INFORME FOLHA
Liberados para campanha
O secretário de Gestão Pública de Londrina, Denilson Vieira, teria liberado oito servidores públicos para fazer campanha para duas chapas que concorrem à presidência do Sindicato dos Servidores Municipais (Sindserv). Uma delas tem como candidato a vice Marcos Ratto, réu confesso no suposto esquema de desvio de dinheiro da Saúde, investigado pelo Ministério Público em maio do ano passado. Marcelo Urbaneja, que é o atual presidente do sindicato e concorre à reeleição, disse que a conduta é ilegal. ''Vou denunciar o secretário ao Ministério Público porque entendo que seria improbidade e à Organização Internacional do Trabalho (OIT) porque esta seria uma prática antissindical.''
- O secretário afirmou que pode ter sim liberado os funcionários porque deveria haver isonomia entre as chapas, já que a diretoria do sindicato que apoia a chapa de Urbaneja não exerce função nos quadros da prefeitura, mas somente no sindicato. ''Mas preciso confirmar quantos são os funcionários e para qual prazo foram liberados.''
Estranhamento
O vereador londrinense Rony Alves (PTB) foi chamado pelo prefeito José Joaquim Ribeiro (PSC) para uma conversa em seu gabinete há cerca de três semanas. Segundo o parlamentar, o chefe do Executivo fez uma consulta sobre a manutenção do contrato de 2012 com a empresa G8, que forneceu uniformes para a prefeitura. ''Estranhei porque o prefeito já sabia que a empresa era inidônia, afinal, o prefeito recebeu propina da empresa.''
Debate na Rede Massa
A Rede Massa/SBT promove hoje, às 22 horas, debate com os candidatos a prefeito de Londrina. Com duas horas de duração, o programa terá quatro blocos, sendo que no primeiro será feita uma pergunta em comum para os seis candidatos e nos blocos seguintes ''é regra livre, onde os candidatos perguntam entre si'', conforme o coordenador de jornalismo da TV, Gelson Negrão. O medidador será Denian Couto.
Não sou eu!
A servidora municipal Cristina Yoshida enfrentou constrangimentos nos últimos dias. É que ela tem o mesmo nome da esposa do empresário Wilson Yoshida, envolvido em um suposto esquema de propina a agentes públicos na venda de uniformes escolares à Prefeitura de Londrina. Cristina Yoshida, esposa de Mozart Rodrigues, professor da rede estadual, tem procurado a imprensa para reforçar que não tem nenhuma ligação com o escândalo dos uniformes.
Trem Pé-Vermelho
A Secretaria de Infraestrutura e Logística do Paraná cadastrou no Ministério das Cidades proposta técnica para atrair recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) para o projeto Trem Pé-vermelho, que pretende interligar 13 cidades de pequeno e médio portes situadas nas áreas de influência dos polos regionais de Londrina e Maringá. A proposta foi homologada na modalidade ''Médias Cidades'' e o custo estimado do investimento, no regime de parceria público privada, é de R$ 671,8 milhões. O Trem Pé-vermelho será um trem regional de passageiros, com função de ligar, via ferrovia, o eixo Ibiporã-Paiçandu, como alternativa de transporte público da região.
Abono natalino
Após decisão da Justiça Estadual, fica negado o pagamento de ''abono natalino'' aos funcionários da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná. No valor de três salários mínimos, o benefício era repassado aos servidores desde 1964 e foi revogado em 2011 pela direção da AL, após manifestação da Procuradoria Jurídica. O Sindicato dos Servidores Públicos Civis da Assembleia Legislativa (Sindilegis) tentou reaver o abono por meio de mandado de segurança, rejeitado pelo Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná. Dentre as irregularidades constatadas, havia vício de origem, pois o ''extra'' foi criado por resolução quando só poderia ser pago após aprovação de lei específica.
Ilegal
''O abono natalino também tinha sua legitimidade maculada pelo fato de que a legislação que o instituiu e, posteriormente, atualizou seus valores, previa sua indexação ao salário mínimo, ferindo a Constituição, além do que, sendo uma verba instituída anteriormente ao Ordenamento Constitucional vigente, não foi recepcionada pela atual Constituição'', defendeu a Procuradoria da AL.
Deficit de peritos
O Paraná precisaria de 100 novos peritos médicos para reduzir a fila de atendimentos da Previdência Social, cuja espera por um laudo pode chegar a 90 dias. Sem o documento, trabalhadores com problemas de saúde não podem receber os auxílios doença e acidente, tampouco pleitear a aposentadoria por invalidez. ''A região Sul é a mais demorada do Brasil'', acusa Keti Patsis, médica e dirigente da Associação Nacional de Peritos Médicos da Previdência Social.
Vontade política
''No Nordeste, o atendimento é feito em quize dias. A situação deixou de incomodar por que a fila se tornou virtual, registrada na internet'', continua a médica Keti Patsis. Ontem ela foi pedir aos deputados estaduais uma audiência pública sobre o tema, que também será levado para a OAB Paraná. ''No Paraná nós realizamos 240 perícias por mês, enquanto no Nordeste são feitas apenas 115, mas a nossa fila de espera permanece alta. Não é problema administrativo, a demanda daqui exige mais profissionais. Falta vontade política'', completa.





