INFORME FOLHA
'Inescrupulosos'
O prefeito de Londrina, Barbosa Neto (PDT), afirmou em seu Twitter e repetiu em entrevista coletiva na manhã de ontem que imobiliaristas da cidade são ''inescrupulosos''. A crítica, disse ele, se aplica àqueles que defendem a derrubada da ''Lei da Muralha'', norma aprovada no governo passado que impede a construção de supermercados e lojas de material de construção civil com mais de 500 metros quadrados em grande área da cidade, incluindo toda a região central.
- ''Existem os maus imobiliaristas, aqueles que querem ter o lucro fácil, estuprando as leis em vigor na cidade de Londrina. Aqueles mais antigos sabem exatamente até o endereço; aqueles que vestiram a carapuça merecem até essa pecha de inescrupulosos'', afirmou aos jornalistas ontem pela manhã. ''Eu falo especificamente sobre a Lei da Muralha e sobre aqueles que à época pediram para o prefeito Nedson (Micheleti) fazer a lei e agora querem a derrubada, por outros interesses comerciais. Estão engordando seus olhos nas comissões de vendas de terrenos para supermercados principalmente''.
Ataque no Twitter
No Twitter, Barbosa também atacou Nedson: ''Ex-prefeito ausente da prefeitura que fugia do povo mas que batia ponto no escritório da imobiliária quando os interesses dos dois eram comuns''. Mesmo criticando a suposta motivação da lei, Barbosa é um defensor ferrenho dela. ''Ao contrário dos que criaram a Lei da Muralha, que tinham vergonha de defendê-la, eu a defendo às claras num debate aberto com especialistas.''
Atraso
Foi reaberta ontem a licitação no valor de R$ 8,2 milhões para comprar material escolar para alunos da rede pública de Londrina. O pregão estava suspenso porque um participante questionou a especificação técnica de um produto. Como as aulas já começaram e não houve aviso de que os kits com lápis, borracha, caderno e outros seriam distribuídos, há casos de pais que já compraram o material para os filhos.
R$ 13.460,00
Esse é o valor máximo estimado pela Assembleia Legislativa (AL) do Paraná para compra de tapetes para a Casa. As propostas dos interessados em participar do pregão presencial serão recebidas no próximo dia 2.
Placas de Maripá...
A prefeita de Maripá (Oeste), Jacira Quirino Alves (PMDB), terá de trocar as placas de veículos oficiais que traziam as iniciais de seu nome e/ou o número 15, fazendo referência ao seu partido, por outras com identificação aleatória. Os custos dessa troca devem ser cobertos pela própria prefeita. A decisão, em caráter liminar, é da Vara Cível de Palotina, onde tramita ação civil pública em que o Ministério Público (MP) do Paraná pede a condenação por improbidade administrativa.
...com iniciais da prefeita
O MP afirma que, entre os anos 2009 e 2011, a Prefeitura de Maripá adquiriu 11 veículos para secretarias e para o gabinete de Jacira Quirino Alves. Desses, oito tiveram reserva de placa, sendo utilizadas as letras AKJ ou AJQ, com o objetivo de lembrar o nome da prefeita. De acordo com o MP, a população interpretava como Administração Jacira Quirino. Em cinco veículos, ela colocou o número 15, que tinha sido utilizado durante a campanha.
Defesa
Em nota, a prefeita disse que seu advogado particular está analisando a situação, mas que ela já toma providências para cumprir a determinação judicial. Ela alegou que essa é uma prática comum em vários municípios. ''Quando vi as placas, inicialmente pensei que não haveria problemas, porque o carro oficial, comprado pela administração anterior, foi emplacado com as iniciais do nome do ex-prefeito e o número do seu partido'', disse. ''Restará comprovado nos autos da ação civil pública que tais placas nunca foram usadas para fazer promoção pessoal da minha pessoa.''
Cadê a eficácia?
Um dos autores da ''Lei da Ficha Limpa estadual'' (que veta funcionários na administração pública do Estado), o deputado estadual Ney Leprevost (PSD) distribuiu alguns outdoors por Curitiba fazendo propaganda sobre a sua iniciativa, depois da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de que a Lei da Ficha Limpa nacional valerá para as eleições de outubro, coibindo a participação no pleito de candidatos condenados por decisão colegiada da Justiça. A questão é que a propaganda de Leprevost é muito mais em cima de toda a ''fama'' da Ficha Limpa nacional do que a real eficácia da lei estadual. A Ficha Limpa proposta por Leprevost não prevê que sejam vetados funcionários que tiveram condenação por um colegiado. Ela apenas proíbe a nomeação de pessoas condenadas e já sem qualquer possibilidade de recurso.
- Outro autor da lei estadual, Marcelo Rangel (PPS) já apresentou emenda na Assembleia Legislativa para tirar a ''suavidade'' do texto aprovado pela Casa.
Perguntinha
''Ficha Limpa estadual'': propaganda enganosa?





