Perímetro urbano 1
A Câmara de Londrina aprovou ontem em segunda discussão o projeto do perímetro urbano, uma das matérias complementares do Plano Diretor. Apenas uma emenda de autoria do vereador Roberto Fú (PDT) gerou longa discussão, e acabou retirada. Ele queria ampliar o perímetro urbano até o bairro Gleba Três Bocas, na zona sul. O local ainda é considerado zona rural e, segundo o vereador, ''a comunidade ainda não tem nem acesso a água e luz''. Sem clima para a aprovação, diante de questionamentos da oposição, que considerou ''falta de interesse público na proposta'', Fú retirou a emenda da pauta, mas afirmou que vai apresentar um projeto específico para atender a demanda da comunidade.
Perímetro urbano 2
O projeto prevê expansão do perímetro urbano em Londrina na região sul e a expansão nas regiões norte e oeste da cidade para a implantação de projetos como o programa Minha Casa, Minha Vida. O projeto agora segue para sanção ou veto do Executivo. Restam ainda ser analisados pela Câmara os projetos complementares de Uso e Ocupação do Solo e Sistema Viário.
Identificação de torcedores em estádios
Projeto que torna obrigatória a identificação dos torcedores nos estádios de futebol do Paraná deve voltar à pauta de discussões dos deputados estaduais na semana que vem. De autoria do deputado Bernardo Ribas Carli (PSDB), a proposta determina que, durante a compra de ingressos, os torcedores tenham que se identificar e apresentar comprovante de residência. A identificação por foto será feita na entrada do jogo e é necessário deixar, por no mínimo 12 meses, o banco de dados à disposição das autoridades. Quem for pego em conflitos dentro do estádio pode receber multa de R$ 65 mil e ficar impedido de frequentar estádios por cinco anos. As medidas valem para locais com capacidade para mais de 15 mil pessoas.
Protetores para estetoscópios
Começou a ser discutida ontem em plenário na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná proposta que obriga o uso de protetor para estetoscópios por profissionais da área de saúde do Estado, de autoria do deputado Dr. Batista (PMN). O único contrário à proposição, aprovada em primeira votação, foi Tadeu Veneri (PT), que salientou que o projeto não aponta uma fonte de recursos para compra dos protetores e que esse gasto não pode ser imposto ao Executivo. Além disso, Veneri argumentou que não foi apresentado cálculo sobre quantos são os médicos que usam estetoscópios ou quantos são os atendimentos feitos diariamente.
Investigações sobre concursos públicos
O Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Proteção ao Patrimônio Público encaminhou ofício aos promotores de Justiça de todo o Paraná com a orientação para que se instaurem procedimentos investigatórios - no âmbito de cada promotoria - para verificar, nos últimos cinco anos, a legalidade dos contratos celebrados com as empresas citadas na reportagem do programa Fantástico do último domingo. A reportagem mostrou irregularidades cometidas para beneficiar apadrinhados políticos em concursos realizados por prefeituras e câmaras municipais.
Parentes na política
A ex-deputada federal gaúcha Luciana Genro, uma das fundadoras do PSOL, vai precisar mostrar à Justiça Eleitoral que tem distanciamento político do pai, o governador Tarso Genro (PT), para poder concorrer nas eleições de outubro. Luciana não se elegeu para o Congresso há dois anos em razão do baixo quociente eleitoral de sua sigla. Agora pretende tentar uma cadeira na Câmara Municipal de Porto Alegre. A Constituição Federal, porém, impede que parentes em até segundo grau de prefeitos, governadores e do presidente concorram no território deles se não estiverem disputando reeleição.
Independente do pai?
O PSOL-RS argumenta que Luciana, 41, tinha uma longa vida pública antes da posse do pai no governo gaúcho e que o caso dela se assemelha a uma reeleição. Em 2010, ela teve 130 mil votos no Rio Grande do Sul. ''Seria uma cassação dos meus direitos políticos não poder concorrer depois de ter 16 anos de mandato'', diz a ex-deputada. Luciana diz que a finalidade da norma é evitar que um candidato ''explore o prestígio'' de um governante, o que não seria o seu caso. ''Estamos pleiteando apenas que seja considerado esse histórico da biografia, de uma carreira que já existe e se consolidou independente do pai'', diz o presidente do PSOL gaúcho, Pedro Ruas.
Perguntinha
Até quando a Sercomtel será usada politicamente?

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