INFORME FOLHA
Inri Cristo protesta no STF
Inri Cristo, personagem que diz ser a reencarnação de Jesus Cristo, fez ontem uma manifestação na Praça dos Três Poderes, em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde ocorre o julgamento do mensalão. Acompanhado de suas ''discípulas'', ele concedeu entrevistas e distribuiu panfletos com sua posição em relação ao caso. No manifesto, no qual se definiu como ''eleitor e conselheiro de juristas'', afirmava estar em frente ao STF para ''conferir se Brasília aproveitará a ocasião para higienizar a imagem''. Diz que Roberto Jefferson omitiu que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva era o mandante do esquema e culpou José Dirceu, então ministro da Casa Civil, por ''desavença pessoal''. Usando uma expressão que já havia sido utilizada pelo advogado de Jefferson esta semana, afirmou que Lula não pode ser considerado um ''pateta''.
Brasília, a Nova Jerusalém
''Nunca o povo brasileiro elegeu um pateta. O que acontece é presidente que se faz de burro para continuar comendo milho'', diz trecho do manifesto. O texto afirma ainda que Brasília é a ''Nova Jerusalém'' e que no dia em que o Brasil for ''efetivamente democrático'' o voto será facultativo. Afirmou que o País vive uma guerra civil, embora não declarada, e que morre mais gente pela violência cotidiana do que em qualquer guerra. Concluiu o manifesto pedindo que a presidente Dilma Rousseff ''restaure a dignidade da nação''.
Novo recurso
Por iniciativa do Ministério Público (MP), Ricardo Barros foi condenado pelo Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná a ressarcir os cofres públicos por irregularidades cometidas em 1991, quando o político era prefeito de Maringá. Na época, o MP questionou a venda de uma compactadora de lixo ao município de Luiziânia, sugerindo problemas na dispensa da licitação e fraude no repasse do equipamento. Nesta semana, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou recurso a Barros, atualmente licenciado do governo do Paraná, que questionava a decisão. Os advogados de defesa vão insistir no STJ.
Briga por espaço
O deputado estadual Leonaldo Paranhos (PSC) lidera, na Assembleia Legislativa (AL), um bloco com seis parlamentares, onde estão o PSB e o PRB. Questionado sobre a reeleição do atual presidente da Mesa Diretora, Valdir Rossoni (PSDB), ele garantiu o apoio do grupo, desde que não percam espaço para outros partidos. Hoje eles ocupam a segunda e a quarta secretarias, com os deputados Reni Pereira (PSB) e Gilson de Souza (PSC). Caso contrário, disparou Paranhos, eles topariam uma chapa com PMDB, PT e outras legendas.
Voz da experiência
O ex-presidente da AL, Nelson Justus (DEM), não vê clima para tanta afobação em torno da eleição para a Mesa Diretora da Assembleia. Para a FOLHA, ele repetiu que a decisão passa necessariamente pelo governador Beto Richa e desencorajou qualquer articulação antes das eleições municipais, cujo resultado dará a base para as composições seguintes, inclusive as de 2014.
Blocão parlamentar
A entrada do Partido Ecológico Nacional (PEN) vai embaralhar mais ainda a eleição para a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, pois o deputado Cleiton Kielse (PEN) tem sondado algumas legendas para formar um novo ''blocão'' no plenário do Legislativo. Hoje, apenas PMDB, PT, DEM e PDT dispensam o artifício, enquanto os outros 11 partidos estão organizados em quatro blocos parlamentares, onde dividem cargos e fatias do poder.
Dia de rei
O governador Beto Richa atrasou o início da reunião com as cooperativas Batavo, Capal e Castrolanda, ontem, para ''confraternizar'' com os manifestantes do Grito da Terra, atividade organizada pela Fetaep e Contag para reivindicar mais investimentos em agricultura familiar. Ele acompanhou a leitura dos 80 pedidos, tirou o paletó e a gravata, subiu no carro de som e autografou camisetas e bonés. No discurso, agradeceu ''o movimento ordeiro e pacífico''.
Memorial da Resistência
Membros do Fórum Paranaense do Resgate da Verdade, Memória e Justiça acompanharam, ontem, uma visita às antigas instalações do presídio do Ahú, em Curitiba. A área irá receber o novo complexo da Justiça Estadual e terá salas dedicadas à recuperação de fatos do regime militar, como os casos de violação dos Direitos Humanos. O espaço será chamado de ''Memorial da Resistência Política'', a exemplo do que já acontece em outros estados brasileiros.
Máfia das Ambulâncias
O Ministério Público Federal (MPF) em Umuarama entrou na Justiça com uma ação por ato de improbidade administrativa contra o ex-prefeito municipal de Mariluz (Noroeste) José Aparecido Macedo, servidores públicos municipais e empresas envolvidas em supostas fraudes na compra de ambulância para o município. A fraude faria parte do esquema conhecido como ''Máfia das Ambulâncias'', organização desarticulada em 2006, durante a Operação Sanguessuga, deflagrada pela Polícia Federal. Em 2002, o município de Mariluz firmou um convênio com o Ministério da Saúde para a compra de ambulância no valor de R$ 96 mil (R$ 80 mil provenientes do repasse pela União e R$ 16 mil da contrapartida do município). No entanto, o MPF aponta direcionamento na compra, entre outras irregularidades.





