Marcelo volta
Candidato a prefeito de Londrina derrotado no segundo turno das últimas eleições municipais, Marcelo Belinati (PP) vai voltar para a Câmara de Vereadores na sessão de amanhã. Ele pediu licença do Legislativo em julho por 121 dias para fazer sua campanha eleitoral, e agora volta à Casa para terminar seu segundo mandato. O vereador suplente, Marcos da Horta (PP), assumiu dia 13 do mesmo mês, e fez um discurso de despedida na tarde de ontem no plenário.
Marcos sai
Marcos era candidato a vereador nas últimas eleições, mas também foi derrotado nas urnas - o vereador conquistou 1.404 votos, mas não foi suficiente para ser eleito por sua legenda. Nos quase quatro meses que ficou no plenário o vereador não costumava defender projetos ou abrir discussões. A votação mais importante que participou - que foi lembrada por ele em seu discurso de despedida - foi a que gerou a cassação do ex-prefeito Barbosa Neto (PDT), dia 31 de julho.
Despedida
Em seu breve discurso na tarde de ontem, o vereador agradeceu os colegas de plenário, assessores e funcionários da Câmara, ressaltando que ficou ''feliz em estar na Casa por quase quatro meses'' como parlamentar. ''Nesse tempo cumpri com meu dever, consegui mais de 100 requerimentos, três projetos importantes para minha região e eu saio da Câmara agradecido.''
R$ 1
O projeto de lei de autoria do vereador Joel Garcia (PP) que pretendia estabelecer a tarifa do transporte coletivo urbano de Londrina a R$ 1 aos domingos foi retirado de pauta na tarde de ontem por tempo indeterminado. A matéria, retirada pelo próprio pepista, havia sido votada em primeira discussão na sessão do dia 21 de agosto, mas gerou tanta polêmica entre a CMTU e as empresas responsáveis pelo transporte que, entre as emendas incluídas por Joel Garcia, está uma determinando que o benefício seria testado por três meses antes de se tornar definitivo. Joel Garcia diz que agora aguarda informações solicitadas à CMTU antes de colocar o projeto novamente em pauta.
Transição em Curitiba
O prefeito eleito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), se encontrou ontem pela primeira vez com o atual titular do cargo, Luciano Ducci (PSB), para tratar da transição na cidade. ''Foi um interrogatório'', disse o pedetista, que fez uma lista com 18 tópicos para debater com Ducci. Um dos assuntos discutidos foi o primeiro metrô da cidade, cuja licitação está para sair e é considerada uma conquista da atual gestão. Fruet quer adiar a obra por um ano para rediscutir o projeto.
Obras do metrô
Ducci defendeu a obra no formato atual, mas disse que detalhes técnicos o impedem de lançar o edital no momento. ''Ficamos de discutir (o tema) mais para frente'', afirmou. Para ele, o atual projeto do metrô tem o melhor custo-benefício para a cidade, já que passará pelas atuais vias exclusivas para ônibus, que concentra a maior demanda de transporte, e vai requerer poucas escavações. Fruet disse que irá a Brasília na quinta-feira para debater o tema do metrô com o Ministério do Planejamento, já que o governo federal viabilizou recursos para a obra. O prefeito eleito também deve se encontrar com a ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil), uma das principais apoiadoras de sua candidatura dentro do PT.
Guaíra
O Ministério Público (MP) entrou com 14 ações civis públicas por atos de improbidade administrativa contra vereadores e ex-vereadores de Guaíra (Oeste). O MP requer à Justiça o ressarcimento de R$ 500 mil ao erário, no total. O valor equivale a gastos atribuídos a viagens dos parlamentares que, segundo o MP, não têm comprovação.
Estranhos no ninho
Valdir Rossoni e Alvaro Dias seguem se bicando dentro do ninho tucano, após troca de críticas sobre a condução do PSDB no Paraná e a administração Beto Richa (PSDB). Alvejado na segunda-feira por golpes de Rossoni, que o acusou de ter ''abandonado'' o partido, Alvaro disse que não participa mais da legenda por discordar do ''fisiologismo'' e do ''nepotismo'' do governo Beto Richa. Ontem, na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, onde é presidente, Rossoni manteve o tom, acusando o senador tucano de polemizar só para ganhar espaço nos jornais. ''Ele não pode ver uma passarela que já quer desfilar'', emendou.
Transição difícil
O deputado estadual César Silvestri Filho (PPS), eleito prefeito de Guarapuava, foi procurado ontem em plenário pelo colega Bernardo Ribas Carli, filho do atual mandatário do município, Fernando Ribas Carli. Ele comunicou Silvestri que poderiam começar a transição política na cidade nessa próxima sexta-feira, numa reunião para acertar os ponteiros. Desde o anúncio do resultado das urnas, o prefeito atual e o eleito vinham se estranhando e estavam distantes de qualquer acordo.
Intervenção do MP
Logo após o resultado do segundo turno das eleições, o Ministério Público (MP) em Guarapuava baixou uma recomendação ao atual prefeito, solicitando que ele ''não desative, paralise ou reduza a prestação de serviços na área de saúde''. A peça, assinada pelo promotor de Justiça Leandro Machado, foi embasada em denúncias sobre dispensa de agentes comunitários de saúde, agentes de controle de endemias, médicos e outros profissionais, que atuavam na atenção psicossocial especializada e na assistência terapêutica integral.

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