Marcelo x Márcia
O juiz da 41 Zona Eleitoral de Londrina, Álvaro Rodrigues Junior, acatou o parecer do Ministério Público Eleitoral (MPE) e arquivou o pedido de providências feito pela coligação Londrina Unida, encabeçada por Marcelo Belinati (PP), contra a candidata Márcia Lopes (PT) e o vice Thiago Turini (PPS). Na representação, o pepista apontava suposto abuso de poder político em razão de Márcia ter veiculado em programa eleitoral ''símbolos da administração pública federal, bem como declarações de agentes públicos ocupantes de cargos públicos/políticos''.
Dentro dos limites
Segundo o parecer do MPE, ''resta prejudicado o pedido'' em relação ao uso dos símbolos na propaganda eleitoral porque o exame do mérito caberia ao juízo da 42 Zona Eleitoral, responsável pela propaganda na imprensa. Quanto ao suposto abuso de poder político por parte da petista, a promotora eleitoral Susana Lacerda argumentou que as declarações da presidente da República, Dilma Rousseff (PT), e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, configuram manifestações ''dentro dos limites permitidos pela legislação eleitoral''. O advogado da coligação Londrina Unida, Frederico Reis, ainda não havia tido acesso à decisão e informou que estudaria que medida tomar.
Marina Silva em Londrina
A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva estará em Londrina hoje para palestra sobre meio ambiente, ecologia e sustentabilidade. Na agenda de Marina também está o apoio à candidatura de Luiz Eduardo Cheida (PMDB) - que já foi secretário estadual de Meio Ambiente - à Prefeitura de Londrina. A palestra será realizada às 10 horas no Hotel Blue Tree Premium, com entrada franca.
Pré-candidatos
Os desembargadores Clayton Camargo, Guilherme Luiz Gomes e Regina de Oliveira Portes têm controlado as entrevistas à imprensa. Os três são pré-candidatos à presidência do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná, na sucessão de Miguel Kfouri Neto. Eles já se inscreveram no pleito, mas mudanças não estão descartadas até o próximo dia 11 de outubro, quando encerra o período de cadastro.
Transparência
O Brasil ficou em 14º lugar em ranking internacional que avaliou a qualidade da legislação destinada a garantir transparência de dados na administração pública. A Lei de Acesso à Informação alcançou 110 pontos de um máximo de 150, deixando o País à frente de Chile, Nova Zelândia, EUA e Suécia. O primeiro lugar ficou com a Sérvia, com 135 pontos. Para o levantamento, 93 países foram avaliados pelas organizações internacionais Centre for Law and Democracy (CLD), do Canadá, e Access Info Europe, com sede na Espanha.
Ouvidoria
Dos 5.529 atendimentos realizados diretamente pela Secretaria de Corregedoria e Ouvidoria Geral do Paraná de janeiro a setembro, houve mais demanda por informação na Administração (25,7%), Segurança (18,7%), Educação (9,0%) e Saneamento (4,0%). No período, foram analisadas 2.090 solicitações, 1.726 reclamações, 1.498 denúncias, 112 sugestões e 103 elogios. Esses números não contemplam os atendimentos promovidos pelas ouvidorias setoriais e englobam também 173 requerimentos formulados com base na Lei de Acesso à Informação.
Campanha póstuma?
Apesar de ter sido assassinado em 2008, o ex-prefeito João Ramos (PTB), de Mariana, na região central de Minas Gerais, participa da atual corrida pelo comando do município. Declarações do ex-prefeito são veiculadas em propaganda eleitoral do atual chefe do Executivo municipal, Roberto Rodrigues (PTB), que disputa a reeleição com apoio da viúva da vítima, a também ex-prefeita Terezinha Ramos.
'Mensagem sempre atual'
''Prezados eleitores de Mariana, mais uma vez peço: vote no 14, os candidatos da nossa coligação, para o bem de Mariana. Muito obrigado a todos'', declara o ex-prefeito na gravação. O depoimento é apresentado por uma locutora como ''homenagem'' de Ramos com ''uma mensagem sempre atual à família 14''.
Executado
O ex-prefeito, que já havia comandado o município três vezes, foi executado com quatro tiros em maio de 2008. Dois meses depois, a Polícia Civil mineira acusou o empresário Francisco Assis Carneiro, o Chico da Farmácia, de ser o mandante do crime. Segundo a polícia, o suspeito teria encomendado o assassinado porque tinha intenção de disputar a eleição, mas Ramos se colocava novamente como pré-candidato. Chico da Farmácia chegou a ser preso, mas foi solto por ordem da Justiça e ainda aguarda julgamento por júri popular, mas não abandonou os planos eleitorais. Atualmente, ele disputa as eleições no município pelo PMN. Após o assassinato, a viúva do ex-prefeito foi quem venceu as eleições, mas ela chegou a ser afastada do cargo duas vezes acusada de irregularidades.

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