INFORME FOLHA
Luan Santana será cidadão honorário
A Câmara de Vereadores de Londrina vai conceder o título de cidadão honorário ao cantor sertanejo Luan Santana, na segunda-feira, um dia após sua apresentação na ExpoLondrina 2012. Apesar do cantor ser natural de Campo Grande (MS), ele mora na cidade desde 2009. A honraria foi sugerida pelo vereador Jairo Tamura (PSB), que justificou o título dizendo que o cantor divulga o nome de Londrina por todo o Brasil.
Posse
O procurador de Justiça Gilberto Giacoia toma posse amanhã como procurador-geral de Justiça do Paraná, chefe máximo do Ministério Público (MP) estadual. A solenidade oficial de transmissão do cargo será feita às 18 horas, no Auditório Poty Lazzarotto, do Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba. Gilberto Giacoia entrará no lugar de Olympio de Sá Sotto Maior Neto, que ficou à frente da instituição por dois mandatos consecutivos.
Gilberto Giacoia
Integrante do MP há 31 anos, Giacoia já foi procurador-geral de Justiça, de 1998 a 2000. Doutor em Direito Penal pela Universidade de São Paulo e pós-doutor pelas Faculdades de Direito das Universidades de Coimbra (2001) e Barcelona (2010), é professor na graduação e na pós-graduação da Faculdade Estadual de Direito de Jacarezinho, que integra a Universidade do Norte do Paraná (Uemp).
Lista tríplice
Giacoia foi o escolhido pelo governador Beto Richa (PSDB), que recebeu uma lista tríplice com os nomes dos candidatos e o número de votos que cada um recebeu dos próprios membros do MP. Giacoia foi o mais votado. Mas nem sempre o primeiro colocado na votação interna do MP acaba sendo homologado pelo governador. O ex-procurador-geral de Justiça Milton Riquelme de Macedo, por exemplo, foi duas vezes escolhido pelo governador Roberto Requião (PMDB) - em 2004 e em 2006 - mesmo não tendo sido o mais votado entre os seus pares.
Polêmica em SP
E falando em eleição de chefes do MP, quem está no centro de uma polêmica é o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que na quinta-feira última escolheu o procurador de Justiça Márcio Elias Rosa, o segundo mais votado, para chefiar o Ministério Público daquele Estado. O mais votado na eleição interna no último dia 24 foi o candidato da oposição, procurador de Justiça Felipe Locke, que recebeu 894 votos e superou o candidato da situação, Márcio Rosa, que foi votado por 838 eleitores. O procurador de Justiça Mário Papaterra Limongi, também da oposição, conseguiu 445 votos no pleito. A última vez em que o mais votado não foi o escolhido foi em 1996, na gestão de Mário Covas (PSDB).
Críticas
Ontem, o procurador de Justiça Felipe Locke disse que ''a classe foi aviltada'' pela decisão do governador Geraldo Alckmin. ''Lamento muito. Sinto que a classe foi aviltada, muito embora não se questione a possibilidade de o governador fazer a escolha. Espero que o Ministério Público consiga superar esse momento institucional difícil'', afirmou Locke. O procurador de Justiça disse não ter sido informado sobre as razões que levaram Alckmin a preterir o nome dele para o cargo. ''Não sei qual foi a motivação verdadeira do governador'', disse Locke. ''Estamos sentindo pelas manifestações nas redes sociais um desagrado e uma indignação muito grande, para dizer o mínimo'', afirmou.
Tito Valle assume suplência
Ao contrário do informado na última sexta-feira, pelo Informe Folha, foi o vereador Tito Valle (PMDB) que ganhou a vaga de suplente na Comissão de Ética da Câmara de Vereadores de Londrina. Ele recebeu dez votos. O vereador Padre Roque (PR) também concorreu à vaga e recebeu sete votos, dos 17 vereadores presentes.
Francischini
O deputado federal pelo Paraná Fernando Francischini (PSDB), autor de um requerimento que pede a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o grupo do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlos Cachoeira, afirmou estar ''indignado'' com a suspeita da Polícia Federal de que as interceptações ilegais feitas por Cachoeira atingem jornalistas e políticos.
Vítima
O próprio parlamentar teria sido uma das vítimas das quebras ilegais de sigilo investigadas na operação Monte Carlo, deflagrada pela PF no mês passado e que aponta Cachoeira como líder de um grupo que explorava jogo ilegal e pagava propinas a agentes públicos.
Interceptações ilegais
Segundo a investigação, uma empresa de um agente aposentado da Polícia Federal, Joaquim Gomes Thomé Neto, entregava relatórios com e-mails interceptados, dentre eles os e-mails do tucano Francischini. ''Não me preocupo com a divulgação dos meus sigilos, pois sou um homem público e não tenho telhado de vidro'', disse.
Perguntinha
Quem ganha com a falta de autonomia do MP para escolher seu próprio chefe?
Equipe da Folha com Agências
[email protected]





