INFORME FOLHA
Sidney de Souza
O juiz da 41 Zona Eleitoral de Londrina, Álvaro Rodrigues Júnior, acatou parecer do Ministério Público e encaminhou ofício à Presidência da Câmara Municipal para adotar providências quanto à sentença do juiz da 3 Vara Criminal, Katsujo Nakadomari, que determinou, cautelarmente, a proibição do vereador Sidney de Souza (PTB) de exercer cargo público. Ele foi condenado, ao lado do ex-vereador Orlando Bonilha, por concussão no caso Shirogohan. A promotora eleitoral Susana Lacerda entendeu que não há impedimentos para Sidney ser diplomado na próxima segunda-feira, mas requisitou o encaminhamento de ofício à Câmara para que o vereador não tome posse. O presidente da Câmara, Rony Alves, do mesmo partido de Sidney, disse que o Legislativo ainda não recebeu ofício da Justiça Eleitoral. ''Quando recebermos, encaminharemos à Procuradoria Jurídica.''
Recurso ao TJ
Ontem, o advogado de Sidney de Souza, Dely Dias das Neves, protocolou no Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná um habeas corpus em favor de seu cliente com o objetivo de reverter a medida cautelar. O relator é o desembargador José Carlos Dalacqua, da 2 Câmara Criminal.
Petebistas
Questionado pela FOLHA sobre o caso Sidney de Souza, o deputado federal Alex Canziani, presidente do PTB no Paraná, disse por meio da assessoria de imprensa que ''o partido irá aguardar os próximos acontecimentos'' para adotar qualquer medida.
Morre ex-presidente do Banestado
Morreu na noite de quinta-feira, no Hospital das Nações, em Curitiba, Heitor Wallace de Mello e Silva, vítima de complicações cardíacas. Heitor foi presidente do Banestado, do Banco Del Paraná, diretor-geral da Secretaria de Estado do Planejamento, secretário de Finanças da Prefeitura de Curitiba, diretor técnico da Ferroeste e diretor administrativo da Sanepar. Heitor é primo do senador Roberto Requião (PMDB).
Licitação suspensa
O corregedor-geral do Tribunal de Contas (TC) do Paraná, conselheiro Nestor Baptista, suspendeu a licitação, na ordem de R$ 11 milhões por 12 meses, realizada pela Secretaria de Estado da Administração e da Previdência (Seap) para a contratação de serviços na área de limpeza, conservação, atendimento de portaria e copa. A medida cautelar foi homologada pelo Pleno do TC na sessão da última quinta-feira. O TC concedeu prazo de 15 dias para que a Seap apresente defesa sobre as irregularidades apontadas pelo conselheiro.
Dilma dispensa bolo
A presidente Dilma Rousseff dispensou o bolo para manter a dieta nas comemorações de seu aniversário. Ela fez 65 anos ontem durante visita oficial a Rússia. ''Bolinho não tem, não. Bolinho engorda, gente'', disse a presidente ao chegar ao hotel que está hospedada em Moscou. Bem-humorada, Dilma disse esperar ''simpatia'' ao ser questionada sobre o presente que esperava receber da imprensa em seu aniversário. Ao responder, ela citou o nome de um dos blocos mais famosos do carnaval do Rio: ''Simpatia é quase amor, gente''. Na noite de quinta-feira, Dilma comemorou o aniversário antecipadamente em jantar com cerca de dez pessoas num restaurante de Moscou. Segundo um dos comensais, o senador Luiz Henrique (PMDB-SC), a conta foi dividida igualmente em US$ 400 (cerca de R$ 830) por pessoa.
Constrangimento, no mínimo
O juiz eleitoral do Rio, Murilo Kieling, classificou ontem como ''extraordinário'' o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), durante a diplomação dos candidatos eleitos. Os rasgados elogios causaram constrangimento durante a sessão na Câmara Municipal. ''Um prefeito que ama a cidade. Um prefeito extraordinário. Um prefeito que vai em frente, que não se oculta, que enfrenta'', disse em discurso Kieling. Ele foi o responsável por julgar as ações referentes à capital do Rio durante as eleições.
'Posição pessoal'
O juiz afirmou que expressou uma ''posição pessoal''. Na sessão, ele representava a Justiça Eleitoral e diplomou os candidatos eleitos, entre eles Paes. ''Eu me expresso enquanto cidadão, admirando o trabalho que vem sendo executado pelo chefe do nosso Executivo municipal. Foi uma posição pessoal, e não provoca confusão na minha absoluta imparcialidade diante de qualquer causa'', disse.
22 anos depois...
Em sua última atividade no Palácio do Planalto como presidente da República interino, o senador José Sarney disse ontem que reassumir o cargo que exerceu há mais de duas décadas foi uma grata surpresa. Sarney também elogiou a presidenta Dilma Rousseff, a quem considerou uma mulher ''extraordinária''. ''Na minha vida eu tive que me preparar para muitas surpresas. Uma delas foi esta, de assumir a Presidência da República depois de 22 anos, substituindo a presidenta Dilma Rousseff nestes breves instantes', disse Sarney, durante cerimônia de transmissão do cargo de secretário executivo do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República.
- Como presidente do Senado, Sarney é o terceiro na linha sucessória presidencial. Ele assumiu a Presidência agora em razão de viagens da presidenta Dilma à França e à Rússia, do vice-presidente Michel Temer a Portugal, e do presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, ao Panamá, para participar de reunião do Parlamento Latino-Americano (Parlatino).





