INFORME FOLHA
Renúncia
Condenado na semana passada em primeira instância a 9 anos e dez meses de prisão pelos crimes de formação de quadrilha, concussão e lavagem de dinheiro, o ex-vereador Luiz Carlos Tamarozzi (PSC) desistiu da candidatura a uma vaga na Câmara Municipal de Londrina. Sua renúncia foi apresentada à 41 Zona Eleitoral e homologada pelo juiz Álvaro Rodrigues Júnior. Outros dois condenados na mesma sentença e que também foram vereadores entre 2005 e 2008 - Sidney de Souza (PTB) e Jamil Janene (PP) - são candidatos nas eleições deste ano. Da condenação no caso que ficou conhecido como ''Lista Caldarelli'' cabe recurso ao Tribunal de Justiça. O empresário Angelo Caldarelli, que teria sido coagido a pagar propina aos vereadores para ver aprovado projeto de lei de seu interesse, também é candidato este ano. Outras cinco pessoas já renunciaram às candidaturas em Londrina.
Soco e chute
Um integrante da equipe de segurança do candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, agrediu ontem à tarde com um soco e um chute um repórter de uma rádio que fazia a cobertura da agenda do tucano. O candidato concedia entrevista coletiva, quando o segurança mandou que o repórter, que estava gravando as declarações, se afastasse. Diante da negativa do jornalista, o segurança da campanha lhe deu um soco no braço. O repórter protestou e, depois, foi atingido por um chute na perna. Diante da agressão, o jornalista revidou e deu uma cabeçada no segurança. Serra permaneceu alheio ao episódio. O segurança, que depois entrou no carro da escola do tucano, não quis se identificar. O coordenador de comunicação da campanha tucana, Fábio Portela, telefonou para o repórter e pediu desculpas pelo episódio.
Sem coligação
O candidato a prefeito de Curitiba pelo PDT, Gustavo Fruet, teve que incluir no seu perfil do Facebook e do Twitter a coligação da qual faz parte (PDT/PT/PV) após uma decisão judicial, publicada na segunda-feira. A representação foi feita pela coligação ''Curitiba Sempre na Frente'', encabeçada pelo candidato à reeleição Luciano Ducci (PSB), sob alegação de propaganda eleitoral de conteúdo irregular. A juíza Renata Estorilho Baganha lembra em seu despacho que a propaganda eleitoral, qualquer que seja a sua forma ou modalidade, deverá sempre mostrar os partidos políticos que formam a coligação.
Multa a Zezé di Camargo
Uma juíza eleitoral do interior de Minas multou em R$ 25 mil o cantor sertanejo Zezé Di Camargo por propaganda eleitoral antecipada. A juíza Sônia Helena Tavares de Azevedo, da 45 Zona Eleitoral da Comarca de Bom Despacho (MG), considerou que o cantor fez propaganda negativa a um candidato durante show na cidade no início do mês passado, antes do período eleitoral - a propaganda dos candidatos só é permitida a partir de 5 de julho.
Pedido de vaias
Segundo a ação, proposta pelo Ministério Público Eleitoral, durante show no início do mês passado, que reuniu cerca de 12 mil pessoas, o cantor incitou o público a ''vaiar'' um ''candidato da oposição''. ''A gente sabe da história do político, do vereador aí que criou maior caso e que faz parte da oposição... Esse cara que quis atrapalhar uma festa dessa, uma vaia bem grande que eu quero ouvir aqui!'', disse Zezé no palco, segundo a ação. ''Então, meu querido vereador, pense direito, senão o senhor não ganha nem a próxima eleição para síndico do prédio''. O candidato da oposição, no caso, é Fernando Cabral (PPS), que é vereador e disputa a prefeitura da cidade. O Ministério Público também pediu multa ao atual prefeito, Haroldo Queiroz, sob alegação de que, como contratante do show, teria solicitado ao cantor que fizesse as críticas ao candidato da oposição.
Sem provas
Na decisão, no entanto, a juíza aceitou a defesa do prefeito, que alegou não existir prova de que pediu a Zezé as vaias ao adversário. Em sua defesa, o cantor afirmou que as afirmações feitas durante o show representaram a sua opinião e que não conhecia o candidato da oposição, bem como sua intenção de concorrer ao cargo de prefeito nas eleições deste ano. A defesa de Zezé Di Camargo já recorreu da sentença, proferida na última sexta-feira. Procurada pela reportagem, a assessoria do candidato não retornou.
Dois Vizinhos
A Promotoria de Justiça em Dois Vizinhos (Sudoeste) entrou com uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra o prefeito José Luiz Ramuski, candidato à reeleição pelo PSDB. O Ministério Público (MP) aponta irregularidades na locação e pagamento de um imóvel, situado na Rua Castro Alves. Segundo o MP, o município firmou termo com o Serviço Nacional da Aprendizagem Comercial (Senac) e locou um imóvel para abrigar a instituição, mas o espaço não foi usado, apesar de o pagamento do aluguel ter sido efetuado pelos cofres públicos. ''Desde outubro de 2010 até março de 2012, passados mais de 17 meses e gastos R$ 42 mil com o pagamento do aluguel, o imóvel não foi ocupado, nem destinado a qualquer finalidade pública'', sustenta, na ação, o promotor Wagner Veloso Hultmann, que pede o ressarcimento de danos ao erário.





