Inquérito em Andirá 1
O prefeito reeleito de Andirá (Norte), José Ronaldo Xavier (PTB), deve ser chamado nos próximos dias para prestar esclarecimentos no inquérito instaurado pela Polícia Civil que apura suposto tráfico de drogas. Segundo o delegado Luiz Fernando Ripp, a motivação para o processo investigatório surgiu a partir de um vídeo que circulou na internet, antes das eleições, em que o prefeito teria aparecido comprando drogas. ''A nossa obrigação é apurar o que aconteceu e se alguém estava vendendo drogas, teria havido o crime.'' Porém, Ripp ressaltou que não teve acesso ao vídeo, que foi retirado da web por decisão judicial. ''Precisamos primeiro analisar esse material.''
Inquérito em Andirá 2
José Ronaldo Xavier, que também é médico, falou à FOLHA que o vídeo ''é uma armação''. Ele afirmou que as imagens foram feitas numa confraternização e que o suposto autor do material, conhecido do prefeito, teria recebido dinheiro de opositores políticos. ''Como médico atendo muitas pessoas viciadas e a conversa sobre drogas acaba acontecendo.'' Segundo Xavier, ''na festa esse cidadão puxou assunto sobre isso e depois quando eu estou (no vídeo) trocando dinheiro é porque acabou a cerveja e houve uma vaquinha para comprar mais''. ''Se eu fosse usuário e quisesse comprar drogas, faria isso ali, à luz do dia?''.
Ex-assessor de Barbosa
Ex-assessor parlamentar do pedetista Barbosa Neto, Luciano Rodrigo Ribeiro Lopes foi nomeado pelo prefeito de Londrina Gerson Araújo (PSDB) como assessor executivo do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), com salário de pouco mais de R$ 5 mil. Recentemente, Luciano Lopes trabalhava como assessor de Joel Garcia (PP), ex-aliado e hoje ''inimigo capital'' de Barbosa. Luciano será subordinado a Nelson Brandão, presidente da Codel, e preenche a vaga que era de Sérgio Tacaki.
- Em 2008, no auge da campanha eleitoral para a prefeitura, Luciano Lopes foi preso em flagrante porque estaria tentando subordar seu ex-chefe Barbosa Neto. Antes disso, ele havia feito uma série de acusações ao pedetista publicadas no jornal Correio Braziliense.
Suplicy e Tiririca
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) e o deputado federal Tiririca (PR-SP) realizaram um improvisado dueto para comemorarem o prêmio de ''melhores parlamentares do país'' de 2012. O evento foi realizado na noite de quinta-feira em Brasília para premiar os congressistas escolhidos em 11 categorias, entre elas melhor senador, melhor deputado e parlamentar do futuro. Suplicy foi escolhido como melhor senador e Tiririca ficou entre os seis melhores deputados.
Dueto
Em cima do palco, onde foram entregues os prêmios, os dois cantaram um dos sucessos de Bob Dylan. Antes do dueto, Tiririca cantou para o público uma canção de Zeca Pagodinho, Deixa a vida me levar, e Florentina de Jesus. O prêmio é promovido pelo site Congresso em Foco e está em sua sétima edição. A primeira fase de escolha dos parlamentares é feita pelos jornalistas que cobrem o Congresso Nacional. Os 25 deputados federais e dez senadores mais votados nas categorias gerais e os cinco parlamentares mais votados em cada uma das categorias especiais passam para a segunda etapa de votação, na internet.
'Cabo de Guerra'
A ex-governadora tucana Yeda Crusius faz uma turnê pelo Rio Grande do Sul divulgando livro que atribui a uma ''conspiração política'' os escândalos que marcaram sua gestão no Estado. ''Cabo de Guerra'', escrito pelo jornalista Políbio Braga, cita bastidores do governo Yeda (2007-2010) e acusa a oposição de tentar derrubá-la com armações e uso político da Polícia Federal. PT, PSOL e a mídia são chamados de ''eixo do mal''. A ex-governadora e Braga já lançaram a obra em cinco cidades gaúchas e pretendem promovê-la em capitais pelo país.
'Era dos escândalos'
Yeda, 68, diz que só contribuiu para o livro com entrevistas. ''Não existe um projeto comum do Políbio e meu, a não ser divulgar a verdade. Eu, como personagem central, paguei muito caro'', afirma Yeda, que se diz vítima de uma ''era dos escândalos''. Braga, 71, diz que Yeda participa de eventos de lançamento por ser ''protagonista'' da obra. O jornalista é filiado ao PMDB, mas diz que não exerce atividades partidárias.No livro, ele relata que Yeda viajou para São Paulo em 2009 por temer por sua segurança no Rio Grande do Sul. Na época, um sindicato havia protestado em frente à casa dela, em Porto Alegre, e bloqueado a saída do local.
Desvios
A governadora resistiu a uma tentativa de impeachment na Assembleia e foi incluída em uma ação na Justiça Federal sobre supostos desvios de R$ 44 milhões do Detran gaúcho. O hoje governador Tarso Genro (PT) era ministro da Justiça quando a PF deflagrou a operação sobre as suspeitas de irregularidades no órgão de trânsito. Yeda acabou excluída da ação, que ainda tramita na Justiça. Mas o governo do PSDB no Rio Grande do Sul até hoje é lembrado por petistas de todo o país ao rebater críticas sobre o mensalão.

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