Salário do prefeito 1
O presidente da Comissão de Finanças da Câmara de Londrina, Joel Garcia (PP), quer fazer um pedido de informações à Controladoria do Legislativo para conhecer o tamanho do impacto no orçamento da Casa a partir de uma eventual aprovação do projeto que aumenta o salário do prefeito. O pedido de informações será votado terça-feira. O projeto é de autoria de três vereadores da Mesa Executiva da Casa, os governistas Sebastião dos Metalúrgicos (PDT), Roberto Fú (PDT) e Padre Roque (PR), e estabelece os aumentos a partir de 1º de janeiro de 2012. A preocupação da Comissão de Finanças surge porque hoje muitos servidores têm redutores salariais em seus holerites - isso porque a lei determina que o salário do prefeito fixa o teto de todos os servidores locais, ou seja, ninguém que trabalhe para o município pode ganhar mais que o prefeito.
Salário do prefeito 2
Se entrar na pauta de votação da Câmara, o projeto deve receber uma emenda, para que o aumento só valha em 2013. Segundo a redação da matéria, o salário do prefeito subiria de R$ 13.865,32 para R$ 19.911,42. Também haveria aumento para o vice-prefeito (de R$ 5.199,48 para R$ 7.466,76) e para os secretários (de R$ 6 mil para R$ 12 mil). Segundo a justificativa da matéria, os salários do chefe do Executivo e do vice estão sem aumento desde 2004.
Só ele
Até o fim do dia de ontem, o único inscrito à vaga de conselheiro do Tribunal de Contas (TC) do Paraná foi justamente o ''favorito'', o secretário-chefe da Casa Civil, Durval Amaral. Sua condução ao cargo é dada como certa entre os deputados estaduais. E até agora não apareceu mais ninguém nem para ''marcar posição''. O último dia para os interessados é a próxima segunda-feira, quando se encerram as inscrições.
CEI da Educação na PEL
A Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Educação decidiu pedir um parecer da Procuradoria Jurídica da Câmara de Vereadores de Londrina para ouvir o ex-secretário de Gestão Pública e de Governo, Marco Cito, na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL II), onde está preso desde o último dia 1º. Caso o parecer seja positivo, o pedido de autorização para a oitiva do ex-secretário será encaminhado à Justiça local.
Depoimento fundamental
De acordo com o presidente da CEI, vereador Rony Alves (PTB), a oitiva do ex-secretário é fundamental para que a CEI possa entender como ocorreu a compra de uniformes escolares e de livros didáticos considerados racistas, objetos da investigação. ''O Marco Cito, assim como a ex-secretária de Educação Karin Sabec, são peças chaves para os integrantes da CEI entenderem porque ocorreram problemas. Foram eles que definiram os procedimentos e autorizaram as compras, tanto dos uniformes, quanto dos livros'', explicou o vereador. Na tarde de ontem, a CEI ouviu quatro pessoas - Maria de Fátima Beraldo, servidora da Promoção de Política da Igualdade Racial, e Rogélio Gerônimo dos Santos, Nádia Oliveira Carbonaro Marques e Sandra Regina Maximiano Leme, servidores da pasta da Educação.
Diferença nos livros
Maria de Fátima Beraldo conversou com a imprensa no final do depoimento e alegou que os livros didáticos analisados por ela inicialmente são diferentes dos que foram adquiridos pela prefeitura. ''Eu analisei o ''História da Cultura Afro-Brasileira e Indígena'' e chegaram em Londrina os livros da coleção ''Vivenciando a Cultura Afro-Brasileira e Indígena''. A qualidade, ortografia e forma de abordar os assuntos eram completamente diferentes no primeiro livro'', afirmou. Mas a servidora não soube informar se a prefeitura quem pediu o livro errado ou se a Editora Ética teria enviado um material diferente do que foi pedido. Já Rogélio, segundo Rony, afirmou à comissão que sugeriu cancelamento do contrato com a editora e devolução dos livros, ''mas a Secretaria de Gestão demorou a tomar atitudes''.
Operação Dublê 1
A Polícia Federal realizou ontem uma operação na Paraíba e no Rio Grande do Norte para desmantelar uma quadrilha que teria desviado mais de R$ 5 milhões dos cofres municipais. Entre os presos, está o prefeito de Catingueira, José Edivan Félix (PR). A operação, batizada de Dublê, cumpriu 27 mandados de busca e apreensão, oito de prisão temporária e seis de condução coercitiva, além do afastamento de prefeitos e secretários municipais. Segundo a PF, foram desviados cerca de R$ 1,5 milhão de verbas da saúde, R$ 1 milhão de educação e ação social e R$ 2 milhões de verbas de desenvolvimento rural e infraestrutura urbana.
Operação Dublê 2
A PF informou que, com o recebimento das verbas de programas nas contas, os valores eram sacados em favor da tesouraria da Prefeitura de Catingueira e, posteriormente, com a necessidade de comprovar as despesas perante os órgãos de fiscalização, processos inteiros de licitação eram montados e eram lançados empenhos fictícios, com notas fiscais clonadas. Os presos podem responder pelos crimes de responsabilidade, fraude em licitações, falsidade ideológica e formação de quadrilha.
Perguntinha
Qual será o impacto do caso da ''compra de voto'' para as eleições de outubro em Londrina?

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