Fora do PDT
O secretário-geral do PDT, Claudinei Stachetti, lamentou a saída de Roberto Coutinho Mendes do partido, conforme revelou ontem a FOLHA. ''Evidentemente sentimos a perda de um companheiro que estava conosco há mais de 13 anos'', disse.
- Coutinho saiu para não dar qualquer margem de intepretação de desobediência à decisão do juiz da 3 Vara Criminal de Londrina, que o afastou da presidência da Sercomtel e da direção do partido. Ele é acusado, juntamente com outros quatro membros da administração de Barbosa e o vereador Eloir Valença (PHS), de formação de quadrilha e corrupção.

Na campanha
Para Stachetti, porém, Coutinho pode voltar ao partido. ''É uma situação de momento'', avaliou. ''E, mesmo não estando mais na executiva do partido, tenho certeza de que vai apoiar a campanha e não deixará a militância. Isso ele declarou para mim.''

- Coutinho era o primeiro vice-presidente do partido e sua cadeira foi assumida pela advogada Daiane Medeiros. Até 1º de maio deste ano, ele era o presidente da sigla e foi substituído pelo prefeito Barbosa Neto.

Propaganda antecipada
Até ontem, Barbosa não havia sido notificado pela 157 Zona Eleitoral de Londrina para apresentar defesa sobre o comício realizado na última segunda-feira, na Praça Rocha Pombo, em ''desagravo'' às denúncias de corrupção de membros do governo, próximos ao prefeito. A advogada Daiane Medeiros disse que Barbosa deve receber a notificação por ser prefeito e também por ser presidente da legenda. ''Só depois da notificação começa o prazo de 48 horas para apresentarmos defesa.''

'Tirando a lama'
Dois rapazes lavaram o chão, em um ato simbólico, após a saída do ex-secretário de Gestão Pública Marco Cito ontem da Câmara de Londrina - onde foi levado da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) e para prestar esclarecimentos à Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Educação. Segundo Fernando Canferla, um dos representantes do Movimento Popular Contra a Corrupção por Amor a Londrina, o ato era para demonstrar ''indignação'' dos membros do movimento. ''Estamos tirando a lama da porta da Câmara. O povo está revoltado. Não temos ligação com partido político, só estamos indignados com essa situação'', explicou. Segundo ele, a página do movimento tem mais de dois mil membros no facebook. Eles prometem realizar mais atos simbólicos como esse durante a semana.

Nada a declarar

Juntamente com Marco Cito, chegou a ser encaminhado até a 3 Vara Criminal, no mesmo camburão da Polícia Militar, o ex-diretor de participações da Sercomtel Alysson de Carvalho - também preso por suposta participação no esquema de compra de votos de vereadores. Segundo o vereador Rony Alves, o pedido da CEI era somente pelo depoimento de Cito, e por isso Alysson foi novamente encaminhado à PEL2.

PHS procura Eloir
O PHS vai notificar o vereador Eloir Valença na Câmara hoje, durante sessão legislativa, para que ele apresente defesa no procedimento interno que apura suposta infração ética do parlamentar, acusado pelo Gaeco de corrupção passiva e formação de quadrilha. A representação foi movida pelo filiado Eduardo Moresco. Segundo o presidente municipal da legenda, Marcos Defreitas, somente depois da manifestação de Eloir é que o partido vai definir qual será a punição, que pode chegar até a expulsão.

- Conforme a denúncia do Gaeco, Eloir aceitou proposta de apoio político na campanha eleitoral e mudou seu posicionamento parlamentar passando a apoiar o Executivo, contrariando determinações do partido.

Novo benefício aos juízes
O polêmico benefício do auxílio-livro de R$ 3 mil anuais para juízes do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná volta a ser discutido na sessão de hoje da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná. Como começou a haver resistência à aprovação do projeto entre os deputados estaduais, representantes do TJ e da Associação dos Magistrados do Paraná (Amapar) já começaram a procurar alguns parlamentares para convencê-los sobre a aprovação. Caso passe pela CCJ, que analisa a constitucionalidade da matéria, o projeto segue para votação em plenário.

- Atualmente, já existe uma espécie de auxílio-livro dentro do TJ, com a diferença que é o próprio tribunal que faz as aquisições. Com o novo projeto pretende-se dar a liberdade para que cada juiz compre obras de seu interesse, que não se restringem a livros, incluindo softwares, que seriam utilizados para a atualização necessária dos profissionais.

Posições divergentes
Os principais líderes partidários na AL têm posições divergentes sobre o auxílio-livro aos juízes. Enquanto o líder da bancada governista, Ademar Traiano (PSDB), defende que ''os juízes devem estar bem instrumentalizados para darem boas decisões'', o líder da oposição, Elton Welter (PT), sugeriu que o presidente do TJ, Miguel Kfouri Neto, retire o projeto da Casa antes de ir à votação. Welter defende que o material deve continuar sendo comprado pelo próprio tribunal.

Perguntinha
Não seria mais produtivo discutir e aprovar auxílio financeiro para a aquisição de livros para as bibliotecas públicas do Paraná?

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