Revogação do brasão?
O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), já estudaria protocolar um projeto de lei na Assembleia Legislativa para permitir o uso da ''bandeira estilizada'', ao invés do brasão, nos bens públicos e documentos oficiais do Estado. A proposta revogaria a lei estadual 15.538/2007, que exige o uso exclusivo do brasão, e foi criada na tentativa de evitar a promoção pessoal de quem comanda o Executivo.
- Independente da intenção de fazer uma nova lei sobre o assunto, há dias o governo estadual adotou a bandeira estilizada, parecida com a utilizada na gestão Jaime Lerner, em substituição ao brasão.

Paranaenses que não assinaram CPI
Em tempo: Dos 30 deputados federais do Paraná, nove não assinaram a abertura da CPI do Cachoeira. A lista dos 396 parlamentares da Câmara Federal que apoiaram formalmente a investigação foi divulgada ontem pelo Congresso Nacional. Os nove paranaenses que não aparecem na relação são os seguintes: Alex Canziani (PTB), André Zacharow (PMDB), Cida Borghetti (PP), Fernando Giacobo (PR), Hermes Parcianello (PMDB), Luiz Nishimori (PSDB), Nelson Meurer (PP), Sandro Alex (PPS) e Zeca Dirceu (PT).
- Já todos os três senadores do Paraná - Alvaro Dias (PSDB), Roberto Requião (PMDB) e Sérgio Souza (PMDB) - assinaram a abertura da CPI. Foram 72 senadores favoráveis à investigação.
- No total, o Congresso Nacional tem 81 senadores e 513 deputados federais.

Indicações
Os partidos têm até a próxima terça-feira para indicar seus representantes na CPI do Cachoeira. No Senado, o PMDB indicou apenas o senador Vital do Rêgo (PB) para presidir a comissão. Faltam ainda quatro nomes. O bloco do governo, encabeçado pelo PT, também terá cinco vagas. O bloco da minoria indicou os senadores Alvaro Dias (PSDB-PR), Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) e Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), além do senador Jayme Campos (DEM-MT). O recém-criado bloco União e Força, formado pelo PTB e PR, terá como representantes os senadores Fernando Collor (PTB-AL) e Vicentinho Alves (PR-TO). O regimento prevê 16 nomes, além dos 15 previstos no requerimento de criação da comissão, para atender aos partidos nanicos.

Manifestações
Diversos movimentos anticorrupção sairão hoje às ruas com um objetivo em comum: pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF) a votar, ainda este ano, o caso do mensalão. Os grupos, que se organizam por meio de redes sociais, preveem manifestações em 81 cidades do País. Em Londrina, o protesto está marcado para as 16 horas na Concha Acústica.

Segue preso
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), indeferiu pedido de liminar formulado pela defesa de Abib Miguel, o Bibinho, ex-diretor-geral da Assembleia Legislativa do Paraná, e manteve decisão da 9 Vara Criminal de Curitiba, que em março decretou sua prisão preventiva. Abib Miguel responde a duas ações penais por suposto envolvimento em crimes de formação de quadrilha, peculato, estelionato, falsificação de documento, fraude processual, lavagem de dinheiro e desvio de dinheiro público por meio da nomeação de funcionários ''fantasmas'' na AL.

'Embaraçando'
O ministro relata que há atos concretos de interferência de Bibinho para ''embaraçar'' o andamento dos processos, como a alegação de insanidade mental ao mesmo tempo em que, segundo a Justiça do Paraná, ''desenvolvia atividade profissional de forma habitual e mantinha preservada sua rede de relacionamento sem demonstrar sinais da alegada incapacidade por doença mental''.
Adiado, mais uma vez
A definição sobre a legalidade do aumento das taxas praticadas pelo Departamento de Trânsito (Detran) do Paraná foi novamente adiada, em votação ontem, pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná. O desembargador Guilherme Gomes pediu vista do processo. Anteriormente, havia sido o desembargador Paulo Roberto Hapner o autor do pedido de vista. A demora no julgamento é maior porque são apenas duas sessões mensais do Órgão Especial que avaliam esse tipo de matéria.
Votos
Mesmo com o pedido de vista, mais alguns desembargadores resolveram antecipar seu voto. Até ontem, a contagem estava em quatro votos pela manutenção do reajuste, que chegou a 271% em alguns casos, e pela legalidade do repasse de parte da arrecadação do Detran para a área da segurança pública. Apenas um voto, o do relator Antonio Martelozzo, era contrário ao repasse. Agora, o placar está em cinco a quatro, pela irregularidade do repasse, com os votos antecipados na sessão de ontem pelos desembargadores Paulo Hapner, Sérgio Arenhart, Ruy Cunha Sobrinho e Lídio Rotoli de Macedo. São 25 desembargadores que compõem o Órgão Especial do TJ e é preciso maioria absoluta de votos no julgamento.
Perguntinha
Antes de jogar o brasão fora, o governo estadual não deveria, então, aguardar a discussão e a votação de uma nova lei pela Assembleia Legislativa?

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