Recorrendo
O advogado Osvaldo Evangelista de Macedo, autor de ação popular que condenou o ex-prefeito de Londrina Luiz Eduardo Cheida (PMDB) e a empresa Transportes Coletivos Grande Londrina a devolver recursos recebidos indevidamente em 1995 e 1996, conforme sentença da 2 Vara da Fazenda Pública, recorreu da decisão ao Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná. Ele alega que a condenação deveria incluir também o município e que a irregularidade não estava apenas na ''reserva técnica'' incluída na planilha, mas também na taxa de gerenciamento. Macedo, que tem escritório em Curitiba, foi deputado estadual e federal por Londrina e participou da Assembleia Nacional Constituinte, que promulgou a Constituição de 1988.
No afogadilho
Beto Richa conseguiu que os deputados estaduais aprovassem regime de urgência para o projeto do governo que muda o plano de custeio da Paraná Previdência, instituição responsável pelo pagamento dos inativos do serviço público estadual. O líder da oposição, Tadeu Veneri (PT), tentou impedir a manobra mas foi vencido por 19 a 10 na votação em plenário. Ele considera que a Assembleia Legislativa do Paraná não tem condições de ''debater profundamente'' o tema faltando menos de três semanas para o recesso parlamentar. Veneri pedirá vista da matéria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que pode ter reunião extraordinária já nesta quarta-feira.
Fim da reeleição
O deputado estadual Stephanes Júnior (PMDB) distribuiu à imprensa cópia de requisição de sua autoria em que pede o fim da reeleição para a presidência da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Paraná. A emenda à Constituição Estadual proíbe a recondução dos membros da Mesa ao mesmo cargo dentro da legislatura. Se aprovada, a peça enterra o desejo do líder do governo, Ademar Traiano (PSDB), de repetir o atual presidente da Casa numa eventual reeleição de Beto Richa (PSDB).
Pé no freio
Os deputados estaduais que integram a CPI da Telefonia não esboçaram nenhum sinal de que farão a primeira reunião do colegiado, a única comissão de inquérito da Assembleia Legislativa do Paraná (AL) que sequer definiu presidente e relator. ''Eu defendo que seja uma investigação rápida, para abrir espaço para as outras CPIs que aguardam para serem instaladas na Assembleia'', comentou ontem o político Nelson Luersen (PDT). Foi ele quem propôs a nova CPI do Pedágio, bloqueada pela base de apoio do governo na AL.
Mais cargos
Tadeu Veneri (PT) e Rasca Rodrigues (PV) pediram vista na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) de projeto do governo estadual que cria cargos comissionados na Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, no Instituto Ambiental do Paraná, no Instituto de Terras, Cartografia e Geociência, e no Instituto de Águas do Paraná, representando um custo mensal de R$ 354,4 mil. ''Falam em reduzir despesas, mas aumentam os cargos políticos. Não é nem nomeação por concurso público'', chiou o petista Ênio Verri, comentando a questão em plenário, na tarde de ontem.
Dirceu em Curitiba
O ex-ministro Chefe da Casa Civil no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva José Dirceu (PT-SP), condenado a mais de dez anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por causa de seu envolvimento no caso do mensalão, mostrou otimismo ao falar, pela primeira vez no Paraná, sobre uma possível absolvição no caso. Dirceu discursou durante 40 minutos para uma plateia de 150 pessoas na noite de segunda-feira, em um auditório do Sindicato dos Bancários de Curitiba, na capital paranaense, em um evento promovido por grupos ligados ao partido.
Contra mídia e Judiciário
O ex-ministro criticou duramente a mídia e o Judiciário que o julgou. No final, garantiu que a ''a absolvição está nos autos'' e ''a verdade está do nosso lado'', ao reafirmar a tese de que não houve provas para sua condenação. Mesmo assim, ao se despedir, fez menção à sua provável ida para a cadeia. ''Não vou abaixar a cabeça, não vou aceitar provocação. Vou continuar lutando em qualquer circunstância. Se eu estiver em regime fechado, como está hoje estabelecido pela sentença que já foi dada, meu caso já terminou, é verdade. Lá dentro eu vou continuar lutando, vocês podem ter certeza.''
Aplaudido de pé
Dirceu chegou ao auditório por uma entrada lateral e evitou falar com a imprensa. Aplaudido de pé em sua chegada, ele foi interrompido mais três vezes por aplausos enquanto discursava. O petista explicou o andamento do processo e disse estar presenciando o ''ovo da serpente''. ''O Poder começa a se deslocar para o outro lado da praça, onde estão o Judiciário e os grupos de comunicação'', fazendo alusão a um movimento que, segundo ele, tenta desestruturar os ''avanços'' do governo.
Jogo de cartas marcadas
Antes de Dirceu, diversas lideranças e parlamentares, incluindo o deputado federal Zeca Dirceu, seu filho, discursaram. Mário Sokol, da Executiva Nacional do PT, disse que o partido cometeu um erro ao aceitar o jogo político. ''O PT errou ao aceitar jogar um jogo de cartas marcadas'', afirmou, se referindo às relações do governo com os parlamentares. Estão previstos novos atos em prol de Dirceu em outras capitais.

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