INFORME FOLHA
Alfinetadas
Após o senador Alvaro Dias (PSDB) criticar a condução do partido no Paraná em rede nacional, durante programa de análise das eleições municipais na TV Bandeirantes, o líder do governo na Assembleia Legislativa, Ademar Traiano (PSDB), assumiu as dores dos tucanos nativos. ''O Alvaro é, de fato, um grande construtor de partidos. Já passou por uma meia dúzia deles. Além disso, se ele quisesse mesmo ajudar o PSDB do Paraná poderia ter se candidatado a prefeito de Londrina, seu berço político. Assim poderia ter dado a sua contribuição ao partido'', lascou.
Recado duro
Traiano também não gostou das declaração de Alvaro Dias ao portal UOL, onde Dias teria dito que a derrota de Luciano Ducci (PSB) foi ''um castigo rotundo, como diria Leonel Brizola. E merecido''. Os recados de Alvaro continuam: ''É vexaminoso, deprimente, humilhante (perder já no primeiro turno). Não tinha visto, até então, um candidato à reeleição ficar de fora do segundo turno. O pessoal que comanda o PSDB precisa entender esse recado'', declarou o senador tucano à imprensa.
Neutro em Curitiba
O atual prefeito de Curitiba, Luciano Ducci (PSB), que ficou de fora do segundo turno da eleição na capital, declarou que ele pessoalmente e o PSB permanecerão neutros. Não apoiarão nem Ratinho Junior (PSC), nem Gustavo Fruet (PDT). ''Nem eu, nem vocês'', disse aos jornalistas, ''vivem na Curitiba desenhada pelos outros candidatos'', afirmou.
Grupo forte
Luciano Ducci disse que tirará férias em janeiro, após o fim de seu mandato na prefeitura da capital. ''Permanecerei na política, pois pertenço a um grupo político forte'', declarou. Ressaltou o crescimento do PSB no país, com o maior número de prefeituras, e disse que apoiará Beto Richa na sua reeleição. Frisou repetidamente que estava tranquilo com o resultado, mas perdeu a calma quando questionado sobre a continuidade das obras já contratadas. ''Não tem como mexer no metrô ou na ponte estaiada'', disse.
PDT disputado
Para a eleição de Ponta Grossa, os deputados estaduais Marcelo Rangel (PPS) e Péricles de Mello (PT) têm a mesma estratégia: conquistar o apoio de Pauliki, do PDT, que acabou em terceiro lugar. O primeiro disse que recorrerá à chapa de vereadores do pedetisa, de quem é amigo, já Péricles sinalizou para uma reunião nos próximos dias. Ambos avaliam que sem a declaração de apoio, o cenário permanecerá rigorosamente empatado até o final do segundo turno.
Tiros em Arapongas 1
O ex-candidato a vereador em Arapongas (Norte) Oduvaldo Calixto (PP) foi atendido ontem à tarde no Hospital João de Freitas, depois de ter sido baleado no começo da tarde. A agressão teria ocorrido na frente da casa do ex-candidato a prefeito da coligação adversária, deputado estadual Waldyr Pugliesi (PMDB). Ambos foram derrotados nas urnas. Segundo o vereador e também candidato a prefeito derrotado, Sergio Onofre (DEM), Calixto teria lhe confidenciado que iria ''tirar satisfação com o motorista do Pugliesi depois de uma discussão que tiveram''. ''Eu até falei pra ele deixar isso pra lá, já passou a eleição.'' Onofre afirmou que o tiro partiu da casa de Pugliesi.
Tiros em Arapongas 2
Pugliesi negou a versão e disse que nenhum tiro foi disparado pelo seu motorista. ''Ele (Calixto) chegou aqui transtornado, dizendo que ia nos matar, deu chutes nos portões, tentando arrombar, enquanto estávamos em casa com companheiros fechando as contas da campanha.'' Segundo o deputado, foram ouvidos três tiros do lado de fora da casa e, quando abriram o portão, Calixto estaria indo embora, correndo. Mais tarde, teria vindo a informação de que estava sendo atendido no hospital. ''Ele mesmo deve ter se ferido'', disse Pugliesi.
- O delegado de Arapongas, Pedro Lucena, instaurou inquérito para apurar o ocorrido. ''São duas versões e agora vamos investigar o que aconteceu.'' Ele ouviu Calixto no hospital, mas não quis dar mais detalhes.
Governo federal, não
A ex-candidata a prefeita de Londrina Márcia Lopes (PT) afirmou ontem à FOLHA que não tem pretensões de ocupar um cargo no governo federal. Ela foi a terceira colocada na corrida eleitoral de domingo, quando obteve 38.484 votos (14,08%). A petista readmitiu, contudo, que estuda a possibilidade de assumir cargo na FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura). Ela foi convidada no início do ano para coordenar trabalho de combate a fome em países da América do Sul e Caribe. Márcia Lopes também pode realizar trabalho semelhante em países africanos pelo Instituto Lula.
Leópolis
Em Leópolis (Norte Pioneiro) a eleição foi decidida no domingo por seis votos de diferença. A atual prefeita, Cléa Maria Bernardes de Oliveira, conhecida como Professora Cléa (PDT), foi reeleita com 1.396 votos - 47,87% dos votos válidos. A segunda colocada, Cintia Maria Gonçalves (PTB), recebeu 1.390 votos (47,67%). Foi registrado um total de 38 votos brancos (ou 1,24%) e 116 votos nulos (3,78%).
Três mulheres
Além da pouca diferença entre as candidatas, o curioso é que no município de Leópolis o pleito foi disputado por três mulheres. No início da campanha, Antônio Gonçalves, o Toninho, estava registrado como candidato majoritário pelo PTB, mas renunciou ao posto e Cintia ocupou o lugar. Além das duas mais votadas, a eleição contava com a candidata do PT, Noeli Acosta Padilha, que recebeu 130 votos, totalizando 4,46% dos votos válidos.





