INFORME FOLHA
Multas podem ser canceladas
Relatório do Tribunal de Contas (TC) do Paraná aponta irregularidades na fiscalização do trânsito em Londrina, através do monitoramento eletrônico. Conforme o documento, que reúne dados registrados pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) até dezembro de 2011, ''a metodologia utilizada para a captação e manuseio das imagens é absolutamente ilegal, pois confere o poder de polícia à empresa privada''. Outra ponto negativo da CMTU, conforme o relatório, é o descumprimento do convênio firmado com o Detran-PR, pois o município deixou de criar o Fundo Municipal de Trânsito. Segundo o TC, o município deve alterar o sistema ''sob pena de nulidade das infrações lavradas''.
Sistema deve ser alterado
Em Londrina o sistema de trânsito está baseado em radares e vídeo vigias sendo a captação das imagens feita pela Empresa Eletrosinal, vencedora da licitação realizada em 2007. A empresa vencedora recebe em cada um dos 20 equipamentos em operação o valor de R$ 1.980,00. O TC recomenda que a CMTU realize nova licitação, caso não seja possível alterar a metodologia no contrato atual. A reportagem tentou falar com o diretor da trânsito, Diógenes Gonaçalves, e com o presidente da companhia, Octávio Cesário Neto, mas eles não atenderam o celular ontem.
Movimentação na Justiça Eleitoral
Foi grande a movimentação no Fórum Eleitoral de Londrina ontem, último dia para a justificativa dos eleitores que não votaram no segundo turno, realizado no dia 28 de outubro. Segundo o analista judiciário da 157 Zona Eleitoral, José Sidney Paize Junior, o número de atendimentos superou a média dos últimos dias, embora os dados ainda não estejam finalizados. ''Foram mais de 250 atendimentos e mesmo depois do término do expediente tinha gente esperando.'' Caso o juiz indefira a justificativa, a multa aplicada ao eleitor é de R$ 3,51. ''Muitas pessoas acabaram decidindo pagar a multa e não esperar a decisão do juiz.''
- O Fórum está atendendo em regime de plantão das 13 às 17 horas, todos os dias, mas, em razão das festas de fim de ano, estará fechado na segunda-feira e na terça-feira.
Redutor no salário
Embora o salário dos vereadores da próxima legislatura tenha sido reajustado, o presidente da Câmara de Londrina, a ser definido na terça-feira, vai ganhar menos do que os R$ 15 mil aprovados. Isso ocorre devido ao redutor salarial que determina como teto dos servidores municipais o rendimento do prefeito. O redutor está previsto na Constitução Federal e vale para todas as instâncias. Em Londrina o chefe do Executivo ganha R$ 13,8 mil. Segundo o atual presidente do Legislativo, Rony Alves (PTB), caso o salário do prefeito seja reajustado, o impacto na Câmara de Vereadores poderá ir além da Mesa. ''Dos 56 servidores efetivos, 26 recebem de acordo com o redutor, ou seja igual ao prefeito.''
Dúvida espontânea
Levantamento divulgado ontem pelo instituto Paraná Pesquisas aponta que o eleitor do Estado ainda não está ''ligado'' no pleito de 2014. Na pesquisa espontânea, quando o cidadão é perguntado ''no escuro'' sobre quem receberia seu voto na disputa, 69% dos entrevistados disseram que não saberiam quem escolher. 12% reelegeriam Beto Richa (PSDB), 5% votariam em Requião (PMDB), 3% em Alvaro Dias. Gleisi Hoffmann (PT), Osmar Dias (PDT) e Ratinho Junior (PSC) receberam 2% cada um. A pesquisa entrevistou 1.680 eleitores entre os dias 11 e 15 de dezembro em 68 cidades.
Liderança estimulada
Quando o instituto sugeria nomes de políticos aos eleitores, o resultado mostrou que o atual governador Beto Richa (PSDB) concorreria ao pleito em vantagem contra seus principais rivais. Em todos os cenários ele recebeu mais de 50% das intenções de voto. No confronto direto com Gleisi Hoffmann (PT), Beto tem 51% e a petista, 36%. Numa disputa com Roberto Requião (PMDB), Beto Richa tem 55% e o peemedebista, 31%. Contra Osmar Dias (PDT) o tucano também largaria na frente, com 51% a 35%. Numa ''simulação cheia'', em que os principais partidos lançam candidatos, todos esses adversários, mais Ratinho Júnior (PSC), aparecem embolados com cerca de 15% das intenções de voto e Beto 29%.
Impacto do novo mínimo
O aumento do salário mínimo de R$ 622 para R$ 678 vai ter um impacto de R$ 1,88 bilhão nas contas das prefeituras, de acordo com estimativa feita pela Confederação Nacional de Municípios (CNM). O aumento de 8,98%, que vale a partir do dia 1º de janeiro, foi oficializado por decreto do governo federal publicado anteontem. O governo calculou o valor a partir da variação real de 2,73% mais a reposição da inflação pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) de 6,1%.
Orçamentos das prefeituras
Segundo a CNM, desde 2003 os aumentos do salário mínimo já geraram um impacto no valor de R$ 14 bilhões para as prefeituras. A entidade afirma que o novo aumento pode prejudicar o orçamento das prefeituras. ''Esta política de aumento do salário mínimo adotada pelo governo federal se mostrou bastante salutar à população, mas causa problemas de caixa às prefeituras, porque pressiona fortemente as folhas de pagamentos, principalmente em regiões do país aonde os municípios têm baixa arrecadação'', afirma o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski.





