INFORME FOLHA
Polêmica em Imbituva 1
Uma portaria da Justiça Eleitoral em Imbituva (Sudeste) levou a Igreja Católica a cancelar 13 das 21 festas religiosas programadas para acontecer até o mês de outubro no município. De acordo com o pároco Leocádio Zytkowski, as demais festas também deverão ser suspensas. No documento, a juíza Deisi Rodenwald recomenda que os eventos sejam comunicados à Justiça Eleitoral com antecedência ou adiados para evitar que candidatos atraiam eleitores com o ''pagamento de vantagens como bebidas, alimentos e brindes''.
Polêmica em Imbituva 2
Segundo a juíza, as festas não estão proibidas, nem precisam de autorização para serem realizadas, mas de uma comunicação ao cartório eleitoral com antecedência. ''O objetivo é garantir a lisura e a transparência do processo eleitoral'', afirma a magistrada. Segundo ela, os organizadores das festas serão responsabilizados por possíveis infrações. O padre Zytkowski, da paróquia Santo Antonio, disse que a agenda de eventos da igreja, elaborada no final do ano passado, ficou comprometida. ''A comunidade tem receio de fazer (a festa) e depois ter que arcar com as multas'', diz.
Polêmica em Imbituva 3
De acordo com o religioso, a igreja não tem como fiscalizar a ação de candidatos durante as festas. ''Se um político pagar uma cerveja para um eleitor a comunidade é que vai ser punida?'', questiona. Ele afirma ainda que não há como transferir datas das festas, já que elas estão ligadas ao dia do padroeiro de cada comunidade. Para Zytkowski, as festas religiosas fazem parte da tradição, lazer e fé dos católicos e sempre ocorreram, independentemente de eleições. ''Tem de fiscalizar e punir políticos corruptos'', diz. Sobre a prestação de contas, ele disse que a igreja faz isso para a comunidade. A recomendação judicial vale também para os municípios de Ivaí e Guamiranga, que integram a comarca de Imbituva.
Lei dos cobradores
O Órgão Especial do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná negou liminar em Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) ajuizada pela Federação das Empresas de Passageiros dos Estados de Santa Catarina e Paraná (Fepasc), que questionava a lei municipal de Londrina que exige cobradores nos ônibus do transporte coletivo urbano. O conteúdo da decisão ainda não foi divulgado. A assessoria de comunicação da Fepasc disse que somente se pronunciará quando o mérito da ADI for julgado.
- A lei municipal 11.472/12 prevê que os coletivos que circulam entre 5 e 19 horas devem ter motorista e cobrador. O prefeito Barbosa Neto (PDT), alegando vício de iniciativa, não sancionou a lei, que foi promulgada pela Câmara em janeiro deste ano.
Viagem de funcionários
Um número indefinido de funcionários da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) foi anteontem a Curitiba para acompanhar a votação do recurso da companhia no TRT contra decisão da Justiça do Trabalho que determinou o rebaixamento de empregados promovidos irregularmente. Funcionários da companhia garantem que dois ônibus foram fretados para ir à capital e que entre os passageiros havia gente que nem trabalha na CMTU. ''Foram convidados para a viagem para fazer volume e sensibilizar os juízes'', disse um servidor da CMTU.
Sem resposta
O assessor de imprensa da CMTU, Leandro Rosa - também alvo da ação porque foi promovido de cargo de nível fundamental para médio -, esteve na viagem e disse que foi a Associação de Funcionários quem organizou o passeio e pagou os ônibus. Questionado sobre o número de empregados que se ausentou do trabalho para ir à capital e se eles obtiveram licença na terça-feira, Rosa solicitou que a reportagem encaminhasse um email com as perguntas, que não foi respondido até o fechamento da edição.
Abaixo-assinado
Integrantes do Movimento Popular Contra a Corrupção Por Amor a Londrina entregaram ontem aos membros do Gaeco cópia do abaixo-assinado - com mais de 10 mil signatários - pedindo transparência nas investigações da CP da Centronic, que pode resultar na cassação do mandato do prefeito Barbosa Neto (PDT). Também prestaram apoio ao Gaeco, que tem sido alvo de ataques de políticos do PDT após a prisão de aliados de Barbosa acusados de tentar comprar votos de vereadores para barrar a CP. Recentemente, o PDT entrou com uma ADI no Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar a legalidade do decreto estadual que permite o funcionamento do Gaeco.
- ''Vamos a Brasília entregar cópia do abaixo-assinado no STF para que os ministros saibam a situação de Londrina'', disse Auber Pereira, membro do movimento. A data da viagem ainda não foi definida.
Debate
Hoje, às 18h30, o Movimento Popular promove um debate na sede da APP Sindicato sobre impunidade e corrupção. Participam o procurador de Justiça Bruno Galatti, o presidente do Observatório de Gestão Pública de Londrina, Waldomiro Grade, e advogados da subseção de Londrina da OAB.





