Banner da discórdia
Um banner fixado pelo movimento popular contra a corrupção ''Por amor a Londrina'' na galeria do plenário da Câmara de Vereadores na tarde de ontem causou desconforto entre os vereadores. O banner trazia o nome dos 19 vereadores, sendo que 12 deles estavam listados na coluna ''a favor do povo'', e sete estavam listados como ''duvidosos'' - justamente os sete que atualmente formam a base de governo do prefeito Barbosa Neto (PDT) na Casa: Eloir Valença (PHS), Jairo Tamura (PSB), Padre Roque (PR), Roberto da Farmácia do Vivi (PTC), Roberto Fú (PDT), Rodrigo Gouvêa (PTC) e Sebastião dos Metalúrgicos (PDT).

No topo, o banner trazia a frase ''Povo x Corrupção''. A coluna nomeada como ''Corrupção'' estava vazia.


'Estão brincando com meu nome'
O vereador Roberto Fú (PDT) reagiu ao banner e fez um discurso nervoso. ''Eu sei que, às vezes, era melhor ficar quieto, mas eu não tenho sangue de barata, não! Estão brincando com meu nome. Eu sou um vereador sério, só a gente sabe o que é ser vereador aqui'', afirmou no microfone. Roque Neto manifestou apoio à revolta de Fú. O movimento popular ''Por amor a Londrina'' está acompanhando as sessões da Câmara há um mês, de forma pacífica.

- O presidente da Casa, vereador Gerson Araújo (PSDB), alegou que ''por ser uma manifestação silenciosa, a procuradoria entendeu que não havia motivo para pedir a retirada'' do banner do plenário. ''Estamos em uma democracia, por isso, mesmo não concordando, vamos permitir'', finalizou.

PHS
Já o vereador Eloir Valença (PHS) informou na tarde de ontem que não vai precisar responder à intimação feita pela Executiva do PHS local na última semana para que ele apresentasse em 15 dias uma defesa prévia sobre as denúncias que ''foram amplamente divulgadas pela imprensa'' ligando seu nome a um suposto esquema de compra de votos na Casa. Segundo o vereador, ele questionou a Executiva Estadual do PHS em relação ao assunto, e a resposta foi que ''não havia processo'' interno. Como votou sim à abertura da Comissão Processante (CP) da Centronic, e ele ainda não foi julgado pela Justiça a respeito das denúncias do Ministério Público, Eloir não teria sobre o que se defender.

Dia cheio na Casa
A Câmara de Londrina vai ter um dia de muito trabalho hoje. Logo pela manhã, às 8h30, começa a sequência de dez depoimentos da Comissão Processante da Centronic. Às 14h começa a sessão ordinária antecipada, por conta do feriado de Corpus Christi. Os vereadores ainda não sabem se os depoimentos vão ultrapassar o horário do início da sessão.

Comissão de Ética
O corregedor da Câmara de Londrina, vereador Jairo Tamura (PSB), pediu essa semana cópia do processo e da decisão da 3 Vara Criminal de Londrina que condenou o vereador Joel Garcia (PP) pelo crime de concussão. Segundo a decisão, datada do final de maio, Joel foi condenado em primeira instância por supostamente ter exigido do ex-secretário de Gestão Pública Marco Cito que a empresa de sua família ganhasse uma licitação para o fornecimento de itens hortifrutigranjeiros para a merenda escolar. ''Pedi sob pena de prevaricação. Se houve uma condenação a Comissão de Ética tem que avaliar'', explicou Tamura.

- O corregedor ainda não tinha o parecer da Comissão de Ética em relação ao vereador Jacks Dias (PT). Promotores da Defesa do Patrimônio Público de Londrina defendem que o vereador deve ser investigado por quebra de decoro parlamentar por supostamente ter cometido infrações quando era secretário do ex-prefeito Nedson Micheleti (PT). ''Vou acatar o parecer da procuradoria jurídica da Casa, mas o parecer ainda não está pronto'', informou. O parecer da procuradoria deve ser contrário ao pedido dos promotores.

Reajuste no TC
Entre as propostas aprovadas ontem pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná está o projeto de lei número 230/2012, do Tribunal de Contas (TC) do Estado, que reajusta em 5,1% os valores dos vencimentos básicos dos servidores ativos e inativos do quadro efetivo e à remuneração dos cargos em comissão daquela Corte.

Projetos em defesa do meio ambiente
Ontem, no dia dedicado mundialmente ao Meio Ambiente, a Assembleia Legislativa aprovou dois projetos relativos ao tema durante a sessão plenária. Um deles, de proposição do deputado Luiz Eduardo Cheida (PMDB), trata da responsabilidade compartilhada pela destinação dos medicamentos em desuso, envolvendo fabricantes, comerciantes e consumidores no descarte correto dos remédios. Num primeiro momento, o consumidor entrega os produtos para os estabelecimentos que os comercializam ou distribuem, como farmácias e postos de saúde. Fabricantes e importadoras ficam responsáveis pelo recolhimento desses medicamentos e destinação final aplicável a cada caso.

- Outro projeto aprovado, de autoria do deputado Rasca Rodrigues (PV), estabelece diretrizes para a coleta seletiva contínua de resíduos sólidos oriundos de embalagens de produtos que compõem a linha branca, como embalagens de plástico, papelão e isopor.


Perguntinha
A julgar pelo período pré-eleitoral, a Justiça terá muito trabalho com os candidatos ao pleito de outubro?

Equipe da Folha | [email protected]

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