INFORME FOLHA
Uma ambulância polêmica
A sugestão do deputado estadual Nelson Garcia (PSDB) de que a Assembleia Legislativa (AL) do Paraná deveria deixar uma ambulância à disposição dos parlamentares e funcionários do Legislativo provocou divergências durante a sessão plenária de ontem. O presidente da AL, Valdir Rossoni (PSDB), disse que a ideia também vinha sendo discutida pela Mesa Executiva. A notícia provocou descontentamento do parlamentar Rasca Rodrigues (PV). ''Nós teremos uma ambulância aqui na porta enquanto muitas cidades não têm?'', questionou.
'Votar a votação'
Com o impasse sobre a aquisição de uma ambulância exclusiva para a AL, Rossoni propôs uma votação entre os deputados sobre a ideia, naquele momento. ''A AL não é minha, submeto então o assunto ao plenário.'' Rossoni chegou a sugerir que os favoráveis à compra se levantassem e os contrários permanecessem sentados. Outro parlamentar sugeriu usar a votação pelo painel, assim como ocorre em todas as demais votações. E, quando a votação estava prestes a começar, Ademar Traiano (PSDB), Cesar Silvestri Filho (PPS) e Elton Welter (PT) se manifestaram dizendo que a situação era interna da AL e deveria ser discutida em reunião de líderes, sem votação em plenário. Outros, como Douglas Fabrício (PPS), defenderam a votação de todos, abertamente. E, assim, Rossoni propôs que se votasse se a questão seria submetida ao plenário. Por 22 votos a 17, ficou decidido que a questão é interna e será debatida longe do plenário.
Conta da água
O aumento da conta de água cobrada pela Sanepar, que vigora desde a semana passada, será analisado pelo Ministério Público (MP) do Paraná. Ontem, a bancada de oposição protocolou denúncia contra as novas tarifas, reajustadas em 16,5%. Segundo os oposicionistas, o aumento baseia-se nos índices de inflação, o que desrespeita lei federal que estabelece que o valor das taxas deve ter como base uma planilha dos custos dos serviços prestados pela Sanepar. Eles também argumentam que a empresa apresenta lucros expressivos nos últimos anos. Para o líder do governo no Legislativo, Ademar Traiano (PSDB), o realinhamento dos valores é necessário para manter a competitividade e fazer investimentos no setor, ''para manter a Sanepar na vanguarda das melhores empresas do Brasil''.
Auditoria do TC
O Tribunal de Contas (TC) do Paraná voltará a fazer auditoria em programas estaduais financiados pelo Banco Mundial (Bird). Os detalhes foram acertados ontem, numa reunião entre o presidente do TC, Fernando Guimarães, e representantes da instituição financeira. O primeiro alvo do TC é o Programa Multissetorial para o Desenvolvimento do Paraná, do governo Beto Richa (PSDB), e que envolverá recursos próximos a US$ 1 bilhão. O programa, do qual o Bird participa com US$ 350 milhões, abrange sete secretarias estaduais. Estão incorporadas ações nas áreas da saúde, educação, agricultura, indústria, finanças, administração e planejamento.
Financiamento de programas
O TC está credenciado para efetuar auditorias tanto para o Bird como para o BID (Banco Interamericano para o Desenvolvimento) e a Agência Francesa. Os últimos programas financiados pelo Banco Mundial junto ao governo paranaense, que tiveram auditoria realizada pelo TCE, foram o Paraná Rural e o Paraná 12 Meses, na área da agricultura, e o Programa Estadual de Desenvolvimento Urbano (Pedu), no setor de infraestrutura.
Rubens Bueno é o novo líder
O deputado federal Rubens Bueno (PPS-PR) é o novo líder do bloco PPS/PV na Câmara dos Deputados. Seu nome foi indicado terça-feira pelos 11 parlamentares socialistas e 10 do Partido Verde. Bueno vai ocupar o posto no lugar do deputado federal Sarney Filho (PV-MA).
Volkswagen
Corre nos bastidores que a montadora alemã Volkswagen pode ter desistido de investir em uma nova fábrica no Brasil ou mesmo realizar uma ampliação em uma das três unidades que possui no País. O novo investimento só sairia do papel caso as vendas da marca aumentassem significativamente. Hoje a montadora possui 20% do mercado nacional.
Homenagem a Nilson Monteiro
O jornalista e escritor Nilson Monteiro se tornou cidadão honorário do Paraná na terça-feira. A homenagem foi proposta pelo deputado estadual Luiz Eduardo Cheida (PMDB). Cheida e Monteiro se conheceram nos anos 70, quando ele comandava, na Universidade Estadual de Londrina (UEL), o jornal Poeira. ''Nilson Monteiro é cidadão do mundo. Nos deu a honra de ter escolhido o Paraná para fincar seu talento'', disse o presidente da Assembleia Legislativa, Valdir Rossoni, ao abrir a sessão solene. ''Estamos longe de ser o quarto, o quinto ou o sexto poder, mas temos direitos e deveres na sociedade. Movidos pela paixão pela infinita circulação de informações, devemos defender, acima de tudo, a liberdade de imprensa, que foi conquistada a muito custo, por muitas mãos'', disse Monteiro.
História
Nilson Monteiro teve sua carreira jornalística dividida entre Londrina (onde trabalhou na Folha de Londrina), Curitiba e São Paulo. Monteiro já foi reconhecido como cidadão honorário de Londrina, em 1999, e de Curitiba, em 2000. No ano passado, ele foi homenageado pelo Sindicato dos Jornalistas do Paraná pelos seus 40 anos de profissão.
Aumento salarial de vereadores
O Tribunal de Contas (TC) do Paraná manteve a reprovação das contas da Câmara Municipal de Astorga (Norte) do exercício de 2003. Um dos motivos foi a extrapolação do valor dos subsídios dos vereadores. Em 28 de abril de 2003, foi concedida reposição inflacionária de 32,42% aos servidores do Legislativo de Astorga. O índice foi repassado aos vereadores, o que, segundo o TC, não poderia ter sido feito.
Indícios de irregularidades em Paranaguá
O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou, cautelarmente, à Prefeitura de Paranaguá, que não prossiga com a contratação do serviço de qualificação e inserção de jovens no mundo do trabalho. O TCU identificou indícios de irregularidades no edital, tais como limitação de participação no certame somente a entidades sem fins lucrativos e similares; e utilização indevida da modalidade concorrência, em vez de pregão, para contratar objeto que pode ser considerado serviço comum.
Prazo para defesa
O TCU fixou prazo de 15 dias para que o representante legal do município de Paranaguá e o presidente da comissão de licitação apresentem justificativas para os indícios de irregularidades encontrados. A vencedora do certame também poderá apresentar no mesmo prazo, se assim desejar, esclarecimentos para os indícios.
Perguntinha
Mais ''bomba'' no Porto de Paranaguá?





