INFORME FOLHA
Salários dos secretários
O prefeito de Londrina, Barbosa Neto (PDT), afirmou ontem, na reunião do secretariado, que se o salário do prefeito for ''empecilho'' para votar o reajuste dos vencimentos dos secretários, ele ''abre mão'' do aumento salarial, proposto pelos vereadores. Para o prefeito, é importante que os novos valores dos secretários sejam votados o mais rapidamente e que passem a valer imediatamente, a partir da aprovação do projeto na Câmara. ''Os secretários precisam de um salário proporcional à responsabilidade do cargo.'' - Caso o salário do prefeito aumente, servidores municipais que estavam com seus vencimentos ''represados'' em função do teto do funcionalismo (cujo referencial é o salário do chefe do Executivo) também podem se beneficiar.
- O projeto, protocolado no início do mês, prevê que o salário do prefeito passaria de R$ 13.865,28 para R$ 19.911,42. Mas o maior reajuste seria para os secretários municipais, que teriam seus vencimentos hoje fixados em R$ 6.499,35 aumentados para R$ 12.000,00.
Repercussão do porto
A investigação em curso no Ministério Público (MP) sobre supostas irregularidades em negociação de cargos em comissão dentro do Porto de Paranaguá repercutiu na sessão plenária de ontem na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná. Da bancada de oposição, Tadeu Veneri (PT) cobrou que a questão não pode ser tratada como algo menor. ''O que me surpreende é que, a cada caso que acontece, o governo emite uma nota dizendo que não sabe de nada. Me parece que insistir nisso é querer diminuir a capacidade de reflexão e inteligência da população paranaense'', criticou.
Justificativa do governo
Líder do governo no Legislativo, Ademar Traiano (PSDB) reforçou o que o governador Beto Richa (PSDB) havia dito na semana passada, de que as denúncias são contra duas pessoas que não pertencem aos quatros do porto e que, até onde se sabe, não há diretores da autarquia envolvidos. E, assim como o governador, Traiano garantiu que a saída do superintendente Airton Maron do cargo nada teve a ver com os recentes fatos noticiados. A versão que circula na imprensa é que haveria ''troca de gentilezas'', com compra de cargos em comissão no porto para, em contrapartida, haver apoio partidário nas eleições deste ano, o que supostamente beneficiaria um primo de Maron, pré-candidato em Paranaguá, Alceu Maron Filho (PSDB).
Reforma agrária na AL
Ontem foram entregues os novos gabinetes no oitavo andar da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, dando início à chamada ''reforma agrária'' do Legislativo, por causa da redivisão de espaços. Enquanto alguns deputados tinham gabinetes grandes e bem arejados, outros reclamavam de ficar em ''cubículos''. Agora, no espaço em que existiam sete salas, há seis gabinetes, melhorando as condições de trabalho dos parlamentares. Cada um tem 70 metros quadrados. Além do tamanho, as portas foram padronizadas. Agora não pode mais colar adesivos genéricos e desordenados, como costumava ocorrer. Os contemplados são Pedro Lupion (DEM), Luciana Rafagnin (PT), Péricles de Mello (PT), Tadeu Veneri (PT), Bernardo Carli (PSDB) e Fábio Camargo (PTB). Já a reforma em outros andares depende do entendimento dos deputados que compartilham cada andar.
Desistiram da ambulância
Depois da divergência de opiniões que surgiu na semana passada sobre a possibilidade de compra de uma ambulância para ficar à disposição da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, o primeiro-secretário da Casa, deputado Plauto Miró (DEM), disse ontem que a hipótese está descartada, pela inviabilidade da ideia. De acordo com ele, o presidente da AL, Valdir Rossoni (PSDB), desistiu da compra, que foi defendida em plenário por Nelson Garcia (PSDB).
Permanência de Bernardo Carli
Com a determinação do Partido Democratas para que Osmar Bertoldi, atual secretário de Política Habitacional de Curitiba, retorne para a sua cadeira na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, para ficar à disposição do partido para as eleições de outubro, nos bastidores está em andamento uma articulação para manter o suplente de Bertoldi, o deputado estadual Bernardo Ribas Carli (PSDB), no cargo. A possibilidade que se tenta colocar em prática é que o deputado tucano Nelson Garcia peça afastamento.
- Antes de Bertoldi ser nomeado como secretário na capital, ele apresentou atestados médicos à AL pedindo seu afastamento, o que inicialmente possibilitou o ingresso de Carli no seu lugar, no ano passado.
Contra bebidas em estádios...
Assim como foi prometido na semana passada, o deputado estadual Leonaldo Paranhos protocolou ontem na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná um projeto de lei que proíbe a comercialização, a distribuição gratuita e o consumo de bebidas alcoólicas em estádios, arenas, ginásios e praças esportivas do Paraná. Pelo projeto, a proibição valeria não apenas para os jogos da Copa do Mundo (nos quais a Fifa, organizadora do evento, exige que se libere a venda de bebidas), mas para todas as competições. Atualmente, vale em todo o País determinação que consta no Estatuto do Torcedor, que restringe a venda de cervejas e afins nos eventos esportivos. Alguns estados - entre os quais o Paraná não se inclui - possuem leis próprias reforçando essa proibição nacional.
...e a favor
Já o deputado Stephanes Junior, que prometeu apresentar um projeto oposto, para liberar a venda da bebida nesses locais, conversou com o governador Beto Richa e vai esperar. É possível que o próprio Executivo encaminhe projeto sobre o assunto para a AL, de forma similar ao que está ocorrendo em outros estados que receberão jogos da Copa. A princípio, essa liberação por lei seria voltada somente para os quatro jogos da Copa do Mundo que o Paraná vai receber em 2014, sem mudanças nas demais competições esportivas. Mas há os defensores de uma flexibilização nessa regra.
Mais abrangente
Dentro do projeto contrário às bebidas, de autoria de Paranhos, também está previsto que se barre o acesso a estádios de pessoas portando qualquer tipo de bebida alcoólica e daqueles que, ''de forma visível e comprovadamente tiverem consumido níveis ilegais de álcool''. Isso seria feito pela autoridade policial, com o auxílio de bafômetros.
Perguntinha
Por que há políticos achando ''normal'' a licença de cargo para beneficiar entrada de aliado?





