Namorando no pedalinho do Igapó
Durante as discussões sobre o projeto da Prefeitura de Londrina que pede autorização para instalação de pedalinhos no Lago Igapó 2, a vereadora Lenir de Assis (PT) pediu a retirada de pauta da matéria definitivamente, por não vislumbrar benefícios ambientais. Contrariado, Roberto Fú (PDT) defendeu a matéria, alegando que ''não existe nada melhor do que passear com a namorada no pedalinho''. E para convencer a petista, arriscou: ''Quero convidar vossa excelência para um passeio''.
- O projeto foi retirado de pauta por duas sessões.
Aparando arestas
O prefeito de Londrina Barbosa Neto (PDT) definiu o desabafo feito pelo vereador de seu partido, Roberto Fú, terça-feira última, como ''uma vitória'' da sua administração, e alegou que as ''arestas'' com o parlamentar deveriam ser facilmente aparadas. ''Isso significa que o prefeito não trabalha com mão de ferro e os vereadores são livres. Tem alguns vereadores que eu considero da minha base, mas eles são livres para emitir opiniões. Eu acho que todas as críticas são importantes'', ressaltou.
Quem fica com os ''louros''
O vereador disse que muitos pedidos de obras eram feitos na Casa, mas quando a obra era realizada alguns comissionados é que ficavam com os ''louros''. ''É claro que os vereadores auxiliam, mas na verdade quem faz as ações é o Executivo. Eles têm seu legítimo direito de fazer os pedidos, e gostaríamos de atender a todos, mas infelizmente não dá para atender tudo e a gente não fica identificando mérito deste ou daquele. Essa questão de divisão, de puxar sardinha para esse ou aquele, não é boa para a administração'', finalizou.
Tratado com carinho
''A sua ficha de filiação está pronta, é só assinar. Aqui o senhor será tratado com o respeito que merece.'' Do vereador Joel Garcia (PP), principal opositor do prefeito de Londrina, para Roberto Fú (PDT), ontem durante a sessão na Câmara de Vereadores. Fú sorriu e, retribuindo a brincadeira, pegou a caneta...
Sobre rabo de tatu
''Eu tenho direito de ter um rabo de tatu'', reclamou ontem o vereador Roberto Fú (PDT) durante a sessão na Câmara de Londrina. Ele aproveitou o seu tempo durante o grande expediente (espaço livre para que os parlamentares levantem e discutam temas) para responder críticas que teriam sido feitas por um radialista da cidade, que afirmou que Fú desrespeitou a Casa ao dizer na sessão de terça-feira que iria carregar um rabo de tatu para bater em outros vereadores. ''Eu não disse nome de vereador nenhum e não quero rabo de tatu para bater nos colegas.'' Segundo Fú, o crítico interpretou mal. ''Confusão assim acontecia na época da Torre de Babel.''
- Na terça-feira, o vereador manifestou irritação com a situação da base aliada, que estaria sendo ''esquecida'' pela administração. Começou ali o episódio do ''rabo de tatu''.
Investigação do MP
Na coletiva de ontem pela manhã, no calçadão, o prefeito de Londrina Barbosa Neto (PDT) disse mais uma vez que está ''tranquilo'' em relação à investigação do Ministério Público (MP) em torno da compra de uniformes escolares feita no final de 2010, mas não respondeu pontualmente sobre os novos indícios de fraudes levantados pelo MP, e revelados ontem pela FOLHA. ''Houve um processo por parte da Secretaria de Educação que o prefeito é o último que assina. Mas eu tenho confiança nos técnicos, nos gestores e nos servidores da secretaria que eles não me induziram ao erro e que o processo foi legal.'' Após se defender, o prefeito atacou mais uma vez o MP e a imprensa. ''É que agora, com a agenda política realmente mais inchada, se aproximando das eleições, esse assunto, que foi até requentado, está voltando à tona.''
Advogada ou assessora?
A advogada Eloisa Maran, que acompanhou a secretária de Educação de Londrina, Karin Sabec, em depoimento ao Ministério Público (MP) na última quarta-feira, é funcionária da secretaria. ''Ela é assessora da secretária'', confirmou José Otávio Ereno, assessor de comunicação do município. O decreto de nomeação de Eloisa ainda não foi publicado e Zé Otávio acredita que ela tenha sido contratada por meio da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e emprestada à Secretaria de Educação.
- Embora o assessor tenha insistido que Eloisa acompanhou Karin na condição de assessora, no termo do depoimento de Karin consta que Eloisa Maran desempenhou a função de advogada. Segundo o MP, apenas advogados podem acompanhar depoimentos.
- Um funcionário do poder público, mesmo que em cargo comissionado, em tese, não pode defender um secretário específico que esteja sendo investigado por suposto desvio de dinheiro público. Como funcionário público, seu dever é zelar pelo erário e não por quem teria praticado o desvio, em tese.
Repercussão
''Fim da presunção de inocência, penas perpétuas, prevalência de tribunais que não são tão bons assim. Decisão de pânico. Ruim.'' Do senador Roberto Requião (PMDB-PR), via Twitter, sobre o fato de o Supremo Tribunal Federal ter decidido pela constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa.
Perguntinha
Está aberta a temporada de caça aos fichas-sujas?

mockup