INFORME FOLHA
Troca de líderes
O porta-voz da presidência da República, Thomas Traumann, confirmou ontem as trocas nas lideranças do governo na Câmara Federal e no Senado. O cargo será exercido pelo deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) na Câmara. Ele substitui o colega Cândido Vaccarezza (PT-SP). No Senado, o posto passa para o senador Eduardo Braga (PMDB-AM), que ocupa a cadeira de Romero Jucá (PMDB-RR), que foi líder dos governos Lula e Fernando Henrique Cardoso. O porta-voz afirmou que a presidente agradece o trabalho dos dois no ano passado e ''espera continuar contando com eles na base de apoio do governo''.
Rebelião
As trocas ocorreram após uma rebelião na base aliada no Senado, na semana passada, quando os senadores rejeitaram o nome de Bernardo Figueiredo para diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), indicação pessoal de Dilma. Oficialmente, o Planalto argumenta que as mudanças são motivadas por um sistema de rodízio que a presidente quer implementar. Já na Câmara, Vaccarezza teve desgastes com a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e também em votações.
Sentado na janelinha...
O vereador de Londrina Rodrigo Gouvêa (PTC) reclamou na tarde de ontem do fato de o vereador Amauri Cardoso (PSDB), que assumiu recentemente a cadeira no lugar de Márcio Almeida, ter ficado com a presidência de algumas comissões permanentes da Casa. Gouvêa alegou que ''não queria ofender'', mas que não concordava com a situação. ''Ele nem chegou e já quer sentar na janelinha?'', criticou. O novato assumiu a Comissão de Direitos Humanos e de Defesa da Criança e do Adolescente no lugar de Almeida. Gouvêa é membro dos dois grupos.
Clima tenso
Em resposta a Gouvêa, Amauri disse que houve votação para definir quem ocuparia a presidência das comissões. ''Recebi meu voto e o voto de mais um vereador, por isso sou presidente. Agora, independentemente de ter acabado de assumir na Câmara, eu tive mais de dois mil votos na eleição. Fui o décimo terceiro vereador mais votado. Eu assumi na Câmara para ser vereador e vou fazer meu trabalho'', devolveu.
- Já Gouvêa, após o discurso de Amauri, alegou que, mesmo sendo membro, trabalhará ''como se fosse presidente'' das duas comissões.
Eleições no MP
Acontece durante todo o dia de hoje a votação entre todos os membros do Ministério Público do Paraná para escolher o novo procurador-geral da instituição. Na disputa estão dois procuradores (Gilberto Giacóia e Mário Sérgio de Albuquerque Schirmmer) e um promotor de Justiça (Fuad Faraj). A eleição é pela internet, com sigilo de votos. O resultado é, então, encaminhado ao governador do Estado, Beto Richa (PSDB), que é quem, na prática, faz a indicação para o cargo, conforme determina a Constituição Federal. Via de regra, o mais votado é o indicado. O mandato é de dois anos. O atual procurador-geral, Olympio de Sá Sotto Maior Neto ocupou o cargo nos últimos quatro anos, com uma reeleição.
Relações estremecidas
As supostas boas relações entre os deputados estaduais do PMDB e o governo estadual tucano podem encontrar problemas nas eleições municipais de outubro. Peemedebistas dizem que o apoio ao governo pode ser revisto se não for cumprido um tal ''acordo'' para os tucanos ficarem de fora das campanhas de prefeituras onde haja candidaturas do PMDB. Presidente estadual do PSDB, o deputado Valdir Rossoni (PSDB) diz que ''cada caso é um caso'' e, nas cidades em que o PSDB não terá candidato próprio, todas as alianças têm passado pelo crivo do diretório estadual. ''Está dando um trabalho danado'', afirmou Rossoni.
Convite
O secretário estadual de Segurança Pública, Reinaldo de Almeida César, confirmou ontem que irá à Assembleia Legislativa (AL) do Paraná para dar explicações sobre a situação financeira da sua pasta. A confirmação da visita aconteceu ontem, durante coletiva de imprensa sobre índices de criminalidade no Estado. A data ainda não foi marcada. O convite partiu do deputado estadual Fábio Camargo (PTB), depois que declarações do secretário à imprensa - sobre falta de recursos para a área - geraram um mal estar no primeiro escalão, causando o primeiro desgaste público da equipe do governo Beto Richa (PSDB).
Vereador com mordaça
Um vereador do PPS criou polêmica na Câmara de Porto Alegre, na segunda-feira, ao permanecer na tribuna da Casa com uma tarja preta adesiva na boca. Elias Vidal protestou contra a reação que seu partido teve após ele assinar pedidos de abertura de duas CPIs, uma delas para investigar um instituto do jogador Ronaldinho Gaúcho na cidade. Durante cinco minutos, Vidal ocupou a tribuna apenas gesticulando e simulando um discurso. O PPS advertiu o vereador pela adesão aos pedidos de CPIs e o mandou retirar as assinaturas.
'Só faltou o nariz vermelho'
Vereadores presentes à sessão criticaram o colega. Paulinho Rubem Berta (PPS) disse que o correligionário só ''queria mídia'' com o protesto. ''Ele fez um circo, só faltou o nariz vermelho. Aqui é a casa do povo e tem de se ter respeito'', disse. Vidal disse que a crítica de Berta foi deselegante e que não tem medo de ser expulso do partido.
Perguntinha
PMDB e PSDB no Paraná: unidos até que as eleições os separem?





