Intrigante
É fato público (e notório) que a ex-secretária de Educação Karin Sabec Viana, ré confessa no esquema fraudulento da compra dos uniformes e envolvida em outras irregularidades, foi à festa da vitória do prefeito eleito Alexandre Kireeff (PSD). Porém, membros do setor de recursos humanos e de controle interno do município estão intrigados: a secretária, que é servidora pública, está de licença médica, após ficar afastada da função de professora da rede municipal para disputar uma vaga de vereadora na coligação do candidato derrotado Marcelo Belinati (PP).
Ruído alto 1
Em lua de mel com o plenário da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, o deputado estadual Luiz Eduardo Cheida (PMDB) despachou outro projeto de lei para a mesa do governador Beto Richa (PSDB), na esperança de uma sanção. Desta vez trata-se da proibição de equipamentos em veículos automotores que produzam som em nível de volume acima de 80 decibéis, medidos a sete metros de distância em vias públicas. Ou seja, música alta. Também voltou à pauta indulto a agricultores que entregarem voluntariamente agrotóxicos proibidos pela legislação ambiental.
Ruído alto 2
Contudo, não há legislação que faça baixar o ruído causado pela permanência demorada de Romanelli (PMDB) na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná. Ele diz para quem quiser ouvir que o partido e o governador Beto Richa (PSDB) ''estão namorando, talvez passem para um noivado muito em breve, com chance de casamento''. Ele nega que tanto amor assim signifique mais cargos no primeiro escalão do governo, mas Cheida, por exemplo, já foi citado por Beto como um nome capacitado na área do Meio Ambiente.
Kfouri governador
Com os tucanos Beto Richa, Flávio Arns e Valdir Rossoni em viagem, o presidente do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná, Miguel Kfouri Neto, provisoriamente à frente do Executivo, não se fez de rogado. Uma das primeiras visitas que recebeu foi de Fernando Ganem, presidente da Associação dos Magistrados do Paraná (Amapar), responsável pela ''blindagem jurídica'' que impediu a divulgação do contracheque dos juízes e desembargadores do TJ, contrariando decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). ''Viemos prestar uma homenagem e o nosso apoio ao desembargador Miguel Kfouri, governador interino do Paraná'', afirmou o dirigente da Amapar.
Santas Casas
Enquanto a Assembleia Legislativa (AL) do Paraná não instala a CPI dos Planos de Saúde, a qualidade do atendimento médico prestado à população retorna ao plenário por outra via. Nesta semana o deputado Douglas Fabrício recolheu 31 assinaturas entre os colegas e aprovou a Frente Parlamentar Estadual de Apoio às Santas Casas do Paraná. ''Em muitos municípios elas são as únicas a atender pelo sistema público'', justificou. Segundo o último levantamento realizado pela Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes (Femipa), em 2010 o setor filantrópico de saúde do Paraná foi responsável por 50,4% das internações do SUS e gerou quase 40 mil postos de trabalho.
Cadeira de roda 1
Passou despercebida ideia do deputado estadual Rasca Rodrigues ao secretário de Estado da Saúde, Michele Caputo, durante audiência pública na Assembleia Legislativa (AL) na semana passada. Ele sugeriu que cadeiras de roda, cujo custo unitário varia em torno de R$ 160, ficassem à disposição da população nas unidades de saúde. ''Para que (as pessoas que precisam) não venham às câmaras de vereadores em busca desse assistencialismo barato, desse assistencialismo que usa a dor da pessoa para que fiquem numa amarração política'', discursou. Para quem disponibiliza remédios de até cinco mil reais, disse Rasca, cadeira de roda é muito mais fácil.
Cadeira de roda 2
Na réplica, Caputo disse que o governo do Paraná, de janeiro a agosto, já distribuiu cadeiras de roda para 2.409 pessoas no Estado. E passou mais alguns minutos respondendo perguntas dos deputados estaduais, após eles se digladiarem com o presidente da AL, Valdir Rossoni (PSDB), que desejava ''pular'' a fase das perguntas. Para não dar a impressão de político inacessível, Caputo emendou: ''Eu já vim aqui 20 vezes, não é? Nem sempre no plenário, porque esta Casa tem a Comissão de Saúde, tem os eventos do plenarinho, e para mim é sempre uma honra. Não tenho dificuldade nenhuma com o debate; pelo contrário, até gosto''.
Custo do Judiciário
A despesa total do Poder Judiciário em 2011 foi de R$ 50,4 bilhões, um crescimento de apenas 1,5% sobre o valor gasto em 2010, de acordo com a pesquisa Justiça em Números, feita pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a partir de informações dos tribunais. A publicação incluiu, pela primeira vez, dados dos segmentos militar e eleitoral da Justiça. O custo total da Justiça no ano passado foi correspondente a 1,24% do Produto Interno Bruto (PIB). A pesquisa exclui apenas as informações relativas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e aos conselhos.
Gastos com pessoal
A maior despesa do Judiciário, em 2011, foi com recursos humanos: R$ 45,2 bilhões, o equivalente a 89,7% do total das despesas. Em relação ao ano anterior, houve aumento de 13,6% no item, que compreende salários, benefícios e despesas com viagens. A despesa com pessoal cresceu 12% para os servidores e magistrados em atividade, atingindo o total de R$ 36,2 bilhões, e 19,3% para os inativos, no total de R$ 6,6 bilhões. As despesas com bens e serviços consumiram 10,5% do total gasto (R$ 5,3 bilhões ou 14,8% acima do valor de 2010). O item inclui R$ 1,8 bilhão de investimento em informática. Entretanto, é preciso considerar que todas essas variações nas contas globais foram impactadas pela inclusão da Justiça Eleitoral e da Militar.

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