INFORME FOLHA
Gravações do Fú
O vereador Roberto Fú (PDT) ficou irritado na sessão de ontem da Câmara de Londrina ao comentar que ''algumas pessoas'' estão questionando as gravações feitas por ele que resultaram na prisão de Anderson Fernandes, o empresário que teria oferecido dinheiro ao vereador para que ele não ''polemizasse'' o projeto que prevê a derrubada da Lei da Muralha. ''Tem gente querendo desqualificar minhas gravações, falando que faltam alguns pedaços. Quero que todos saibam que todas elas estão nas mãos no Ministério Público. E quanto mais o povo ouvir as gravações, mais enrolado vai ficar'', assegurou.
Mais investigações
O vereador também ressaltou que tem partes das gravações feitas por ele que não foram divulgadas para a imprensa, mas que também estão sendo alvo de investigação do MP. ''Tem uma gravação comprometedora, onde chegam a dizer que do lado de lá tem um cidadão que gosta de aplicar multas e depois quer acertar essas multas de outra forma. O que será, heim? Aquele que manda multar, e depois vai acertar. Só digo que quanto mais mexer mais vai piorar'', ameaçou Fú, sem entrar em detalhes.
Vaias e aplausos
O vereador Rodrigo Gouvêa (PTC) pediu a palavra na sessão de ontem da Câmara de Londrina para comentar a inauguração feita no último sábado da Unidade Básica de Saúde da região Oeste feita pelo prefeito Barbosa Neto (PDT). Assim que começou a falar, foi vaiado pelas galerias - ocupadas por representantes do movimento popular contra a corrupção ''Por Amor a Londrina''. ''Está pronto, vai ser uma benfeitoria para a população, agora terá a licitação para comprar os equipamentos e em setembro ela começa a funcionar'', discursou Gouvêa. Assim que terminou, o vereador Antenor Ribeiro (PSC) criticou. ''O senhor disse que em setembro ela vai estar pronta, então o prefeito deveria esperar para inaugurar, porque fazer inauguração de prédio é fácil'', alfinetou Ribeiro, aplaudido pelas galerias.
Tucanos e petistas
A união inusitada entre PSDB e PT, principais adversários na esfera nacional, já foi registrada em mais de uma cidade do Paraná: além da coligação em União da Vitória (Sudeste), no município de Cornélio Procópio (Norte Pioneiro) os dois partidos também vão caminhar juntos nas eleições. Por lá, o candidato a prefeito pelo PT é João Carlos Lima, que tem na sua chapa, como candidato a vice-prefeito, o radialista José Leite Cordeiro, do PSDB. Lima é o vice do atual prefeito da cidade, Amin Hannouche (PT), que por sua vez é amigo do governador do Paraná, Beto Richa, presidente licenciado do PSDB estadual, daí a coligação. Em Cornélio Procópio, outros dois candidatos disputam o Executivo: Emerson Carazzai Fonseca (PRB) e Frederico Alves (PDT). Todos os três nomes já foram registrados na Justiça Eleitoral, que tem até amanhã para receber os inscritos.
Concurso público
O Ministério Público (MP) entrou ontem com uma ação civil pública de ressarcimento e por atos de improbidade administrativa contra quatro servidores da Prefeitura de Guarapuava (Centro-Sul), duas empresas de materiais e consultoria para concurso público e seus representantes por conta de uma contratação irregular em 2009. Segundo o MP, a empresa contratada através de um pregão presencial para elaborar provas de um concurso público para 34 cargos não existia. O contrato, no valor de R$ 58,3 mil, ainda recebeu um aditivo de 20,59% do valor, para elaboração de outras sete provas.
Passagem por Londrina
O governador do Paraná Beto Richa (PSDB) estará no Norte do Estado amanhã e sexta-feira. Na quinta-feira, às 19h30, ele participa da posse da nova diretoria da Associação Comercial de Londrina, que será dirigida pelo empresário Flávio Balan. Na sexta-feira, às 11 horas, o governador e o secretário da Saúde, Michele Caputo Neto, formalizam convênio para repasse de R$ 3,5 milhões ao Hospital do Câncer de Londrina.
20 anos
Em função dos 20 anos de existência da Lei de Improbidade Administrativa, completados em junho, o Ministério Público Federal (MPF) está distribuindo uma cartilha sobre o assunto. Improbidade administrativa é a conduta considerada inadequada - por desonestidade, descaso ou outro comportamento impróprio - no exercício da função pública. A condenação por ato de improbidade acarreta em punições como reversão de bens ilicitamente acrescidos ao patrimônio individual, reparação de danos, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos, pagamento de multa e proibição de contratar com o poder público.
- Para formalizar uma denúncia no MPF, é preciso informar fatos específicos e nomes dos envolvidos. As denúncias podem ser anônimas. No Paraná, os canais para denúncias são: pessoalmente ou pelo endereço www.prpr.mpf.gov.br, na internet.
Perguntinha
O que os políticos aprenderam em 20 anos de Lei de Improbidade Administrativa?





