Aditivo da Kalunga
Ainda investigando o aditivo retroativo concedido à empresa Kalunga, a Prefeitura de Londrina conseguiu evitar a paralisação do transporte escolar rural. Durante reunião ontem à tarde, entre o prefeito Gerson Araújo (PSDB) e representantes da empresa, ficou acertado que o serviço será mantido, pelo menos, até que a Controladoria-Geral do Município conclua a auditoria no contrato. Pelo aditivo, assinado em julho, pelo ex-prefeito Barbosa Neto (PDT), a empresa teria o direito de receber mais de R$ 2 milhões, mas a atual administração está preocupada em assumir a conta. ''A dúvida é quanto ao valor, pois precisamos saber o que estamos pagando'', disse à FOLHA na sexta-feira, o procurador-geral de Londrina, Evaldo Dias de Oliveira.
- Procurado ontem após a reunião, ele informou que ainda não há data para o parecer final. O dono da Kalunga, Expedito de Castro, estava com o celular desligado.
Ouro Verde
O presidente do Sinduscon, Gerson Guariente, deve entregar esta semana para a reitora da UEL, Nádina Moreno, a prévia do Orçamento para a reconstrução do Teatro Ouro Verde, destruído por um incêndio em fevereiro. O montante foi calculado a partir dos esboços formulados pelo grupo de projetistas voluntários da entidade, que ainda trabalha no processo de compatibilização das partes, cuja conclusão deve ocorrer nas últimas semanas do ano. O valor é mantido em sigilo e deve ser anunciado pelo governador ainda este mês. Duas fontes informaram à FOLHA que a obra vai custar ''bem menos'' que as estimativas iniciais, inclusive da reitora, que giravam entre R$ 20 a 25 milhões.
Urgência e Emergência
Londrina precisa de R$ 11 milhões, no mínimo, para quitar serviços na área da Saúde. É uma dívida, segundo documento do Conselho Municipal de Saúde, gerada por um deficit crônico entre aquilo que a rede médica da cidade oferece para os moradores da região e o dinheiro repassado pela União. ''Os valores são insuficientes para pagamento dos serviços prestados e extrapolam os contratualizados, principalmente os de Urgência e Emergência'', diz a peça, encaminhada semana passada para a Assembleia Legislativa (AL) do Paraná.
Apoio político
O envio do documento para os deputados estaduais é uma tentativa de obter apoio político para o pedido, que só pode ser atendido pelos gestores nacionais da Saúde. Londrina pede aporte emergencial de R$ 11 milhões, mais um acréscimo mensal de R$ 1,6 milhão, para cessar ''o acúmulo de dívidas com os prestadores de serviços''. Cheida (PMDB) disse que levará a questão para a Comissão de Saúde da AL. ''O financiamento é baixo para o número elevado de atendimentos'', resumiu o parlamentar.
Futuro incerto
Fora a dívida consolidada, que aumenta mês a mês, Londrina precisa que o teto do financiamento mensal da Saúde suba R$ 3,1 milhões por outros 12 motivos. É que está previsto o aumento dos serviços da rede, como a inclusão de 54 leitos de UTI, 76 leitos para internação e 45 leitos-maternidade nos hospitais da região, por exemplo. Diante da situação, o deputado estadual Cheida até destinou duas emendas para aliviar esse baque. São R$ 10 milhões para a Santa Casa e R$ 4 milhões para o Hospital Universitário de Londrina.
1.576 emendas
O problema é que as emendas parlamentares do Cheida têm um longo caminho para percorrer até chegar nos cofres dos hospitais. Ontem o presidente da Comissão de Orçamento da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, Nereu Moura (PMDB), adiantou que foram protocoladas 1.576 emendas ao projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2013. ''Elas sugerem a movimentação de R$ 1 bi dentro da LOA 2013. Faremos uma reunião no próximo dia 20 para analisar cada uma. Não há garantia que elas sejam pagas, inclusive nós podemos acatá-las por uma valor menor do que o pretendido pelo autor da emenda'', adverte Moura.
Conselho de Ética
Onde não dever haver entendimento é no Conselho de Ética, que será palco de acusações trocadas entre parlamentares da AL. O PSD, partido de Ney Leprevost, protocolou representação contra o deputado estadual Cleiton Kielse (PEN) por ''abuso da inviolabilidade de opinião''. A acusação retoma as alusões de Kielse ao suposto envolvimento de parlamentares com concessionárias de pedágio. Leprevost foi um dos citados nominalmente por Kielse, e agora quer a desforra. Ele confirma ter recebido doações eleitorais de empresários do ramo, mas nega que tenha ''vendido'' posicionamento político em troca.
Comissão da Verdade
Hoje os deputados estaduais aprovam a criação da Comissão Estadual da Verdade, cujo projeto de lei exigiu votação em redação final para ajustes de última hora. O Paraná será o terceiro Estado brasileiro a aprovar medida semelhante, o que fez o líder da oposição, Tadeu Veneri (PT), elogiar o governador Beto Richa (PSDB). Ficou combinado que a peça será levada aos membros da comissão nacional, que desde ontem estão reunidos em Curitiba para investigar casos de abuso dos Direitos Humanos cometidos durante o regime militar.

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