INFORME FOLHA
A correria continua...
Os vereadores londrinenses inovaram na sessão de ontem. Para acelerar a pauta, eles votaram os três projetos que estavam em segunda discussão em bloco. Ou seja, as matérias foram votadas todas juntas, com um ''sim'' geral. A única ressalva foi feita para o projeto que proíbe som externo em ônibus por usuários do transporte coletivo, que foi analisado de forma separada a pedido do vereador Eloir Valença (PHS). Na sessão anterior, de terça-feira, os parlamentares já tinham feito uma votação relâmpago. Ninguém admite abertamente, mas, nos bastidores, corre que a preocupação agora é com campanha eleitoral.
Fora de hora
A Câmara de Vereadores de Londrina aprovou na tarde de ontem em primeira discussão um projeto de lei do Executivo que provavelmente não entrará em segundo turno tão cedo. No projeto, a prefeitura pede autorização dos vereadores para buscar um financiamento no BNDES de R$ 19 milhões. O dinheiro abasteceria o chamado Projeto de Modernização da Gestão Pública, elaborado ainda na gestão Barbosa Neto (PDT). O problema é que, para obter o financiamento, seria necessária uma contrapartida do município, de 10% do total do empréstimo, o que bate de frente com o discurso desta nova gestão, do prefeito José Joaquim Ribeiro (PSC), que prega ''economia'' em todas as áreas para amenizar uma previsão nada otimista de arrecadação para este segundo semestre. Em entrevista à imprensa, o líder do Executivo, vereador Antenor Ribeiro (PSC), já avisou que, antes de voltar para a pauta de discussão, o projeto deverá ser ''melhor analisado por essa gestão''.
Gasto público
Os senadores gastaram mais com o mandato nos seis primeiros meses de 2012 em comparação com o mesmo período do ano passado. Apenas nos seis primeiros meses do ano, o Senado ressarciu R$ 7,52 milhões de despesas dos senadores com combustível, hospedagem, alimentação, aluguel de escritório, consultoria, segurança privada e divulgação do mandato. Um crescimento de 54% em relação aos R$ 4,89 milhões referentes a esse mesmo tipo de despesa, considerado o igual período de 2011. Os dados fazem parte de levantamento feito pelo Congresso em Foco, com base em informações do site do Senado. O salto foi puxado pelos gastos com a divulgação do mandato, que mais do que dobraram neste ano eleitoral: passaram de R$ 535,2 mil para R$ 1,26 milhão.
Campeões em despesas
Somente nos seis primeiros meses do ano, sete senadores registraram mais de R$ 200 mil em despesas relacionadas ao exercício do mandato ressarcidas pelo Senado. O ex-líder do governo Romero Jucá (PMDB-RR), o ex-líder da oposição Mário Couto (PSDB-PA) e o atual quarto-secretário da Mesa Diretora, Ciro Nogueira (PP-PI), foram os três parlamentares que mais tiveram despesas cobertas pela Casa nos primeiros seis meses deste ano.
Paranaenses
Na bancada do Paraná no Senado, o campeão de gastos é Sérgio Souza (PMDB), que gastou no semestre um total de R$ 122.510,63, incluindo gastos com passagens aéreas. O também peemedebista Roberto Requião não ficou muito atrás, registrando uma despesa de R$ 107.536,09. Já Alvaro Dias (PSDB) utiliza apenas a verba para passagens aéreas, o que soma R$ 43.184,81.
Acordo na capital
Aos poucos, as forças políticas de Curitiba que mantinham neutralidade vão tomando partido nas eleições municipais. Ontem, o deputado federal Fernando Francischini e o estadual Cleiton Kielse, ambos do PEN, apertaram a mão de Luciano Ducci (PSB), candidato de Beto Richa à prefeitura da capital. Prometeram 450 colaboradores e 4.600 simpatizantes do Partido Ecológico Nacional para vestir a camisa do atual prefeito, que busca a reeleição. Ney Leprevost (PSD) disse que sai do muro semana que vem, dia 15.
Chapa quente
Enquanto Ducci recebia apoio do PEN, o candidato Gustavo Fruet (PDT) divulgava vídeos com suposta denúncia de servidores municipais trabalhando no comitê do prefeito. Ducci nega. E alheia ao jogo político, a Justiça Eleitoral negou novamente ao candidato Carlos Moraes (PRTB) a vaga para disputar a eleição da capital. Ela já havia sido indeferida antes, por descumprimento do Estatuto do PRTB e dupla filiação, pois Moraes permaneceu ligado ao PSC após ter deixado o partido. Cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Comissionados
Levantamento do Contas Abertas mostra que o Senado Federal tem mais servidores comissionados (contratados sem concurso) do que concursados: são 3.190 contra 3.174. As informações são do portal da Casa, que divulgou na última terça-feira os salários dos servidores, mas manteve os nomes sob sigilo, por causa de liminar obtida pelo sindicato da categoria. Apesar de os comissionados serem maioria, o salário médio dos servidores efetivos é muito superior: R$ 24,9 mil contra R$ 6,5 mil. Em média, um servidor do Senado, independentemente se concursado ou não, recebe cerca de R$ 15,7 mil.





