INFORME FOLHA
Quebra de decoro
O parecer da procuradoria jurídica da Câmara de Londrina sobre a situação do vereador Jacks Dias (PT) deve ser encaminhado hoje para o Corregedor da Casa, Jairo Tamura (PSB). No começo de abril, o Ministério Público (MP) do Paraná pediu a instauração de procedimento por quebra de decoro contra o petista, alegando que Dias responde a duas ações civis públicas e a duas ações penais na Justiça, por supostos atos ilegais, cometidos quando era secretário de Gestão Pública, na administração de Nedson Micheleti (PT).
- O MP pediu ainda que a Câmara fizesse mudanças no regimento interno, que atulmente admite a punição apenas por atos praticados durante o mandato.
- O procurador da Câmara, Miguel Garcia, não revelou o teor do parecer, mas a tendência é que decisão sobre o tema seja deixada para o plenário.
Uma corrida para a cadeia
O ex-diretor de Participações da Sercomtel Alysson Tobias de Carvalho chamou um táxi para voltar para a prisão. Depois de cinco dias foragido, Alysson chegou à unidade 2 da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL 2) sozinho, às duas horas da madrugada de ontem, decidido a se entregar. Porém, foi informado que não poderia entrar. Precisaria antes passar pela triagem da Polícia Civil, o que ocorreria até às 7h da manhã.
- Na sequência foi conduzido até o Gaeco, onde teria demonstrado interesse de contar mais detalhes do suposto esquema aos promotores, mas passou mal antes e precisou ser levado para o hospital. Deu entrada na penitenciária no final da tarde.
- Detalhe: o valor da corrida não foi informado.
Cargos para o Judiciário
O projeto que antecipa a eleição da mesa diretora da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná para outubro foi aprovado anteontem pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, assim como o projeto de autoria do Judiciário que cria 220 cargos comissionados para o órgão.
'Auxílio-livro' de R$ 3 mil
Já outro projeto do Judiciário, que prevê ''auxílio-livro'' de R$ 3 mil para todos os juízes, recebeu pedido de vistas do deputado Caíto Quintana (PMDB). Quatro membros da CCJ já estão inclinados a votar contra mais este benefício ao Judiciário, por acreditarem ser inconstitucional.
CEI para a Polícia Civil
Com a proposição do deputado estadual Tadeu Veneri (PT) para que se crie uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar as denúncias de irregularidades no Fundo Rotativo da Polícia Civil, o líder do governo na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, Ademar Traiano (PSDB), disse que a iniciativa é ''chover no molhado''.
''Em função das medidas que o governador tomou rapidamente, não há necessidade de uma CEI, estaríamos fazendo uma apuração paralela. Uma CEI pode analisar, mas não pode penalizar ninguém'', defendeu.
- A CEI precisa passar por votação no plenário da AL para ser autorizada. A ideia é ter 60 dias para os trabalhos, a serem feitos por sete membros parlamentares.
Do governo anterior
Traiano fez questão de lembrar que os problemas no Fundo da Polícia Civil vieram do governo anterior, de Roberto Requião (PMDB) e Orlando Pessuti (PMDB). ''Não é algo oriundo desse governo, é algo histórico. O governador não tem condições de saber tudo o que acontece no Estado'', disse o líder do governo.
Sancionado aumento para servidores
O governador em exercício Flávio Arns (PSDB) sancionou ontem o projeto de lei que concede o reajuste de 5,1% sobre os vencimentos básicos dos servidores estaduais. O aumento será aplicado em parcela única na folha de pagamentos de maio. Com o reajuste, a folha de pessoal do governo do Estado chega a R$ 940 milhões. O quadro conta com 151 mil servidores ativos, 72 mil aposentados e 25 mil pensionistas. O cálculo da recomposição dos vencimentos dos servidores é feito com base na variação da inflação acumulada nos últimos 12 meses, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Vai pegar?
A Assembleia Legislativa (AL) do Paraná aprovou ontem, em primeira discussão, o projeto de lei número 660/2011, de autoria do deputado Anibelli Neto (PMDB), que obriga a fixação de mapas rodoviários do Paraná em postos combustíveis nas estradas, com a jusitficativa de que essa medida vai facilitar a locomoção de turistas e quem mais precisar de informações. O projeto prevê que as despesas com os mapas deverão ser pagas pelos próprios estabelecimentos.
- A desobediência à medida prevê pagamento de multa de aproximadamente R$ 500. O projeto tem que voltar a ser discutido em plenário, em segunda votação (que é quando pode receber emendas).
Perguntinha
Adiantam discursos de austeridade se, quando menos se espera, nossos políticos aprovam aumento das verbas de gabinetes?





