Desmarcado
A CPI da Copa não se reuniu ontem à noite, após a sessão plenária, como já era de costume na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná desde a instalação da comissão, em novembro. Deixaram a sabatina em Juracir Barbosa Sobrinho, da Agência de Fomento, para a semana que vem, quando ele dividirá atenções com Luiz de Carvalho, secretário da Copa em Curitiba. Hoje à tarde, na Câmara de Vereadores da capital, o presidente do Atlético, Mário Celso Petraglia, irá explicar porque anunciou a paralisação das obras no estádio caso não receba mais recursos do poder público na finalização da Arena da Baixada.
Só em fevereiro
Os deputados estaduais que compõem a CPI dos Planos de Saúde fizeram uma reunião, ontem, na Assembleia Legislativa (AL), para definir o calendário de trabalho da comissão. Ficou decidido que farão reuniões pelo interior, mas só a partir de fevereiro de 2013. ''O recesso parlamentar inicia na próxima semana, então restará pouco tempo. Por isso, neste ano, vamos nos concentrar em analisar os documentos coletados pela Comissão de Defesa do Consumidor, que iniciou esse trabalho de ouvir os médicos e as operadoras dos planos de saúde'', justifica o presidente da CPI, Adelino Ribeiro (PSL).
Saindo da toca
De olho na presidência da CPI da Telefonia, o deputado estadual Leonaldo Paranhos (PSC) falou um a um com os membros da comissão. Para os colegas, ele distribuiu documento com aquilo que imagina ser o cronograma ideal para o desenvolvimento dos trabalhos, com reuniões quinzenais e audiências regionais todos os meses. Londrina, por exemplo, receberia a visita dos políticos em abril, para discutir a qualidade do serviço prestado pelas empresas de telefonia. Esta é a única das cinco CPIs em funcionamento que sequer elegeu presidente e relator.
Ibope na CPI 1
Presidida por Reni Pereira (PSB), a CPI das Pesquisas Eleitorais ouviu ontem
a diretora executiva do Ibope, Márcia Cavallari Nunes, e o diretor de Negócios de Opinião Política e Comunicação, Hélio Gastaldi, sobre a discrepância entre o resultado das eleições municipais em algumas localidades do Estado e os percentuais divulgados nas pesquisas durante o período de campanha, em especial às vésperas do dia de votação. O político disse que eles confirmaram a terceirização da coleta de dados, onde provavelmente podem ter acontecido os erros. ''Na hora de contratar e divulgar, é o Ibope. Mas na hora de fazer, não é. Não estamos mais falando desse instituto, mas de quem realizou a coleta e manipulação dos dados'', aponta o político.
Ibope na CPI 2
''Quem fez pesquisas para o Ibope no Paraná foi uma tal de Fênix, que eu nem tinha ouvido falar. Imagine para a televisão, por exemplo, a diferença de credibilidade que faz anunciar uma pesquisa Ibope ou uma Fênix. E temos sérias suspeitas de terceirização da terceirização. O próprio Ibope está investigando isso'', acusou Reni Pereira, eleito prefeito em Foz do Iguaçu, contra todos os prognósticos eleitorais. Ele preside mais duas reuniões da CPI, daí passa o cargo para Rasca Rodrigues (PV).
Pedido de vista 1
O projeto de lei do governo estadual que altera o plano de custeio da Paraná Previdência permanece parado na Comissão de Constituição de Justiça (CCJ), apesar do regime de urgência aprovado em plenário. Primeiro foi o líder da oposição, Tadeu Veneri (PT), quem pediu vista da iniciativa na comissão. Ontem, quando ele devolveu a peça acompanhada de um voto em separado, Rasca Rodrigues repetiu o procedimento e adiou por mais um dia a chegada da proposta em plenário.
Pedido de vista 2
De posse do projeto até hoje pela manhã, pois o regime de urgência reduz para 24 horas o pedido de vista, Rasca vai propor mudanças no texto original da lei. ''A paridade nos conselhos e membro dos servidores na administração dos fundos, por exemplo'', explica o parlamentar. Ontem, pelo segundo dia consecutivo, sindicatos de servidores públicos ocuparam as galerias da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná para pedir mais tranquilidade na votação da matéria.
Sem diplomação
A prefeita reeleita de Cambira (Norte), Neusa Bellini, não será diplomada. Ela entrou com medida cautelar no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para reverter a decisão da juiz da 150 Zona Eleitoral de Apucarana (Norte), Renata Sassi, que cassou seu registro, a tornou inelegível por 8 anos e determinou nova eleição em Cambira, já que Neusa obteve mais de 50% dos votos válidos na cidade. O relator da ação, Marcos Roberto Araújo dos Santos, entendeu que caso a prefeita consiga reverter a decisão em recurso próprio no TRE ou TSE será oportunamente diplomada. Ele, porém, não marcou novas eleições, afirmando que ''por questão de cautela e economia, para evitar-se desnecessária movimentação da máquina estatal'' as eleições suplementares somente deverão ser marcadas após a análise do recurso da prefeita.
- Neusa e seus cabos eleitorais teriam comprando votos aos distribuir mais de 14 mil litros de combustível durante a campanha. Ela também foi condenada por abuso do poder econômico.

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