INFORME FOLHA
Vendido para o Itaú
Somente o banco Itaú disputou o leilão da folha de pagamento da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná. A instituição financeira arrematou com 50% de desconto o direito de gerenciar pagamento de salários, prestação de serviços de subsídios, vencimentos, proventos, aposentadorias e pensões de todos os servidores da AL (ativos, efetivos e comissionados). Posta à venda por R$ 6 milhões, a folha de pagamento não atraiu nenhum interessado no mês passado. Agora, com o preço mínimo reduzido para R$ 3 milhões, o Itaú quis o negócio. No ano passado, a folha de pagamento da AL movimentou R$ 209 milhões, segundo o Portal de Transparência da instituição. Se ninguém se interessasse, a AL faria convênio com bancos públicos.
Continua batendo
Bastou o deputado estadual Cleiton Kielse (PEN) ver as denúncias contra ele arquivadas no Conselho de Ética para tirar o rosto da terra. Ontem, em nota enviada à imprensa, ele nega que tenha pedido desculpas aos políticos que acusou de pertencerem à suposta ''máfia do pedágio''. ''Eu nunca pedi desculpas a nenhum deputado sobre o que eu falei e não pedirei desculpas a ninguém; eu simplesmente troquei a palavra ''comprado'' pela ''patrocinado'', por orientação jurídica a qual afirmou que as doações eram legais, de acordo com as regras do TRE. Mas que continuarei batendo, agora com muito mais informações que conseguimos neste período, sem recuar absolutamente nada (...). Se alguém tem preço eu não tenho'', disparou o político.
Cartões de Natal
''Gleisi simplesmente não deu conta do recado'', acusou Ademar Traiano (PSDB), líder de Beto Richa (PSDB) na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná. Em longo artigo, ele diz que o Brasil vive um ''apagão gerencial'' e sugere que a senadora Gleisi Hoffmann (PT), hoje ministra da Casa Civil, seja tirada do cargo. ''A manutenção de Gleisi como ministra aparenta ser curta'', diz o tucano, na confortável posição de comandar uma base aliada com mais de 40 deputados. Alheia às queixas de Traiano, Gleisi Hoffmann já está entregando seus cartões de final de ano. Ela mantém comunicação constante com sua base eleitoral por email, enviando mensagens nas datas festivas. A novidade desse ano é que Paulo Bernardo aderiu à moda, muito comum em candidatos na véspera de eleição.
Governador Silvestri
No último dia de plenário, os deputados estaduais se derreteram em mesuras aos colegas que assumirão prefeituras a partir de janeiro de 2013. Marcelo Rangel (PPS) vai para Ponta Grossa. Augustinho Zucchi (PDT) assume Pato Branco. Reni Pereira (PSB) comandará Foz do Iguaçu. Agora, festejado mesmo foi César Silvestri Filho (PPS), cujo destino é Guarapuava. Teve político dizendo que em quinze anos ele pode virar governador do Paraná ou senador da República. Os suplentes assumem suas vagas no dia 7 de janeiro, às 11 horas, em cerimônia no gabinete da presidência da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná.
Balanço dos projetos
A Assembleia Legislativa (AL) do Paraná liberou os números de 2012. Foram apresentados 637 projetos de lei ordinária, dos quais 315 estão em tramitação, 202 já foram convertidos em lei, 100 foram arquivados devido à inconstitucionalidade e 23 foram arquivados a pedido do respectivo autor. Outros 143 projetos apresentados em 2011 continuaram em pauta neste ano de 2012. O levantamento da Diretoria Legislativa da Assembleia indica também que foram apresentados no período quinze projetos de lei complementar, cinco dos quais já foram convertidos em lei. Os outros dez continuam tramitando. Das 1.113 indicações legislativas aprovadas, 809 ainda aguardam atendimento.
Suspensão dos prazos
O presidente do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná, desembargador Miguel Kfouri Neto, suspendeu os prazos processuais em todas as repartições do Estado, entre os dias 7 e 20 de janeiro de 2013, sem, contudo, suspender a regular distribuição de processos e o normal atendimento aos jurisdicionados.
Assim, os prazos com início ou termo no período de 7 a 20 de janeiro de 2013, prorrogam-se para o dia 21 de janeiro de 2013 (segunda-feira).
AL e Paraná Previdência
O governador Beto Richa confirmou que aplicará nos municípios paranaenses menos desenvolvidos os R$ 110 milhões devolvidos pela Assembleia Legislativa (AL) aos cofres do Estado. Os recursos, diz Valdir Rossoni (PSDB), presidente da AL, são resultado da economia feita com a reorganização administrativa promovida pelo Legislativo ao longo do ano. Um cheque simbólico com o valor foi entregue na quarta-feira para Beto. Durante a cerimônia o governador disse que os imóveis da Associação Paranaense das Senhoras dos Deputados Estaduais (Apasde), extinta em abril, serão incorporados aos ativos da Paraná Previdência. Os imóveis valem R$ 15 milhões.





