INFORME FOLHA
14 dias
O ex-secretário de Governo de Barbosa Neto (PDT) Marco Cito e o empresário Ludovico Bonato estão detidos há 14 dias. O segundo foi flagrado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) entregando R$ 20 mil ao vereador Amauri Cardoso (PSDB), supostamente ''a mando'' de Cito, numa tentativa de fazer o parlamentar votar contra a abertura da Comissão Processante (CP) da Centronic para investigar o prefeito.
- O primeiro habeas corpus impetrado em favor de Cito foi negado em 30 de abril pela juíza substituta de 2º grau, Lilian Romero, da 2 Câmara Criminal do Tribunal de Justiça. No dia 4 de maio, o advogado João dos Santos Gomes Filho protocolou o segundo pedido de liberdade, que está sob análise da desembargadora Lidia Maejima, também da 2 Câmara.
- Quanto a Bonato, o habeas corpus foi redistribuído ontem para Lilian Romero, já que Maejima considerou-se impedida. Os dois estão presos na unidade dois da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL II).
7 dias
Outros dois presos na operação do Gaeco, porém, uma semana mais tarde, em 1º de maio, continuam detidos: o chefe de Gabinete de Barbosa, Rogério Ortega, está na PEL II, e o diretor de Participações da Sercomtel, Alysson Tobias Carvalho, está internado no Hospital do Coração, em razão do sangramento de uma úlcera gástrica. O hospital informou que ele se recupera e deve ter alta em dois dias. Os habeas corpus impetrados por João Gomes em favor dos dois ainda não foram julgados.
- Ontem também o vereador afastado Eloir Valença (PHS) protocolou habeas corpus para pedir a revogação da decisão do juiz da 3 Vara Criminal de Londrina, Luiz Eduardo Asperti Nardi, que o afastou do cargo. Eloi foi preso em 1º de maio, mas liberado na última sexta-feira.
Derosso pede para sair...
Pouco antes de o PSDB estadual decidir sobre a possibilidade de expulsar o vereador de Curitiba João Claudio Derosso, o próprio Derosso mandou entregar uma carta na qual pedia a sua desfiliação do partido, na noite de ontem. Assim, Derosso fica impossibilitado de disputar a reeleição, em outubro. ''Quem perde é a cidade, uma experiência de 24 anos como vereador e 16 como presidente, todas as conquistas que levei para a sociedade de Curitiba. Perdem o melhor vereador da cidade'', disse ele à FOLHA.
...após pedido de expulsão
O pedido formal de expulsão de Derosso havia sido proposto pelo deputado federal Fernando Francischini. Derosso disse que a tentativa de expulsá-lo foi um fato político ''que alguns tentaram tirar vantagem''. Derosso responde a três ações de improbidade administrativa, propostas pelo Ministério Público (MP) do Paraná. Ele é acusado de irregularidades em contratos de publicidade firmados enquanto era presidente da Câmara de Curitiba, além de nepotismo e de contratação de funcionários fantasmas.
DEM e PP
O DEM vai aproveitar o encontro do partido em Londrina, no próximo sábado, para ir afinando a relação com o vereador Marcelo Belinati (PP), pré-candidato a prefeito e presença confirmada no evento dos Democratas. Segundo Octávio Cesario Neto, presidente do DEM, ''na majoritária está definido o nosso apoio ao PP e ao Marcelo''. Ele informou, porém, que, nas proporcionais, o partido ainda estuda quais devem ser as alianças. ''Vislumbramos eleger, pelo menos, dois vereadores, numa boa aliança.''
- Fernando Nicolau, presidente do PP, confirmou a proximidade com o Democratas para as eleições de outubro.
À espera do PSDB
Nos bastidores, continuam as costuras para ''bater o martelo'' entre PP e PSDB, considerado um dos principais apoios para os pepistas, porque traria para a campanha o governo estadual. O governador Beto Richa (PSDB) nunca escondeu a simpatia pelo nome de Marcelo Belinati, mas tem despistado quando perguntado sobre a coligação, deixando para os ''colegas de Londrina decidirem''. Fernando Nicolau afirmou que ''tudo caminha para isso (aliança), mas ainda não fechamos''.
- O presidente do PSDB em Londrina, Éder Pimenta, não atendeu o celular ontem à noite.
Lista do MP
A lista tríplice para escolha do procurador-geral de Justiça de Estado pode acabar. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Federal aprovou um projeto de lei que altera o processo de escolha dos chefes do Ministério Público estadual. Pela proposta, a categoria continua realizando uma eleição para definir quem será o procurador-geral, mas, agora, o nome do mais votado segue para ser referendado pela Assembleia Legislativa e, se aprovado, para nomeação pelo governador. A medida não tem efeito para o procurador-geral da República.
Governador nomeia
O projeto foi aprovado em votação simbólica, com apenas seis deputados na comissão. A proposta segue para análise de uma comissão especial que será criada para discutir o tema. Se aprovada, ainda terá que ser votada pelo plenário da Casa. Atualmente, os integrantes do Ministério Público realizam uma eleição e passam para o governador uma lista tríplice, que tem liberdade para escolher um dos indicados, mas, tradicionalmente, nomeia o vencedor do pleito.
Autonomia
A ideia seria dar mais autonomia ao Ministério Público. O procurador-geral, que tem mandato de dois anos, é o responsável por ações de improbidade administrativa contra o governador e por ações criminais contra prefeitos e deputados.
Perguntinha
Será que a ''nova forma'' de escolha do procurador-geral de Justiça receberá apoio dos governadores?





