Muito prazer
Novato na administração municipal, o vice-prefeito eleito de Londrina, Guto Bellusci (PSD), se antecipou e chegou mais cedo à prefeitura para a reunião de ontem em que a transição começou a ser discutida. Porém, no período da manhã, apenas a praça de atendimento fica liberada e o acesso aos gabinetes é restrito a servidores. Quando Guto tentava transpor o limite reservado foi abordado por um vigilante. ''O que o senhor deseja?'', perguntou. ''Meu nome é Guto Bellusci, muito prazer. Fui eleito vice-prefeito e tenho uma reunião com o prefeito Gerson.'' Apresentações feitas, Guto acessou o prédio sem problemas.
Novembro
O processo administrativo disciplinar aberto na Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina para apurar a conduta de quase 50 funcionários que teriam cancelado irregularmente multas de trânsito vai ser finalizado no final de novembro. A informação foi passada pelo atual presidente da companhia, Octávio Cesário Pereira Neto, que esteve na Câmara de Vereadores na tarde de ontem juntamente com o ex-advogado comissionado da CMTU Davidson Santiago Tavares, que foi o presidente da comissão de sindicância que apontou as supostas irregularidades.
Feriado antecipado
Os deputados estaduais novamente adiantaram a sessão plenária para o período da manhã, nesta quarta-feira, para pegar a estrada mais cedo rumo ao interior do Paraná. Na véspera do feriado de Finados, e depois de um segundo turno disputado nas cinco maiores cidades do Estado, ninguém se manifestou contra o expediente, que derrubou reuniões do Conselho de Ética e da Comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor.
Reunião azarada
O presidente do Conselho de Ética da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, Edson Praczyk (PRB), por sinal, ontem já demonstrava certa irritação com o atraso de duas semanas na realização dessa reunião. Desmarcada por falta de quórum várias vezes, ele precisa do encontro para distribuir a defesa do deputado Cleiton Kielse (PEN) contra a acusação de quebra de decoro parlamentar. Kielse alegou que deputados estaduais estariam sob influência de suposto lobby das concessionárias de pedágio e, na peça entregue ao conselho, dá nome aos bois, conforme a FOLHA já noticiou.
Atrás do rombo
A licença de Luiz Cláudio Romanelli (PMDB) da Secretaria de Estado do Trabalho acaba hoje, dia 31, mas ele deve permanecer mais alguns dias na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná até resolver um corte de R$ 26 milhões no orçamento da pasta para 2013. ''Já tive uma reunião boa com os deputados Nereu Moura (PMDB) e Élio Rusch (DEM)'', comentou o político. Moura é presidente da Comissão de Orçamento e Rusch o relator da matéria. Também prende Romanelli na AL a eleição para o diretório estadual do PMDB, cuja composição seria um antídoto para barrar a candidatura de Requião ao governo em 2014.
Suplente de vereador
Na Câmara de Vereadores da capital, a vaga aberta pelo falecimento recente de Nely Almeida (PSDB) chegou à Justiça Eleitoral antes mesmo do sepultamento da parlamentar, que exerceu seis mandatos em Curitiba. O Legislativo já havia agendado para esta segunda-feira a posse de Iranei Fernandes, liderança comunitária da cidade, por ele ser do PSDB, mesmo partido da vereadora. O ex-deputado federal Íris Simões (PR), contudo, protocolou pedido alegando que a vaga é sua, pois pertenceria à coligação. Do lado tucano, eles questionam se Simões é ficha limpa, pois teve a candidatura barrada em 2010. Em jogo, apenas dois meses de mandato.
Atrás do prejuízo
Levantamento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deu uma notícia ruim e outra boa ao Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná. De um lado, o TJ é o quarto órgão do Judiciário brasileiro com mais processos atrasados, na ordem de 3,2 milhões de procedimentos aguardando manifestação dos magistrados ou execução da sentença. De outro lado, em 2011 mais casos acabaram concluídos que litigâncias novas foram abertas, aliviando minimamente a pressão sobre o Judiciário Estadual.
E a CPI do Cachoeira?
Terminou ontem sem acordo a reunião da CPI do Cachoeira que definiria a prorrogação de seus trabalhos. O prazo final para o encerramento da CPI é no domingo. Governistas defenderam esticar o prazo da comissão por mais 48 dias, tempo que serviria apenas para votar o relatório final. A oposição quer mais 180 dias, para aprofundar as investigações. Em minoria, a oposição vai tentar coletar até esta quarta-feira 171 assinaturas na Câmara e 27 no Senado pela prorrogação de seis meses. Eles já têm o apoio de 114 deputados e 37 senadores. Se o requerimento não for protocolado até domingo, a CPI termina sem votar relatório final.
Arquivados
Pela proposta governista, a CPI não tomará nenhuma medida adicional para aprofundar as investigações sobre destino do dinheiro desviado pelo esquema do empresário Carlinhos Cachoeira, preso por comandar um esquema de jogo ilegal e corrupção. Com isso, mais de 500 requerimentos de quebra de sigilo bancário e fiscal e de convocação seriam arquivados.

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