Hoje é o último dia para a Justiça Eleitoral publicar a lista dos pedidos de registro de candidatos apresentados pelos partidos políticos ou coligações. E amanhã é o último dia para o eleitor com deficiência ou mobilidade reduzida que tenha solicitado transferência para uma seção eleitoral especial comunicar ao juiz eleitoral, por escrito, suas restrições e necessidades, para que a Justiça Eleitoral, se possível, providencie os meios e recursos para facilitar o exercício do voto.
Teto de gastos 1
Nas eleições de 2012, os seis candidatos a prefeito de Londrina informaram que podem gastar, juntos, até cerca de R$ 15 milhões com campanha eleitoral, conforme antecipou a FOLHA na última sexta-feira. A campanha com estimativa mais cara é a da candidata do PT, Márcia Lopes, que registrou o valor de R$ 4,8 milhões. O curioso é que, nas últimas eleições municipais, em 2008, o então candidato do PT a prefeito de Londrina, André Vargas, também informou a maior previsão de gastos entre os concorrentes: R$ 2,5 milhões.
Teto de gastos 2
Para as eleições de 2012, o candidato do PDT, Barbosa Neto, informou que pode gastar até 2 milhões. Em 2008, a previsão de despesa do pedetista era parecida, de R$ 1,8 milhão. Já o candidato Luiz Eduardo Cheida (PMDB), que também aparece nas duas disputas (2008 e 2012), há quatro anos informou que poderia gastar até R$ 1,5 milhão. Para o pleito de outubro próximo, Cheida quer investir mais: até R$ 2,5 milhões.
Teto de gastos 3
Vale lembrar: Em 2008, os nove candidatos a prefeito de Londrina informaram que poderiam gastar em suas campanhas eleitorais até R$ 9.179.000,00. Agora, em 2012, os seis prefeituráveis da cidade estimam uma despesa de até R$ 15.250.000,00.
Dilma fora de campanha
A ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) afirmou esta semana que não há a ''menor possibilidade'' de trazer discussões sobre as eleições municipais para dentro do governo Dilma Rousseff. A ministra citou o exemplo da disputa na cidade de São Paulo, onde partidos da base aliada são adversários, e disse que esse tema deve ser tratado no ''âmbito dos partidos e da situação local''. ''Vamos citar o exemplo de São Paulo. Vai ter a candidatura do (Fernando) Haddad, do PT, com vários partidos da base, mas também tem a candidatura do (Gabriel) Chalita, do PMDB, que é nada mais nada menos que o partido do vice-presidente da República. Então não há menor possibilidade de trazer, às vezes, a disputa partidária eleitoral local para o interno do governo'', explicou.
Mas nos bastidores...
Apesar da afirmação de Ideli Salvatti, a presidente Dilma Rouseff teria agido para se contrapor à articulação do senador Aécio Neves (PSDB-MG), seu virtual rival na eleição de 2014, na disputa pela Prefeitura de Belo Horizonte. Dilma deu aval à candidatura do petista Patrus Ananias e costurou apoio do PMDB, PDT, PCdoB e PSD. A articulação ocorreu após a quebra de um acordo entre tucanos e petistas na cidade, sob comando de Márcio Lacerda (PSB), candidato à reeleição. O roteiro de ações que resultou na candidatura de Patrus teria sido desenhado no Palácio do Alvorada, durante uma reunião de Dilma com o vice-presidente Michel Temer (PMDB); o presidente do PT, Rui Falcão; e o ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento), ex-prefeito de BH. A operação contou com a ajuda do ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral).
Fora de expediente
Em relação à participação de ministros na campanha eleitoral, Ideli Salvatti afirmou que os integrantes do governo têm liberdade para atuar em suas bases eleitorais, porém fora do horário de expediente. A ministra não respondeu à pergunta se a aliança de Paulo Maluf (PP) com Haddad poderia prejudicar a imagem do PT ou do governo Dilma.
Agora é oficial
A Câmara Federal publicou esta semana ato que oficializa o reajuste em 30% da verba de gabinete dos 513 deputados federais. A verba foi reajustada de R$ 60 mil para R$ 78 mil. Com o recurso da verba de gabinete cada deputado pode contratar, sem concurso público, até 25 assessores, conhecidos como secretários parlamentares. De acordo com as regras da Casa, esses assessores estão liberados para trabalharem no gabinete ou nos redutos eleitorais dos parlamentares.
Somas
Vale lembrar: Além da verba de gabinete e um salário de R$ 26,7 mil, cada deputado conta com uma cota para o exercício do mandato, que varia de R$ 23 mil a R$ 33 mil, de acordo com o estado de origem.

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