam a continuidade de serviços essenciais'', disse o político.
Serviços essenciais
O pedetista classificou como problemas um ''rombo no sistema de transporte'', ''obras como as do Mercado Municipal, a polêmica calçada de granito da avenida Batel e em escolas e Centros Municipais de Educação Infantil''. Fruet também citou o deficit no Instituto Curitiba de Saúde (ICS), financiamentos firmados com organismos internacionais e a ausência de previsão orçamentária para se contratar profissionais na educação, saúde e segurança. Disse ter identificado situações de falta de medicamentos e ameaças na prestação de serviços por ausência de pagamento (em alguns casos, com dívidas acumuladas durante nove meses em 2012).
Dinheiro em caixa
O ex-prefeito de Curitiba Luciano Ducci (PSB) enviou nota à imprensa negando a situação financeira descrita por Fruet em seu discurso. Ele diz que sua gestão ''deixou para a atual administração R$ 250 milhões em caixa e R$ 4,1 bilhões garantidos para novos investimentos em todas as áreas''. ''Dos R$ 400 milhões de compromissos a pagar que ficaram para 2013, R$ 200 milhões se referem a despesas continuadas efetuadas no mês de dezembro que só podem ser pagas em janeiro devido ao trâmite burocrático da administração municipal, que demora em média 30 dias. Ou seja, metade do valor não poderia ser quitado no final do ano por questões legais. O restante da dívida equivale a parte de arrecadação do mês de janeiro'', argumenta Ducci.
Política antiga
Depois das explicações técnicas, já no final da nota enviada por Luciano Ducci, o ex-prefeito pede que Fruet não repita ''práticas políticas antigas''. ''O prefeito Gustavo Fruet precisa entender que a campanha eleitoral terminou. A maioria da população votou nele e quer ver trabalho, cumprir o que prometeu. Essa estratégia de criticar o antecessor, em vez de mostrar soluções, programas e ideias criativas para atender a população com mais qualidade, é uma prática política antiga que contradiz o discurso de uma gestão que se apresenta como inovadora'', diz Ducci, aliado de Beto Richa (PSDB), de quem foi vice-prefeito em duas ocasições. Quando assumiu o governo do Paraná, Beto disse que o ex-governador Roberto Requião, seu antecessor no cargo, deixou um ''rombo de R$ 4,5 bilhões'' no orçamento do Estado.
CPI das Falências
Foi lançado ontem na Assembleia Legislativa (AL) o livro ''Poder, dinheiro e corrupção: os bastidores da CPI das Falências''. De autoria do deputado estadual Fábio Camargo (PTB), a peça traz registros das reuniões realizadas pela comissão parlamentar de inquérito, transcrição de entrevistas do político aos meios de comunicação e um relatório de inconsistências nas falências investigadas pelo Tribunal de Contas (TC) do Estado. Segundo Camargo, a obra trata de uma ''complexa rede de troca de interesses e favorecimentos'' cujo resultado seria a movimentação suspeita de patrimônio ''superior a R$ 15 bilhões''. É uma ''edição do autor'', portanto paga pelo político e com distribuição reduzida.


