INFORME FOLHA
Tiros na Câmara de Maringá
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em Maringá denunciou um advogado e um morador da cidade por ameaça a autoridades locais. Segundo o Gaeco, no dia 31 de julho de 2011, dois indivíduos numa motocicleta pararam na calçada em frente ao edifício da Câmara Municipal de Maringá e um deles atirou em paredes e vidraças do prédio. As investigações apontam que o atirador teria agido a mando de um advogado de Maringá. O motivo ainda não foi esclarecido, mas a intenção seria intimidar autoridades, segundo o Gaeco. A pena prevista para o crime é de reclusão de um a quatro anos, e multa, além da pena correspondente à violência.
Secretariado de Curitiba
Depois de um longo silêncio, o prefeito eleito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), anunciou ontem 23 nomes do seu secretariado. Na lista estão muitos professores universitários, dois ex-vereadores da capital e nenhuma surpresa. Para a pasta de Finanças, Fruet indicou sua irmã, a economista Eleonora Fruet, que já foi secretária de Beto Richa (PSDB) quando ele era prefeito de Curitiba, então na pasta de Educação. A primeira-dama assumirá, como é de costume, a Fundação de Assistência Social (FAS).
Nepotismo
Perguntado sobre o porquê da presença de sua irmã e esposa entre os nomes do secretariado, Gustavo Fruet disse que ambas são capacitadas para as funções. ''As duas são da minha extrema confiança'', alegou. O resto do secretariado será divulgado até a próxima semana. Durante a coletiva em que os nomes foram anunciados, o prefeito eleito disse que não queria polemizar com Luciano Ducci (PSB) nem com Ratinho Júnior (PSC). Também confirmou que todos os comissionados serão exonerados na virada do ano, assim como os servidores efetivos com altas funções gratificadas deixarão o comando dessas atividades.
Romanelli fora
O deputado estadual Elton Welter (PT) reassumiu ontem uma cadeira na Assembleia Legislativa, na vaga aberta com o pedido de licença do deputado estadual Luiz Claudio Romanelli (PMDB). O peemedebista está reassumindo o comando da Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Economia Solidária, da qual havia se afastado no início do mês de outubro para retomar às funções parlamentares. Depois de dois meses atuando no Legislativo ele retorna para a administração estadual, permitindo a volta do petista.
Bate-boca no começo...
Tumultuado desde o início, o julgamento do mensalão foi encerrado no Supremo Tribunal Federal (STF) ontem reeditando momentos de tensão. O fim foi anunciado em meio a um novo bate-boca, desta vez entre o relator e presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa e o ministro Marco Aurélio Mello. O último embate aconteceu porque Barbosa quis agradecer publicamente profissionais que o ajudaram no processo e Mello o criticou.
...e no fim
''O caso é tão inusitado e tomou tanto tempo dos colaboradores'', justificou Barbosa. ''Não cabe o registro em ata, isso nunca houve'', rebateu Marco Aurélio. ''Está havendo porque esse é um processo que causou traumas'', disse o relator e presidente do tribunal. ''Peço licença para não ter de ouvir isso'', disse Marco Aurélio, abandonando o plenário. O presidente encerrou a sessão como se nada tivesse acontecido. Concluiu o agradecimento a três assessores que o ajudaram ao longo dos anos do processo e atendendo ao questionamento do decano, Celso de Mello, deu o julgamento por encerrado.
Hoje?
Às vésperas do prazo estipulado para o fim dos trabalhos (22 de dezembro), a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) que investiga as relações do contraventor Carlinhos Cachoeira com políticos e empresários deve votar hoje o relatório final do deputado federal Odair Cunha (PT-MG). Na avaliação do líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), a votação está ameaçada, pois, segundo ele, não há consenso nem mesmo entre os governistas. ''O relatório não agradou nem ao governo, nem à oposição. Fica a impressão de que o comando da CPI prefere não votar a ser derrotado'', disse.
Novela dos royalties
Os Estados produtores de petróleo conseguiram derrubar na Justiça a urgência aprovada pelo Congresso Nacional para apreciar os vetos presidenciais sobre uma nova forma de distribuição dos royalties em contratos em andamento. O efeito prático imediato da decisão é a suspensão da sessão do Congresso, que havia sido convocada para hoje à noite, com a única finalidade de colocar em votação os vetos. Em decisão liminar, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, considerou inconstitucional e contrário ao regimento do Congresso a adoção de regime de urgência para vetos presidenciais. Na última quarta-feira, com 408 votos a favor e 91 contra, deputados e senadores aprovaram que a apreciação dos vetos fosse tratada com urgência, ultrapassando outros 3.060 vetos pendentes de análise pelo Congresso. O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), anunciou que irá entrar com um recurso contra a decisão de Fux.





