INFORME FOLHA
PUBLICAÇÃO
sábado, 26 de janeiro de 2013
Equipe da Folha com Agências<br>[email protected] 
Livro de presente
O prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), recebeu ontem a visita de Marcelo Almeida, do PMDB, que assumirá uma cadeira na Câmara Federal em fevereiro. Os dois políticos, que nunca tinham conversado antes, falaram de amenidades. Almeida levou um livro de presente (''Morte e Vida das Grandes Cidades'', de Jane Jacobs) e se colocou à disposição de Kireeff para discutir o trânsito de Londrina. O peemedebista foi chefe do Detran durante o segundo governo Requião e era considerado uma referência no assunto durante os quatro anos que passou no Congresso. Almeida vai ocupar o gabinete de Stephanes (PSD), convocado para a Casa Civil do governo do Paraná, e achou de bom tom
ir falar com Kireeff, liderança em ascenção dentro do partido.
Discórdia no ninho
''Estou com pena dos deputados estaduais. Me solidarizo com as viúvas porcinas do PMDB. Aquelas que foram sem nunca ter sido'', ironizou o deputado federal João Arruda (PMDB), semana passada, pela rede social de microblogs, o Twitter. Ele faz referência ao ''atraso'' na confirmação de mais deputados estaduais no primeiro escalão do governo Beto Richa (PSDB), além de Romanelli, na pasta do Trabalho. Porcina foi interpretada por Regina Duarte na novela ''Roque Santeiro'', exibida pela rede Globo em 1985. Alegando ter sido casada com Roque, Porcina ''foi viúva sem nunca ter sido'', aproveitando-se dessa relação forjada para obter vantagens pessoais. No final da novela, o herói da trama volta e põe fim à brincadeira.
35 no Senado
José Sarney vai deixar a política em 2014. Ele confirmou que não tentará a reeleição, apesar de ainda possuir ''apoio popular'', numa entrevista à Agência Senado. ''Já são 35 anos dentro do Senado. Na história da República eu sou o senador que mais tempo passou aqui'', destaca Sarney, lembrando que Ruy Barbosa teve 32 anos de mandato. Em tom confessional, o político disse que tentou desestimular o envolvimento de seus filhos na política, por conta ''das agruras da atividade''. Dois deles, no entanto, seguiram a carreira do pai: o deputado federal Sarney Filho e a governadora do Maranhão, Roseana Sarney.
Cianorte
A primeira audiência da investigação eleitoral sobre suposta compra de votos durante a última eleição municipal de Cianorte (Noroeste), que estava marcada para ontem, foi adiada para a próxima sexta-feira. A juíza da 88 Zona Eleitoral, Stela Mares Peres Rodrigues, remarcou a audiência porque o advogado da coligação ''Cianorte para Todos'', que entrou com a ação contra o prefeito vencedor do pleito, Claudemir Bongiorno (PMDB), apresentou um atestado de saúde antes da audiência começar. Durante a campanha eleitoral, a coligação que apoiava o candidato Flávio Vieira (PSC), formada pelos partidos PDT, PT, PTB, PSC, PR, PPS, DEM, PHS, PRP e PSDB, alegou que houve compra de votos por parte de Bongiorno. O peemedebista venceu o pleito por 1.112 votos de diferença.
'Tapa na Cara'
A ONG Rio de Paz e o Movimento 31 de Julho Contra a Corrupção e a Impunidade criaram uma petição na internet contra a candidatura de Renan Calheiros (PMDB-AL) à presidência do Senado. Na avaliação dos grupos, a volta do senador ao cargo ''é um tapa na cara da sociedade brasileira''. ''A articulação para a volta de Renan Calheiros à presidência do Senado é um tapa na cara da sociedade brasileira e mais um passo das lideranças políticas que hoje controlam o Congresso Nacional para a desmoralização do Parlamento'', diz a petição, criada ontem.
Nos bastidores
Renan não declara oficialmente que é candidato, mas trabalha nos bastidores para ser eleito no dia 1º de fevereiro para mais um mandato de dois anos na presidência do Casa. Até agora, o único adversário de Renan é o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) - mas a oposição e o grupo de ''independentes'' articula a candidatura de Pedro Taques (PDT-MT) ou outro peemedebista num contraponto a Renan.
Assinaturas
''Graves denúncias pesam sobre a vida política de Renan e é inaceitável que ele retome um dos mais altos postos da República antes que tudo seja esclarecido. O Senado não pode continuar sendo dirigido por representantes de oligarquias políticas atrasadas e cruéis, que se apropriam em benefício próprio da riqueza do país e do fruto do trabalho do povo'', diz a petição on-line. A intenção do grupo é influenciar na votação no Senado. Até as 15h41 de ontem, a página registrava 5.154 assinaturas eletrônicas.
Troca de elogios
Um dia depois de o PSDB acusar a presidente Dilma Rousseff (PT) de usar a máquina pública para atacar a oposição, ela e o governador tucano Geraldo Alckmin trocaram elogios em um evento em São Paulo. Em seu discurso, Alckmin afirmou que a presença de Dilma ''alegrava'' o governo e enalteceu parcerias entre o Estado e a União. ''São Paulo é parceiro do Brasil. Conte conosco, presidenta'', afirmou, ao lado da petista. Dilma, por sua vez, tratou Alckmin como ''parceiro''. ''Nós sabemos que determinados desafios a gente consegue responder melhor quando fazemos em conjunto e fazemos juntos.'' Os dois participaram, na sede do governo paulista, do lançamento do projeto do Centro Paralímpico Brasileiro, que funcionará em São Paulo. O centro é uma parceria da União, do Estado e da Prefeitura de São Paulo, comandada por Fernando Haddad (PT), que também estava presente.


