Agora vai?
Foi publicado há duas semanas o edital de licitação para restauração do prédio da Secretaria Municipal de Cultura, próximo à Concha Acústica, no centro de Londrina. A concorrência tem valor máximo de R$ 1,1 milhão e os envelopes com as propostas das empresas participantes devem ser abertos em 5 de abril. A licitação tinha sido feita ano passado e a vencedora foi contratada, porém, no decorrer das obras constatou-se que a empresa não tinha condições técnicas de restaurar um prédio histórico. O contrato foi rompido. Nova licitação foi aberta, mas, sem participantes, a concorrência foi declarada deserta em dezembro passado. Agora, com o edital readequado, a expectativa é contratar um empresa para fazer a reforma.
Defesa do filho cassado
Ontem o presidente da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, Valdir Rossoni (PSDB), subiu na tribuna para defender o filho, Rodrigo Rossoni (PSDB), que foi cassado na semana passada pela Justiça Eleitoral, acusado de abuso do poder econômico durante as eleições suplementares, em Bituruna (sul do Estado). Rossoni pai destacou a agilidade da Justiça nesse caso, que não seria a regra. ''Eu até aceito a decisão de abuso econômico, mas é um julgamento interpretativo. Agora, não houve irregularidade. A Justiça nunca disse que poderíamos contratar apenas ''x'' pessoas para entregar santinho ou segurar bandeira'', disse ele.
Números
Na prestação de contas inicial (na qual se estima quanto poderá ser gasto na campanha), Rossoni filho declarou R$ 600 mil, dos quais R$ 320 mil foram efetivamente gastos. Foram contratados 528 cabos eleitorais para a coligação de Rossoni, o equivalente a 11,44% dos 4.614 votos que receberam ou a 5,45% do total de votos válidos computados (9.682). O município tem pouco mais de 15 mil habitantes.
Disputa acirrada
Rossoni pai também chamou atenção para o fato de que o adversário de Rodrigo nas eleições suplementares gastou apenas R$ 70 mil, enquanto a campanha tucana desembolsou R$ 320 mil, e os dois praticamente empataram nas urnas: a vitória de Rossoni filho foi de apenas 60 votos. ''Meu filho tinha o apoio do presidente da AL, do governador do Estado e de cinco ex-prefeitos de Bituruna. Nosso adversário tinha somente o apoio do prefeito corrupto que foi cassado'', atacou.
Slogans políticos em equipamentos públicos
O Ministério Público (MP) do Paraná expediu recomendação administrativa ao prefeito de Brasilândia do Sul (Noroeste), José Aparecido Mandotti, para a retirada de slogans políticos de bens e equipamentos públicos. O MP propõe que em até 10 dias úteis a prefeitura faça as mudanças, passando a adotar apenas os símbolos estabelecidos em lei municipal. Na recomendação, o MP explica que a administração ''vem utilizando o slogan ''Gestão 2009 a 2012. Administração para todos'', acompanhada de desenho de três indivíduos, em cor azul''. Caso a recomendação não seja acatada, o MP não descarta a adoção de medidas judiciais.
Cargo na Cohapar
A defesa de José Fabiano Panichi Hamzé - ex-funcionário comissionado da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) que está sendo acusado pelo Ministério Público (MP) do Paraná de nunca ter exercido a função na companhia - sustenta que não há provas do suposto ato de improbidade administrativa. Assinada pelo advogado de Hamzé, Paulo César Lima Bastos, a defesa argumenta que ''naquele período - e em todos os demais em que esteve nomeado para o cargo em comissão, pelo governador Roberto Requião -, José Fabiano Panichi Hamzé sempre cumpriu suas jornadas de trabalho e as obrigações do seu cargo!''. Bastos acrescenta que devido ao cargo que ocupava seu horário era flexível. A manifestação da defesa agora deve ser apreciada pela 2 Vara da Fazenda em Londrina, onde corre o processo. O MP também pede a devolução de R$ 147.493,04, referente ao salário que ele teria recebido sem exercer a função.
Apoio ao secretário estadual da Copa
Depois de virem a tona, no final de semana, declarações do secretário estadual de Assuntos para a Copa do Mundo 2014, Mario Celso Cunha, sugerindo o ''calote'' do Clube Atlético Paranaense com os empréstimos obtidos com o poder público para a conclusão das obras na Arena da Baixada, o vice-líder do governo na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, Elio Rusch (DEM), defendeu o secretário. ''Cada um defende aquilo que acha que tem que ser defendido. Não podemos querer procurar chifre em cabeça de burro'', disse o deputado, que salientou que a posição de Mario Celso foi manifestada ''bem antes de ele ser secretário de Estado''.
- O não pagamento da dívida pelo Atlético foi sugerido por Mario Celso em uma reunião da diretoria do clube em 2010, quando era vereador e enquanto presidia a Comissão de Assuntos para a Copa dentro da Câmara de Curitiba. No início de 2011, Mario Celso Cunha passou a integrar o primeiro escalão do governo estadual.
Perguntinha
É normal o fato de uma declaração como a feita pelo secretário estadual Mario Celso Cunha não provocar nenhuma reação do governo do Estado?

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