Encontrado
O dono da empresa SM Sports e gestor do Londrina Esporte Clube (LEC), Sérgio Malucelli, vai prestar depoimento ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) na manhã desta segunda-feira. Ele foi intimado na noite de quarta-feira, durante um treino do LEC.

- O empresário deve ser ouvido sobre fatos que podem elucidar investigação acerca do patrimônio do prefeito Barbosa Neto (PDT).

Empréstimo
Malucelli teria emprestado R$ 1 milhão ao prefeito, que não teria quitado a dívida. A inadimplência teria motivado o gestor do LEC a confidenciar o empréstimo e outros fatos ao inimigo político ''número um'' de Barbosa: o vereador Joel Garcia (PP), que levou a denúncia aos promotores.

- O dinheiro teria sido entregue a um assessor de dois ex-deputados federais do Rio de Janeiro que apresentaram emendas parlamentares de R$ 18 milhões para Londrina, verba que nunca foi liberada.

- Outra vertente da investigação é a compra de uma rádio FM de Apucarana por R$ 4,5 milhões.

- Malucelli havia se comprometido a prestar depoimento em 1º de junho, mas não apareceu e depois não foi mais encontrado para a intimação.

Parcialmente quitado
O prefeito diz que foi um empréstimo pessoal, de ''amigo para amigo'' e que parte já foi quitada. Diz também que não foi R$ 1 milhão, mas não revela o valor.

- ''Espero que o depoimento do Malucelli possa esclarecer toda a mistura de informações'', declarou Barbosa na quinta-feira, em entrevista coletiva. ''Não são esses valores que estão aí colocados. Foram vários empréstimos. Ele foi nos passando (dinheiro). Inclusive está na declaração do Imposto de Renda dele e na minha. Parte disso já foi saldado. Foi uma negociação pessoal de um amigo que empresta dinheiro a outro.''
Para agilizar os trabalhos
Após receber reclamações de vários parlamentares a respeito da demora na análise e na votação de suas propostas, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná decidiu que vai aguardar pelo prazo máximo de 90 dias a resposta dos órgãos públicos aos pedidos de diligência a eles encaminhados com o fim de sanar dúvidas técnicas levantadas no âmbito da comissão (relativo a projetos que interferem em certas áreas do Executivo). Se as respostas não chegarem dentro desse período de tempo, as matérias serão colocadas em discussão mesmo sem as respostas, que não são obrigatórias; é apenas uma forma a mais de os deputados se cercarem de informações a respeito de determinado tema. Cerca de 20 proposições se encontram nessa situação, a maior parte delas encaminhadas em diligência ainda no ano passado. Algumas dessas proposições deverão ser incluídas na reunião do dia 26 de junho.
Diploma para jornalistas
Entre as 29 proposições que deverão ser apreciadas pelos membros da CCJ da AL na próxima semana está o projeto de lei número 100/2012, do deputado Marcelo Rangel (PPS), tornando obrigatória a apresentação de diploma de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo nos concursos públicos estaduais para cargos desta área.
O polêmico RDC
O líder do PSDB no Senado Federal, Alvaro Dias, reagiu contra a inclusão, em medida provisória que chegou ao Senado, de mecanismo que autoriza o governo federal a aplicar a todas as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) o Regime Diferenciado de Contratações (RDC) autorizado para projetos da Copa do Mundo. Nesse regime,licitações seguem um processo simplificado, sem a necessidade de apresentação de um projeto básico para as obras, agilizando as contratações.

Para rever a decisão
Alvaro Dias explicou que as inclusões foram feitas na medida provisória número 559/2012, que originalmente tratava apenas de tema relacionado às Centrais Elétricas de Goiás. Ele disse que o relator da MP na Câmara dos Deputados encampou no texto uma ''avalanche'' de temas de outras medidas provisórias que caducaram. Conforme assinalou, isso aconteceu porque faltou ''competência política'' ao governo para administrar a rebelião da sua base naquela Casa. Sem a revisão da medida, o líder tucano anunciou que seu partido poderá ingressar no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma ação direta de constitucionalidade. A mesma providência foi tomada na época do RDC da Copa, mas até o momento o Supremo não se pronunciou.

O problema do pedágio
A Comissão de Indústria e Comércio da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná promove na próxima quinta-feira audiência pública para discutir os custos do transporte para o escoamento da produção agrícola no Estado. O evento será no auditório da Associação Comercial e Industrial de Cascavel (Acic), às 19 horas. Segundo levantamento apresentando pela Organização das Cooperativas Paranaenses (Ocepar), o valor do pedágio representa 28% do preço do frete de uma carga saindo de Cascavel, Oeste do Estado, seguindo ao Porto de Paranaguá, num percurso de aproximadamente 600 quilômetros. O frete custa R$ 85 por tonelada de soja, durante o pico da produção.

Perguntinha
As concessionárias do pegádio concordariam em reduzir o valor das tarifas para desonerar o transporte da safra agrícola no Estado?

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