INFORME FOLHA
Prestação de contas em Leópolis
O ex-prefeito de Leópolis (Norte Pioneiro) Antonio Gonçalves (PTB), hoje pré candidato do partido nas eleições de outubro, derrubou na Justiça a reprovação por parte da Câmara de Vereadores das contas referentes ao ano 2006, quando ele comandava o Executivo. Segundo o advogado Fernando Matias, depois da aprovação com ressalvas pelo Tribunal de Contas (TC) do Estado, a Câmara de Leópolis reprovou a prestação de contas de Gonçalves. ''Porém, o Legislativo cometeu dois erros formais: não convocou o ex-prefeito para a sessão, negando a sua defesa, e não analisou o parecer do TC, deliberando apenas pelo parecer da Comissão de Finanças''.
- Ontem, ninguém atendeu na Câmara de Leópolis, mas em entrevista à FOLHA, há um mês, o presidente da Casa, Leonel Alves (PSC), contestou o argumento do ex-prefeito. ''Quando recebemos o documento do TC, demos o prazo para ele (Gonçalves) apresentar a defesa, mas isso não aconteceu.''
Cobrança
O PMDB de Curitiba encaminhou um manifesto às lideranças nacionais do PT e do PMDB, cobrando um compromisso eleitoral para as eleições de outubro, na capital. Tudo isso pelo provável apoio que o PT pode dar, desde o primeiro turno, ao candidato Gustavo Fruet (PDT), abrindo mão de candidatura própria. ''Temos apoiado o PT em sucessivas eleições majoritárias, e recebido apoio recíproco em várias ocasiões. Desde a eleição municipal curitibana de 2004 em que fomos com o então candidato Ângelo Vanhoni, até as duas eleições presidenciais em que apoiamos o presidente Lula'', destaca o manifesto, encaminhado aos presidentes nacional do PT e do PMDB, Rui Falcão e Valdir Raupp, respectivamente, e aos líderes do PMDB na Câmara e no Senado, Henrique Eduardo Alves e Renan Calheiros. O documento diz ainda que a possibilidade de apoios do PT para outubro ''causa apreensão'' entre os peemedebistas. O manifesto é assinado pelo senador Roberto Requião, pelo pré-candidato Rafael Greca e pelo secretário-geral do PMDB do Paraná, o deputado federal João Arruda.
Para lembrar
O manifesto do PMDB lembra ainda que os principais adversários para as eleições em Curitiba, Fruet e o atual prefeito, Luciano Ducci (PSB), apoiaram José Serra nas eleições presidenciais de 2010. ''Será que se vai cometer um erro histórico em Curitiba, dividindo a base mais fiel e expressiva do governo Dilma, para apoiar o algoz de tantos companheiros?'', diz outro trecho do documento, que lembra o combate de Fruet, enquanto era deputado federal, ao caso do mensalão e as duras críticas tecidas na época ao governo do PT. ''Será que vamos ser incoerentes por capricho ou estratégia equivocada para 2014?'', criticam os peemedebistas.
Pitaco no partido errado
Por conta do manifesto, Requião tem sido criticado pelo diretório do PT em Curitiba por tentar interferir nas decisões internas do partido, na opinião da presidente do diretório municipal petista, Roseli Isidoro. Ela disse que ''não se pode, a pretexto de cobrar compromisso eleitoral, ditar regras e dizer quais caminhos devemos seguir em relação às eleições municipais deste ano''. Para o PT de Curitiba, ''na falta de liderança sobre sua própria legenda, o senador parece estar dedicando atenção indevida e se intrometendo nos debates que resultam da democracia interna do PT''.
Chamada para vereadores
A partir desta semana, os vereadores de Curitiba passam a ser obrigados a responder duas chamadas, para confirmar a presença dos parlamentares nas sessões plenárias. A primeira verificação de quórum será feita no início da votação das matérias da ordem do dia, de acordo com o regimento interno. Antes da continuidade dos trabalhos para a segunda parte da ordem do dia, será feita nova chamada. De acordo com o primeiro-secretário da Câmara, Celso Torquato (PSDB), a decisão é fruto de acordo entre a Mesa Diretora e lideranças, para tornar mais transparente o desconto de faltas dos vereadores, definida na nova Lei Orgânica do Município, promulgada em dezembro do ano passado.
Nada de crucifixos
A Justiça do Rio Grande do Sul decidiu anteontem acatar pedido de uma ONG e vai retirar crucifixos e símbolos religiosos de todas as salas do Judiciário do Estado. O Tribunal de Justiça gaúcho considerou que a presença dos objetos pode ir contra princípios constitucionais de um Estado laico (que não sofre influência de igrejas). A retirada dos símbolos foi um pedido da ONG Liga Brasileira de Lésbicas.
Estado é laico
O relator do caso, o desembargador Cláudio Baldino Maciel, afirmou em seu voto que um julgamento feito em uma sala onde há um ''expressivo símbolo'' de uma doutrina religiosa não é a melhor forma de mostrar que o julgador está ''equidistante'' dos valores em conflito. A decisão foi tomada pelo Conselho da Magistratura, órgão do TJ gaúcho para planejamento e administração.
Perguntinha
Se o PMDB quer tanto o apoio do PT nas eleições de Curitiba, que tal tirar a bancada peemedebista do ninho tucano na Assembleia Legislativa?





