Presidência da Sercomtel
Embora já anunciado pelo prefeito de Londrina Alexandre Kireeff (PSD) como o novo presidente da Sercomtel, Carlos Alberto Adati ainda não assumiu o cargo. Por se tratar de empresa de economia mista, a posse dele depende da homologação pelo Conselho de Administração, composto por cinco conselheiros. Três deles indicados pelo município e dois da Copel, sócia minoritária. Segundo o presidente atual, Kentaro Takahara, ''deverá haver uma assembleia de acionistas para a posse dos conselheiros indicados pelo prefeito e depois o Conselho faz a primeira reunião para confirmar os nomes dos novos diretores e do presidente''. A assembleia deve ocorrer ainda neste mês.

No vermelho
Em tom de despedida, Kentaro fez uma rápida avaliação dos cinco meses em que esteve à frente da Sercomtel. ''Fizemos um plano de revisão de resultados, que realmente não vinham bem, e conseguimos, com o apoio dos colaboradores, implantar um regime de austeridade total.'' Ele reconheceu, porém, que os resultados da empresa precisam ser melhorados. ''O balanço vai apontar prejuízo, mas sem pendências. O planejamento é fixar a Sercomtel como empresa estadual de telecomunicações.''.

Anexo da Câmara
O presidente da Câmara de Londrina, Rony Alves (PTB), afirmou que a Casa deveria fazer um anexo ao prédio do Legislativo, mas defendeu um projeto diferente daquele proposto pelo ex-vereador Orlando Bonilha, que foi arquivado após a cassação do parlamentar, em 2008. ''Esse projeto do Bonilha previa gabinetes subterrâneos, o que, do ponto de vista ambiental, não é mais aconselhável. Ele se tornava um projeto muito caro. Hoje pensamos em outro, mas precisamos discutir mais, porque não sabemos nem orçamento.''

E a verba?
Segundo Rony, há um fundo na Casa que visa arrecadar dinheiro para a construção do anexo. O fundo recebe as sobras anuais do orçamento da Câmara. ''O fundo tem somente R$ 2,5 milhões. Está muito aquém do que se precisaria. Isso tem que ser melhor discutido pela Mesa e pelos demais vereadores, e depois pela sociedade.''

Livros racistas 1
O juiz da 1 Vara da Fazenda Pública de Londrina, Marcos José Vieira, negou pedido da Editora Ética, que vendeu livros da coleção Vivenciando a Cultura Afrobrasileira e Indígena para a prefeitura, para manter o procedimento de compra. A Secretaria de Gestão Pública anulou o procedimento de aquisição com o objetivo de obter o ressarcimento de R$ 621 mil, pagos pelos 13,5 mil exemplares. A editora alegou que não foi notificada no endereço correto sobre a anulação do procedimento e por isso não pôde se defender. Porém, para o juiz, cabia à empresa enviar à prefeitura o novo endereço. O magistrado também considerou outro ponto: ''Embora a alteração do contrato social que veiculou a modificação de endereço da autora tenha sido arquivada na Junta Comercial em 15.7.2011, certo é que foi ela notificada no endereço antigo em novembro
de 2011, nos autos da ação de improbidade administrativa na qual apresentou defesa tempestiva''.

Livros racistas 2
Os livros jamais foram usados por terem sido considerados racistas por movimentos ligados à igualdade racial. A compra, sem licitação, também foi questinada em ação civil pública contra a ex-secretária de Educação Karin Sabec, acusada de improbidade administrativa. O Ministério Público pede a devolução do recurso. Na esfera criminal, o ex-prefeito Barbosa Neto (PDT) e outros ex-secretários daquela gestão (além de Karin) foram indiciados por peculato na compra dos livros.

Repasses mantidos
A distribuição dos recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE) pode ser mantida em 2013, mesmo com decisão contrária do Supremo Tribunal Federal (STF). O governo federal já planejou o desembolso dos recursos, apesar do fundo ter ''acabado'' no final de 2012. É que há dois anos o STF decidiu que a distribuição dos recursos (15% para o Sul e 85% para as demais regiões) é irregular, devendo ser revista pelo Senado até dezembro do ano passado. Nada foi feito. Se a União pagar, os gestores podem responder por improbidade administrativa. Se não pagar, a Bahia, o Acre, o Amapá e o Distrito Federal quebram, pois mais de 60% do orçamento anual desses Estados é decorrente do FPE. Em 2012, o Paraná recebeu R$ 1,28 bilhão.

Prevenção de desastres
O governo federal aplicou apenas 32,2% dos recursos previstos para a prevenção e resposta a desastres em 2012, informa a organização Contas Abertas, especializada no controle social dos gastos públicos. Ao todo, R$ 5,7 bilhões estavam autorizados no orçamento do exercício passado, contudo, apenas R$ 3,7 bilhões foram empenhados e R$ 1,8 bilhão pagos. O levantamento do Contas Abertas leva em consideração três programas diretamente ligados ao tema: ''Gestão de Risco e Resposta a Desastres'', ''Prevenção e Preparação para Desastres'' e ''Resposta aos Desastres e Reconstrução'', que possuíam R$ 5,3 bilhões, R$ 139,8 milhões e R$ 337 milhões previstos para o ano passado, respectivamente.

Equipe da Folha com Agências
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