Ainda sem líder
O prefeito de Londrina Alexandre Kireeff (PSD) pode decidir quem será o líder do Executivo na Câmara de Londrina neste final de semana ou, no máximo, até o início da próxima semana. Os prováveis nomes não foram divulgados por Kireeff, mas nos bastidores a especulação é que a indicação saia da formação da própria Mesa Executiva da Casa - eleita na madrugada da última quarta-feira. Como o presidente da Casa, vereador Rony Alves (PTB), não pode ocupar o cargo de liderança, os nomes cotados seriam Gustavo Richa (PHS), Emanoel Gomes (PRB), Roberto Fu (PDT) ou Mário Takahashi (PV). Fora da Mesa, houve uma especulação ainda no ano passado sobre o nome da peemedebista Elza Correia.
O escolhido
Para o prefeito, em entrevista à imprensa ontem à tarde, a escolha do líder deve ser feita ''sem pressa, com maturidade e serenidade''. ''Isso é fundamental para que possamos ter harmonia no relacionamento entre a Câmara e a prefeitura.'' Kireeff acrescentou que o líder deverá ser alguém com ''habilidade e serenidade para tratar de questões no momento adequado de forma harmônica e produtiva''.
- O líder do prefeito é um vereador nomeado na Câmara para defender a tramitação e a aprovação dos projetos do Executivo e para tirar ou chamar projetos para a pauta de discussão em nome do chefe do Executivo.
Procurador da Câmara 1
O presidente da Câmara de Londrina, vereador Rony Alves (PTB), descartou a nomeação de seu advogado, e também advogado do PTB, Maurício Carneiro, como procurador-geral da Casa. Carneiro foi o advogado que protocolou, em novembro do ano passado, um pedido para que Rony chamasse uma eleição indireta na Câmara para a escolha de um novo profeito, em substituição a Gerson Araújo (PSDB). O advogado defendia que o tucano estava irregular no cargo, e que a Lei Orgânica do Município indicava que a eleição deveria ter sido feita 30 dias após a posse de Gerson.
Procurador da Câmara 2
Rony, na ocasião, foi questionado se sabia que o advogado faria o pedido, e se seria uma articulação política para que ele assumisse a prefeitura, mas negou - a dúvida surgiu porque no trâmite normal, se Rony convocasse a eleição indireta, Gerson seria afastado do cargo e Rony assumiria a prefeitura pelo prazo de 30 dias, necessário para a convocação da eleição. Após o ex-vereador Joel Garcia (sem partido) pedir a suspeição de Rony, porém, o assunto foi definitivamente arquivado pelo parlamentar. ''Acho até que seria um bom nome, um baita advogado com muito conhecimento, mas tenho certeza que mesmo que fosse convidado ele não aceitaria. Até porque o salário que hoje se paga para o procurador é menor do que ele receberia na iniciativa privada'', disse.
Ônibus a R$ 3,10
À frente da Prefeitura de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT) está lidando com o inevitável reajuste da tarifa de ônibus da capital. Hoje ela custa R$ 2,60, artificialmente mantida nesse patamar graças a subsídio do governo estadual. Sem esse dinheiro, estimam as empresas que exploram comercialmente o serviço, a tarifa deveria ser de R$ 3,10. O pedetista disse que vai rever os contratos e encontrar outras formas de manter o preço abaixo do sugerido pelas concessionárias, mas que por ora precisa do apoio de Beto Richa (PSDB) para equilibrar o orçamento do transporte público de Curitiba. Gustavo deixou o PSDB brigado com Beto, que havia lhe negado a legenda para disputar a eleição.
Fim do suspense
Ontem, novamente pelas redes sociais, o governador Beto Richa quebrou o gelo e disse que manterá o subsídio ao transporte público da capital. A notícia aliviou momentaneamente Gustavo Fruet, que viu o gargalo financeiro afrouxar. Em troca teve que ceder dividendos políticos ao tucano. Beto anunciou o repasse e aproveitou para tripudiar o pedetista, dizendo que quando ele era prefeito de Curitiba abaixou o preço da tarifa sem precisar da ajuda da ninguém. Outro motivo para desgaste de Fruet, já no início do mandato, foi a manutenção do deputado estadual Osmar Bertoldi (DEM) à frente da Secretaria Municipal de Habitação. Ele precisou do DEM para garantir a eleição na Câmara de Vereadores da capital, depois de ter criticado durante a campanha a presença de Bertoldi na pasta.
Inflação
O aumento das tarifas de ônibus nas grandes cidades brasileiras é um tema nacional, pois influi diretamente no cálculo da inflação. A presidente Dilma Rousseff (PT), adiantam jornais de circulação nacional, estaria disposta a intervir localmente para segurar os reajustes. Fora Curitiba, a situação também estaria ruim em São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre, cidades governadas por partidos da base aliada da petista. Fernando Haddad, da capital paulista, já disse que concederá no mínimo a inflação dos dois últimos anos.

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